sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Gamela Repaginada - Pintura com Amor

A minha amiga Raquel me entregou a sua gamela para eu pintar. Que responsabilidade! Dar uma cara nova para aquela peça cheia de história.

Gamela pintada a mão

Assim como a minha gamela, a da Raquel foi comprada há alguns anos em sua viagem a Porto Seguro. Então, mais do que um simples objeto para levar comida à mesa a gamela traz lembranças e recordações de bons momentos. Assim são os objetos comprados em viagens, além de representar um pouco de quem somos, do que gostamos, representam também o que vivemos.

Gamela pintada a mão

Pensando na história daquela peça, no que ela representava para a minha a amiga e na confiança que esta amiga depositou em mim, comecei, escolhi as cores que iria utilizar. Que responsabilidade! 

Gamela pintada a mão

Esta peça que ficaria em algum lugar na casa da minha amiga precisava ter algo que a identificasse. Uma mulher batalhadora, forte, vibrante. Que responsabilidade! Escolhi as flores das laterais (iguais as que utilizei na minha gamela).

Gamela pintada a mão

E teria um pouco de mim na casa da Raquel! O que de mim eu queria que estivesse dentro do lar da minha amiga? Que responsabilidade! 

Eu queria que além do carinho que sinto por ela, a minha alegria também estivesse ali. Que o meu desejo de que o dia a dia da minha amiga seja sempre leve e acolhedor estivesse nessas peças. Que responsabilidade!

Já ouvi dizer que a gamela da Raquel ficou mais bonita do que a minha.

Gamela pintada a mão

Não sei! Eu gosto das duas! Só sei que a dela foi feita com mais amor. Isso foi!

Gamela pintada a mão

Sei também que fiquei muito feliz em dar essa repaginada na gamela cheia de história da Raquel. E apesar de a arte não ser toda minha, tem toda a criação da professora Odila Freire, até arrisquei a fazer uma assinatura no fundo para ter mais de mim na casa da minha amiga.


E fiquei muito feliz ao vê-la feliz com a nova velha gamela cheia de história que agora está cheia de amor também. 


São essas pequenas vitórias que trazem grandiosidade aos nossos dias.


Você pode me encontrar também

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Filme Perfeita é a Mãe 2

“Perfeita é a Mãe 2” estreia amanhã, 07 de dezembro, aproveitando o período de férias e trazendo a temática do Natal. Eu, como fã do primeiro filme, estava doida para assistir essa sequência, mesmo sabendo que geralmente as continuações são mais fracas em comparação com o primeiro filme.

Filme Perfeita é a Mãe 2


Mas já garanto que mais uma vez a comédia me fez rir, me identificar e até me levou ao clima natalino. Saí da sessão da cabine de imprensa empolgada e comprei uns pisca-piscas para enfeitar a casa.

“Perfeita é a Mãe 2” se passa na semana que antecede o Natal, mas não se trata apenas de um filme de Natal para péssimas mães, nem um filme de péssimo Natal para mães. É sobre mães sobrecarregadas e cansadas de todas as expectativas que acompanham esse título, assim como no primeiro filme “Perfeita é a Mãe”.

Acontece que nesta época de Natal essa sobrecarga em cima das mulheres e mães aumenta muito com os diversos eventos de final de ano, preparação das festas, compra de presentes, etc. Quem nunca se perguntou ou ouviu uma amiga questionando, assim como a personagem Kiki, "Por que meu marido não pode comprar o presente de Natal da mãe dele?". Eu já ouvi várias vezes! Mas já percebi essas mesmas amigas surpresas quando eu digo que não compro os presentes da família do meu marido. Que essa tarefa é dele. Aí me perguntam: “E se ele não comprar?”. A resposta é simples: a família dele vai ficar sem presente. E eu sem culpa, nem vergonha. Ou seja, nos sentimos sobrecarregadas, mas nós mesmas nos cobramos. A mãe de Amy deixa isso bem claro com a fala: “Mães não precisam gostar, elas têm que trazer alegria.”. Mas será que a família realmente precisa de todo esse aparato e de todo esse esforço das mães para se sentirem felizes na noite de Natal? Pensando assim, quem nunca teve vontade de jogar as festas de final de ano para o alto e passar a noite de Natal de pijama de renas comendo pipoca e vendo um filme na TV com a família?

Essa é a vontade de Amy (Mila Kunis), Kiki (Kirtsten Bell) e Carla (Kathryn Hahn) que resolvem deixar as cobranças festivas de lado e ressignificar o Natal. O que elas não contavam é que suas respectivas mães, vividas respectivamente por Christine Baranski, a controladora, Cheryl Hines, a dependente, e Susan Sarandon, a mãe adolescente Rock and Roll, chegassem tão cedo, de forma confusa e inesperada, para as comemorações.

Uma celebração descontraída está fora dos planos da mãe de Amy, Ruth (Christine Baranski), que critica implacavelmente a criatividade, a ambição e a aparência física de Amy. Ruth está disposta a oferecer um Natal inesquecível para os netos, sem importar com as angústias de sua filha.

Já Carla Isis (Susan Sarandon), o tipo de mãe que ainda é uma garota de rock e foi uma roadie para REO Speedwagon por 15 anos. É como Carla, irresponsável, inconsequente, mas muito divertida. Vem dessa dupla no estilo tal mãe, tal filha algumas das cenas mais divertidas do filme.

A mãe de Kiki, Sandy (Cheryl Hines), tem obsessão por ter uma relação BFF com a filha, sendo assim inapropriadamente íntima, totalmente carente e sem limites.

Esse trio de personalidades tão distintas vão fazer parte da festa. Afinal as mães também têm mães.

Assim como o primeiro filme, “Perfeita é a Mãe 2”, traz lições morais sobre ser uma mãe (e criar uma criança). Traz também a questão de como ser filha, entender, aceitar e até impor limites na relação mãe-filha. Cria identificação com o espectador, qualquer um de nós poderia se relacionar facilmente com uma ou mais das personalidades dos personagens. Ou no mínimo nos lembramos de algumas amigas e situações. É divertido, engraçado, leve, com um toque sentimental.

Um bom programa para mães juntarem as amigas e deixarem as cobranças e tarefas de lado.



Você pode me encontrar também

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Decorando com garrafas pintadas


Foi a época em que eu me sentava no chão para pintar com as minhas filhas. Elas cresceram e agora sentam-se comigo na mesa da varanda e pintamos. 

Ultimamente estamos pintando garrafas, como essas últimas.


Garrafas reutilizadas na decoração

Uma atividade divertida e gratificante. Daquelas que nos enche de orgulho quando vemos o resultado.

Essas garrafas já estiveram cheias de vinho em algum mercado por aí.


Depois foram parar em algum lixo qualquer e, como não estavam fazendo parte de alguma coleta seletiva, agora estariam, muito provavelmente, em algum lixão aguardando cerca de um milhão de anos para se decomporem.

Nós as regatamos do lixo, demos o primeiro trato.


O segundo.


E finalmente elas ganharam cara nova.

Garrafas pintadas

Nos divertiram durante o processo de pintura, estão alegrando a nossa casa até irem para a casa de alguma amiga. Sim, elas serão dadas de presente.

Mas fica a questão: reciclar ou reutilizar? Seria melhor tê-las encaminhado para a reciclagem? Eu acredito que algum dia este será o destino final destas garrafas, mas acredito também que quanto mais reutilizarmos o material, melhor. Além de fazer a vida útil dessas garrafas ser mais longa, evitamos comprar novos produtos para decorar a casa e novos produtos para presentear os amigos neste final de ano. E ainda nos proporcionaram momentos de descontração e diversão em família. 


Garrafas reutilizadas na decoração



Você pode me encontrar também

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Encontros Inesperados






Já que o dia hoje começou meio estressante depois de uma noite mal dormida no hospital (está tudo bem), vai uma história da pessoa para relaxar.


A pessoa é do tipo que adora um encontro inesperado. Fica realmente feliz quando esbarra com aquele amigo ou amiga pelo seu caminho. O percurso diário casa-trabalho fica com o ânimo renovado quando ao entrar no metrô se depara com aquela amiga de faculdade que perdeu o contato, apesar das redes sociais. Aquela conversa "Nossa, há quanto tempo?! O que você tem feito?" torna o caminho que seria feito no piloto automático cheio de novidades. A volta para casa fica mais divertida quando inesperadamente encontra uma amiga, que apesar de manter contato, se vê pouco, porque ela mora no outro lado da cidade. Aquela conversa "Nossa, o que você está fazendo por aqui? Que bom te ver!" torna o caminho, que com o peso de um dia cheio, mais leve.

A pessoa gosta tanto desses encontros inesperados que é capaz de mudar o seu percurso apenas pela possibilidade de encontrar alguém. Isso mesmo, vou explicar. A saída A do metrô é a mais perto da casa deste ser comunicativo, mas mesmo quando ela está no vagão mais próximo desta saída, aquele que a deixa ao pé da escada do que seria a sua saída, a pessoa caminha até a saída B e faz o caminho mais longo. Mas por que isso? Seguindo dica de saúde para colocar o corpo em movimento? Não. Até funciona para isso também, mas não é este o propósito que motiva a pessoa a caminhar um quarteirão a mais (ou melhor, dois. Um debaixo da terra e outro por cima). O que faz a pessoa andar este quarteirão a mais (e olha que é um quarteirão digno do substantivo no aumentativo, um quarteirão que vale por três) é que ele é cheio de bares e restaurantes, e normalmente tem alguém conhecido por ali.

Sim, a pessoa segue passo a passo na expectativa de ouvir alguém chamando, ela virar, dar aquele sorriso, bater um papinho de 10 minutos e seguir seu destino.

E acontece muito. Foi assim que ao do metrô e começar a caminhar pela calçada, logo ali no primeiro restaurante, ouviu: "Kitaaaa!". Ops, alerta! Se chamou de Kita é alguém da época de escola, de adolescência, de faculdade. Conserta a coluna, estica o pescoço, gira a cabeça quase como uma coruja e identifica quem a chama. Duas amigas de época de escola em Cabo Frio. Sorrisos, "Que bom ver vocês aqui!", senta e começa a bater papo até o celular vibrar com a mensagem "Chegamos! Já estamos aqui te esperando para pedir o vinho.". A mensagem vinha de duas outras amigas da época de trabalho que estavam no bar lá na saída A conforme tínhamos combinado.

Isso mesmo, a pessoa gosta tanto dos encontros inesperados que é capaz de aumentar o seu caminho, mesmo já tendo um encontro marcado. O único problema é que nem sempre a memória ajuda. Algumas vezes, e cada vez mais, o ser que vos fala encontra alguém que conhece, que tem certeza absoluta que conhece, mas não se lembra de onde, nem o nome. O que a pessoa tem feito? Dá um jeito de fazer uma foto do amigo ou amiga que insiste em lhe escapar da memória e manda pelo WhatsApp para meia dúzia de amigas de origens diferentes com a pergunta: "De onde eu conheço?". Na maioria das vezes a memória é salva pela tecnologia e a ajuda das amigas.

Também acontece de a pessoa estar parada em uma esquina qualquer e ouvir uma voz conhecida atrás. O alerta de alguém conhecido por aqui acende, a pessoa sem identificar ainda exatamente quem é o conhecido já se vira rapidamente, toda animadinha e trabalhada na simpatia, já preparada no "Nossa, você por aqui?!" para falar com o amigo da voz conhecida. Por sorte, neste dia, a Nossa Senhora protetora das pessoas de muita comunicação, mas de pouca memória, estava atenta e deu um sacode naquela mulher sorridente pronta para pagar mico. Isso bem em tempo da pessoa perceber que a recíproca não era verdadeira. Ela até conhecia o dono da voz, mas este não fazia a menor ideia de quem ela é. Disfarça, recolhe o sorriso, vira pra frente e continua esperando o seu táxi.





Dessa vez deu tempo! Porque a última vez que algo semelhante ocorreu (e acontece com mais frequência do que a pessoa gostaria) foi em um restaurante no Jardim Botânico. A pessoa chegou para um encontro com as amigas, sentou-se em uma mesa e na mesa ao lado tinha um cara conhecido. A pessoa trabalhada na simpatia e na espontaneidade, enquanto se sentava na mesa escolhida, cumprimentou o então amigo: "Oi, tudo bem? Você por aqui! Há quanto tempo, né?". A pessoa foi tão enfática, mas tão enfática, que até convenceu o camarada de que ele também a conhecia. Ele então, que aguardava alguns amigos, na certeza absoluta que me conhecia só não se lembrava de onde, simpaticamente sentou-se a minha mesa. Acreditou eu que na intenção de se lembrar de onde me conhecia. Bom, assim que o conhecido sentou-se e começamos a conversar amenidades sobre o tal restaurante, o Jardim Botânico, coisas assim, a certeza de que o conhecia ficava mais forte, eu sabia de quem era aquela voz, mas qual o nome? Ai Jesus, minhas amigas vão chegar. Vou ter que apresentar e não me lembro o nome. Respira, oxigena o cérebro que a memória vem, concentra.


Finalmente as minhas amigas chegaram, eu me levantei rapidamente e avisei para o meu "amigo não sei de onde": muito bom te ver, vou sentar com elas lá dentro. Isso para não ter que apresentá-lo e ficar na saia-justa por não lembrar o nome. Ao chegar perto das amigas elas falaram: “É amiguinha de ator, hein. E nem apresenta.".

Bom, finalmente me lembrei de onde eu o conhecia, mas ele com certeza absoluta não se lembrou de onde me conhecia. Bom saber que não sou a única que às vezes não é salva pela Nossa Senhora protetora das pessoas de muita comunicação, mas de pouca memória. Mesmo assim continuo esperando os encontros inesperados.

História contada no Facebook, trazida para o blog para ficar registrada.




Você pode me encontrar também

domingo, 3 de dezembro de 2017

A Semana 48 de 2017 - Coisas simples que são verdadeiramente impactantes


Muitas vezes os dias estão seguindo seu ritmo normal, dentro da rotina casa, trabalho, filhos, família, etc. A semana está toda planejada e organizada, e aí surgem notícias e acontecimentos que bagunçam toda essa ordem. Chegam notícias tristes que fazem perder o foco, notícias inesperadas que geram tensão e notícias que chegam de supetão e geram ansiedade. 

Para não perder o prumo, acalmar a ansiedade, sentir a tristeza que precisa ser sentida, aliviar a tensão e ter fôlego para reorganizar as coisas, força para transformar o inesperado em oportunidade, estar disponível para quem está precisando, para mim, é importantíssimo incluir bons momentos e acima de tudo valorizá-los e ser grata ainda mais. 

Aula de pintura com Mimosa. Comecei a pintar a gamela da minha amiga. A aula diverte, descontrai e pintar algo para uma amiga querida traz um carga de carinho muito boa para o meu dia. 


Sou muito grata a minha amiga que confiou a sua gamela para que eu pintasse do jeito que quisesse.

Bolo de cenoura com bolas de brigadeiro que deu errado. A aparência ficou linda, mas a massa ficou mole e os brigadeiros afundaram e colaram no fundo da forma. De qualquer forma aproveitamos o bolo que ficou saboroso e o momento de estarmos juntas na cozinha.


Sou grata por ter a companhia das minhas filhas em atividades simples, caseiras, e cheias de significado.

Cinema com amiga. Assistimos "Victoria & Abdul: O Confidente da Rainha". Um filme, baseado em fatos reais, sobre a amizade inusitada entre a rainha Victoria (Judi Dench) e o servo indiano (Ali Fazel).
Mostra como uma amizade verdadeira tem o poder de transformar a vida e reacender o brilho nos olhos.
Mostra o quanto as diferenças culturais, sociais, religiosas e de idade podem ser enriquecedoras.
Um filme delicioso, leve, divertido, que faz rir (os espectadores mais sensíveis até derramam algumas lágrimas), com fotografia linda, figurinos superbem desenhados e um elenco ótimo. "Victoria & Abdul" fala de amizade, poder, inveja, lealdade e preconceito.



Depois do cinema esticamos o programa com uma boa conversa acompanhada de Burrata. 


Fico muito grata pela liberdade em sair com as amigas que a minha família me proporciona. 


Pintura em casa. Teve pintura na aula com a professora Odila Freire e teve pintura em casa com as filhas. 

Pintamos garrafas que iriam para o lixo e agora vão fazer parte da decoração de Natal aqui em casa..
As filhas pintaram a base em vermelho, verde e bronze e eu pintei as flores com a técnica de pintura mexicana que aprendi com a professora @odilafreire.

Decoração de Natal

Pintamos os porta-retratos para renovar a decoração da sala e deixar a casa mais colorida. Mais uma vez as filhas pintaram as cores de base eu fiz os detalhes.


Fico muito grata pela cumplicidade que construí com as minhas filhas. Quando elas eram pequenas eu me sentava ao chão para pintar com elas, agora elas sentam-se comigo.

Pré-estreia do filme "Altas Expectativas". Estive na badalada pré-estreia do filme "Altas Expectativas" e pude dar boas risas e me emocionar com a história do Gigante Léo.


Fico grata por todas as oportunidades que o blog me proporciona.

Caipirinha com amigas. E naquele dia que eu estava precisando tive companhia das amigas para uma caipirinha. Uma pausa rápida, menos de uma hora, mas renovadora. 


Sou grata por me permitir essas pausas sem culpa. 

São os momentos simples, as coisas simples que são verdadeiramente impactantes. São elas que causam o impacto positivo que supera o impacto negativo dos momentos perturbadores. 

Este post faz parte da BC #52SemanasDeGratidão proposta pela Elaine Gaspareto que neste ano vai substituir a BC A Semana que aqui no blog substituiu a BC Pequenas Felicidades.




Você pode me encontrar também
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Pin It button on image hover
▲ Topo