Saudade de uma Cabine de Imprensa, né minha filha?! E como estou, nem conto. E por isso mesmo que fiquei bem feliz com a cabine digital da comédia francesa "Espírito de Família" (L'Esprit de Famille), que a A2 Filmes estreia no dia 17 de setembro, nas principais plataformas digitais.
O longa mergulha de forma leve, um pouco fantasiosa, porém poética em uma família em recuperação pela perda de um ente querido. O processo de luto, a reconstrução da família após a perda, a falta de comunicação nas relações familiares focando mais no vínculo pai-filho, a crise no casamento são temas presentes no desenrolar da história.
O filme conta a história de Alexandre (Guillaume de Tonquedec), um escritor focado no trabalho que vive imerso nos seus personagens esquecendo de cuidar das relações familiares próximas, como mulher, filho, pai, irmão.
Em final de semana em família na bucólica costa bretã, em uma suntuosa casa familiar de venezianas vermelhas cobertas de hera, jardim amplo com mesa de madeira e árvores, onde todos estavam com o objetivo de aproveitarem a companhia uns dos outros, Alexandre quer apenas se concentrar no trabalho. Se refugia. Se afasta de todos para ter foco no que realmente importa para ele naquele momento.
É aí que seu pai Jacques (François Berleand) parte repentina e inesperadamente. Após o choque da perda do pai Alexandre começa a ouvi-li e vê-lo por todo o tempo. No início Alexandre pensa que são alucinações temporárias, porém a situação se prolonga e começa a afetar a vida profissional e pessoal do escritor causando preocupação em sua mãe e familiares, que o veem falar sozinho o tempo todo.
Nesse confronto pós morte de pai e filho, Alexandre vai revendo seus valores, sua relação com o pai e o que isso o afeta no seu comportamento e relacionamentos até hoje, e na forma como é visto dentro da família.
Em paralelo o filme vai mostrando nas demais subtramas que se cruzam por meio dessa história de luto que cada um tem uma forma de lidar e enfrentar a perda de forma diferente, seja mãe, irmão, esposa, cunhada, filhos, . .
Uma comédia agridoce sobre luto e relações familiares que se passa em um cenário bucólico, belíssimo que permite brincadeiras poéticas na praia como velhas memórias de um verão em família que para falar de morte e perda convoca os mortos para lembrar os vivos de seguir em frente e desfrutar de sua existência.
Com um elenco que ajuda muito (Guillaume de Tonquedec está absolutamente atraente), com cenas coloridas o filme se destaca pela leveza. Um drama fofo que nos faz refletir em como lidamos com nossas relações familiares, nas questões que deixamos para depois e depois pode ser tarde e em como somos vistos e percebidos pelas pessoas que nos cercam. Vale a pena
Sinopse: Alexandre (Guillaume de Tonquedec) se confunde mais uma vez com seu pai, Jacques (François Berleand). A priori, não deveria, porque este acaba de morrer, mas Jacques, ou melhor, seu espírito, está ali, reclamando ao seu lado. E como Alexandre é o único que o vê e por isso fala com ele, a sua mãe (Josiane Balasko) e o seu irmão (Jérémy Lopez) começam a preocupar-se com o seu comportamento estranho "
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