quinta-feira, 21 de abril de 2022

Filme "Ainda Estou Aqui"

Tarde de feriado, mãe e filha adolescente de bobeira em casa e acontece um momento de raro prazer nessa fase da vida: a filha chama a mãe para assistirem um filme juntas! Oportunidade que não pode ser desperdiçada mesmo que o filme não traga boas expectativas.

Foi assim que com um balde de pipoca no colo, filha ao lado no sofá, nossa doguinha nos pés, assisti "Ainda Estou Aqui". E só assim mesmo. Porque mesmo estando no Top 2 de filmes no Brasil hoje, não seria uma escolha minha. 

Filme Ainda Estou Aqui





"Ainda Estou Aqui" é um filme romântico de ficção americano de 2022, bem no estilo sessão da tarde para adolescentes.  

A contar de com partiu a decisão de assisti-lo é meio redundante eu dizer que eu esperava nada desse filme. E para ser sincera não é lá grande coisa. Mas também não é tão ruim assim. Do tipo bobinho, mas que dá para ir até o final e até gerar uma troca de opiniões sobre o que pensamos do tema: vida após a morte. 

Na verdade, justamente pela temática, o filme em geral me pareceu que mostraria uma história  que vai me emocionaria e faria lágrimas escorrerem dos meus olhos, rolarem pelas bochechas e pingarem no queixo, já que sou dessas. Faço o tipo chorona.

Enfim, apesar de ter algumas boas cenas, alguns diálogos e falas interessantes e agradáveis, e cenários bonitos faltou a emoção a que a temática se propõe. 

Pra mim valeu mesmo pelo momento mãe e filha, pela oportunidade de compartilharmos um momento juntas. Aproveitei passagens do filme para contar coisas da minha adolescência para a minha filha (elas adoram essas histórias) e trocarmos ideias e apertarmos as nossas mãos em momentos ligeiramente fantasmagóricos. Valeu a diversão!

Sinopse: "Depois de perder o amor de sua vida em um trágico acidente, uma adolescente de coração partido começa a acreditar que ele está lhe enviando sinais do além-túmulo.".



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quarta-feira, 20 de abril de 2022

Deslocamento


Essa semana depois de quatro messes de 100% home office (retornamos a essa condição após o pico de Covid que tivemos no Reveillon) fui ao escritório. 

No caminho vi uma única árvore florida que se destacava e encantava. Imediatamente pensei que já tinha valido a pena sair de casa para ir ao trabalho. O caminho de casa ao escritório pode ser mais longo do que o caminho do quarto até a sala, mas pode também nos reservar surpresas se estivermos dispostos a contemplar e abertos a enxergá-las como boas surpresas.



Fazendo um percurso de carro fui olhando a paisagem pela janela e e imaginando quanto detalhe, surpresas, cenas inusitadas ou singelas passam despercebidas por causa da velocidade, da pressa em percorrer o tempo. 

Aí pensei em voltar com calma e fazer o caminho a pé, olhando ao redor, observando os detalhes, procurando surpresas, atenta ao inesperado. Caminhar nos possibilita esse tempo.



Hoje eu retornei. Mas de bicicleta. Pedalar também é meio como caminhar. Permite a percepção de detalhes. E ainda acrescenta aventura, diversão. É percorrer o tempo sem pressa mas com agilidade. Uma agilidade flexível já que podemos parar a qualquer instante. E foi o que eu fiz. Parei. 

Observei. 



Fiquei observando as velocidades. Carro, bicicleta, corrida, caminhada. 




Movimentos. A forma como transitamos entre os dias e como escolhemos encontrar pequenos tesouros nos detalhes em qualquer tempo. 





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terça-feira, 19 de abril de 2022

Exposição "Olhares e Releituras"


Fiz um passeio com a minha filha na região do Porto Maravilha e uma das paradas foi o MAR - Museu de Arte do Rio. O foco era a ver a exposição "Crônicas Cariocas" que está muito interessante e divertida, diga-se de passagem.

E, já que estávamos lá, fomos descendo os andares e dando uma olhada nas demais mostras em cartaz no museu que sempre traz ótimas exibições.

Quando chegamos ao segundo andar, me surpreendi. Uma sala chamou a atenção pelo colorido.



Eu não tinha lido nada sobre a exposição, então não sabia do contexto dela. Apenas entrei e me deixei envolver. E me envolvi tanto que até fiz poucas focos. 

Quando cheguei em casa fui pesquisar sobre a exposição "Olhares e Releituras" e descobri que são obras de resultantes das oficinas de arte do Instituto Olga Kos (IOK) no Museu da Arte do Rio de Janeiro. 





As obras expostas na mostra são de artistas com deficiência em idades variadas. Os participantes da oficina interpretaram 17 artistas brasileiros de reconhecido valor dentro e fora do país.





 As obras disparadoras das releituras foram divididas em famílias poéticas: 

Claudio Tozzi e Newton Mesquita representam ‘Cidade’; 
Caciporé Torres e Yutaka Toyota, a ‘Materialidade’; 
Luise Weiss e Verena Matzen representam “Narrativa e Memória”; 
Rubens Matuck e Isabelle Tuchband, o “Bucólico”; 
Eduardo Iglesias; Marysia Portinari; Takashi Fukushima e Ivald Granato, a “Cor” e,





 por fim, Gustavo Rosa; Inos Corradin; Marcello Grassmann; Ermelindo Nardin e Carlos Araújo o “Onírico”. 



 A palavra ‘releitura’ significa “ação de interpretar novamente alguma coisa, acrescentando algo novo e original”.  E a exposição está com uma sensibilidade indescritível. Fiquei mais emocionada ainda após conhecer o contexto dela. Já que voltar. 



Serviço Exposição: 
Olhares e Releituras 
Local: 2° andar do Museu de Arte do Rio - MAR 
Endereço: Praça Mauá, nº 5, centro, Rio de Janeiro 
Data: 19 de março até o dia 01 de maio de 2022 
Funcionamento: de quinta a domingo das 11 às 18 horas (última entrada no pavilhão de exposições às 17h)


Esse post faz parte do projeto #100EM1 de 2022 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei, no início do ano, que o projeto seria uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizados e reflexões. Porém o projeto foi completamente prejudicado pelo período que estamos vivendo.

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domingo, 17 de abril de 2022

A Semana 15 de 2022 - Menos é Mais

 

Desacelerei. Nessa semana eu senti que precisa fazer menos coisas. Precisava de tempo para me organizar. De tempo. Precisava de mais calma. Mais alma. Mais presença. 

Eu fico esperando um momento para sair da cidade, para estar em contato com a natureza, como se essas fossem pré-requisitos para conseguir desacelerar. E na verdade podemos colocar o pé no freio a qualquer momento, em qualquer lugar. E foi isso que resolvi fazer nessa semana. 

Mesmo fazendo menos, fiz algumas coisas. 

Fiz um passeio no Porto Maravilha com a minha filha mais velha. Um passeio sem roteiro, sem tempo marcado. Apenas deixando acontecer. 


Aproveitamos os pontos turísticos e apreciamos as vistas. Vou fazer um post do passeio completo.


Terminei de pintar o oratório para São Pedro. Fiz com calma, sem pressa de concluir, cuidando dos detalhes, sentindo a emoção e a concentração que a pintura me proporciona. 



Ganhei o livro "o essencialismo" da amiga Fernanda Reali. Caiu feito uma luva. Muito necessário para o meu momento. Desde que comecei a leitura, ao fazer o meu planejamento diário, incluo no início da lista, antes do primeiro item, a frase: "Qual dessas atividades ou iniciativas oferece a maior contribuição possível para a minha meta?"

A Fernanda é uma amiga muito gentil, sempre atenciosa e disponível a trazer coisas boas para quem está ao seu redor. Agradeço muito ter amigas assim na minha vida. 


Aproveitei o dia de feriado para descansar e maratonei a segunda temporada da série "Doces Magnólias"



Agora o que preciso é aprender a me cobrar menos. "Você não viu nem um filme nessa semana", "Você não deu nem uma caminhada nessa semana". etc. Fiz o que foi suficiente no meu tempo. Menos pode ser mais. 



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sábado, 16 de abril de 2022

Série Doces Magnólias - 2a Temporada

 

Eu já tinha assistida a primeira temporada de "Doces Magnólias", série da Netflix. Assim que finalizei essa primeira temporada já fiquei ansiosa pela segunda.

Passou um tempo e a segunda temporada chegou. Corri para assisti. 


Mas empaquei. Empaquei no meio do segundo episódio. Não sei bem porque mas não entrei no clima. Acho que eu não estava levando fé na vibe comunidade americana, em que todos se ajudam, são religiosos, e tal. Isso estava muito surreal frente a tantas coisas acontecendo no mundo. Sei lá. Não estava colando. 

Mas sou do tipo que não gosto de pendências. Coisas começadas e não terminadas. Daí quando entro na Netflix e vejo aquela lista de "Continuar Assistindo", me dá nervoso.

Resolvi então terminar de assistir a segunda temporada de "Doces Magnólias" para diminuir a minha lista de continuar assistindo e assim me sentir com a tarefa encerrada.

Confesso que meio que forcei a barra até o fim do terceiro episódio. Depois colme envolvi com a delicadeza com que aborda os enredos marcantes, como separação, perdão, família, escolhas, filhos, recomeços.

A amizade de Maddie, Helen e Dana Sue, três mulheres fortes e corajosas em mostrar suas fraquezas, delicadas, que amam, se amam, e amam umas as outras.  

Com seus dramas e como os enfrentam juntas vão falando de empreendedorismo feminino, da importância das mulheres se apoiarem, do autocuidado, da autoestima, e principalmente da importância das amizades na vida. Amizades de uma vida.  




"Quando você tem amigos de décadas, essas histórias viram uma conexão com a sua verdade. Um lembrete de quem você era e como se tornou quem é."


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