sábado, 13 de junho de 2020

Dica de Leitura - Livro "Minha Vida Não Tão Perfeita"


Uma das coisas boas que aconteceram nesse período de que estamos vivendo foi que retomei o foco e o ritmo de leitura. Vendo lendo pelo menos um livro por semana. 

Mas nesses últimos dias eu dei uma engasgada. Peguei o livro "Minha Vida (não tão) Perfeita" para ler. Algumas indicações em blog, capa fofa, promessa de boas risadas, assunto interessante, autora com a série "Becky Bloom" no portfólio. Motivos suficientes para despertar o meu interesse pelo livro. 


O livro conta a história de Katie Brenner, uma mulher, adulta jovem, do interior da Inglaterra, que está realizando o sonho de toda a sua vida que é morar em Londres. Ela deixa o pai morando na fazenda em que Katie foi criada para ganhar o seu espaço e caminhar com as próprias pernas na capital inglesa. Nada mais, nada menos do que uma das top 10 cidades do mundo para ser morar. 

Katie está iniciando na carreira, na área de marketing, tem potencial, tem determinação e motivação. E acima de tudo tem a sua chefe Demeter como inspiração e modelo de profissional, apesar de alguns pesares na aparente personalidade de Demeter. Se por um lado ela é poderosa, inteligente, antenada, com uma família perfeita, um visual perfeito, por outro é um transtorno na vida dos subordinados. 

A vontade de Katie de ser aceita e integrada ao estilo de vida londrino é tão grande que ela meio que assume uma personagem que cria para si. Muda seu nome para Cat, camufla muito bem seu sotaque do interior, muda o visual. E mostra no seu Instagram uma vida que não é a sua realidade.

Início de carreira não é fácil. Início de carreira e de vida independente em Londres é menos fácil ainda. A cidade é cara, tem dificuldades de locomoção para quem mora longe, as pessoas podem não ser tão receptivas e amáveis devido a correria do dia a dia. 

Tá, a premissa do livro, a garota do interior que sonha com uma vida urbana de sucesso na capital e esconde as suas origens, não é exatamente uma premissa original ou particularmente emocionante. Mas o tema da vida que é mostrada e consumida nas redes sociais versus a vida real é um tema bem atual. Achei que daria caldo, ou melhor, boas linhas. 

Mas... o início do livro já foi meio devagar... começa com a apresentação dos personagens e cenários. Contado com muito no monólogo interno de Katie, enquanto ela explica o que está acontecendo. Achei chato. Me via ouvindo aqueles adultos que ainda falam com entonação de adolescentes, falam muitas coisas rápidas e entre um assunto fazem desvios para temas aleatórios e depois retornam. Sei que a pegada ali era tornar algo desagradável, como o trajeto casa-trabalho na hora do hush em Londres, em algo hilário. Mas pra mim não colou.

De qualquer forma tinha algo na história que me fazia querer saber o que iria acontecer com Katie-Cat. Como quando ela conhecer Alex. Sairia um romance? E eu seguia com a leitura que esquentava por um ou dois capítulos, dava uma caída no ritmo, aí vinha outra reviravolta que me fazia ficar curiosa e seguir adiante.

Até que Katie é demitida por Demeter (não estou estragando o prazer da descoberta porque esse fato já é revelado na sinopse). Viver em Londres sem emprego, não rola. Katie retorna temporária e estrategicamente para Somerset, sua cidadezinha Natal. Entra em um negócio de glamping com seu pai e sua madastra.

Apesar do negócio decolar, possibilitar Katie de aplicar seus conhecimentos de marketing, desenvolver suas habilidades gerenciais e administrativas, receber um salário, ela continua se considerando desempregada.

Ok, até pode não ser o emprego do sonho em um escritório de pompa em Londres. Mas desempregada é forte né? Eu que já estava achando a tal Katie mais para adolê do que para adulta, ganhei mais um pontinho de certeza.

Tudo ia bem na vida interiorana, porém de mulher de negócios (que ela enxergava como a menina ajudando o papai na fazenda) de Katie até que outra reviravolta no livro (essas surpresas é que davam uma animada para seguir na leitra). Quem chega para passar uma semana de férias no glamping? Ninguém mais, ninguém menos do que Demeter! A chefe maldita e admirada que destruiu o sonho de vida em Londres de Katie.

Sério, aí a coisa no livro fica muito esquisita. Katie resolve se vingar de Demeter. Mas uma vingancinha que se era para ser engraçada, ficou longe disso por ser tão surreal, tão imatura, tão absurda, que irritou. Bom daí vierem outras guinadas na história, mas tudo muito irreal e infantil. Eu achei. Mas segui o livro até o fim.

Não é um livro que eu recomendo, mas consegui seguir até o final porque as mudanças de rumo me deixavam curiosa para saber o destino dos personagens. É uma história que fala de autoconhecimento, de se descobrir e redescobrir, de aceitar suas raízes, de saber se mostrar e mostrar o que temos de melhor, aceitar que a vida tem altos e baixos e ninguém tem uma vida perfeita. Por traz da fachada sempre tem algumas marcas. Mas achei que isso tudo ficou meio apagada com a pegada infantil da vingança, das situações absurdas demais, e de muitas aleatoriedades para desvios da narrativa.

Pois é, né?! Nem todas as leituras são tão perfeitas. Nem tudo se posta nas redes sociais é a mais pura verdade.

Hoje mesmo postei no meu story, no Instagram, um almoço lindo que fiz. Enquanto postava as fotos eu pensava: quem vê isso não imagina o backstage da história. Eu estava correndo feito louca dividindo as etapas da preparação do almoço (sim, trabalhei no sábado) com o trabalho. Deixava a cebola dourando e coria até o computador para andar com um cenário de teste, corria de volta para a cozinha para colocar os cogumelos, corria de volta pra sala para andar com o trabalho enquanto os cogumelos cozinhavam, e assim foi. Mas no Instagram só está a mesa posta, os pratos bonitos, o colorido, o silêncio, a tranquilidade. A parte perfeita da minha vida não tão perfeita. E por isso que ela é perfeita, justamente por ter imperfeições.





Você pode me encontrar também

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Filme Respire


Vou falar do filme "Respire". Apesar de já tê-lo assistido há uma semana, ainda estou sob o impacto dele. 




O engraçado é que nas primeiras vezes que passei pela lista dos 50 filmes disponíveis no Festival Varilux em Casa eu nem percebi que "Respire" constava do catálogo. Depois de ter menos opções, pois já tinha visto os primeiros escolhidos, notei que estava ali, mas não me interessei. Apenas quando me vi com poucas opções, ou quase sem opções, é que resolvi "pegar" o drama francês.

Cliquei em assistir filme esperando um longa teen de meninas que se apaixonam e querem viver uma paixão. Felizmente me enganei.

"Respire", um drama intenso e que arrepia. Fala de amizade tóxica, de relações problemáticas e das consequências. Até que ponto uma relação pode ser libertadora ou aprisionadora. Até que ponto pode transformar o outro.

O filme conta a história da amizade repentina e intensa, bem típico de adolescentes que se tornam as mais recentes melhores de amigas de infância na primeira identificação, de duas meninas com personalidades bem diferentes. Charlene, chamada de Charlie (Joséphine Japy), uma ótima aluna, relativamente tímida, ligeiramente insegura, com alguns poucos amigos na turma, que vive em sua casa de classe média com sua mãe. Do outro lado temo Sarah (Lou de Laâge), recém chegada na escola, bonita, descolada, interessante e cheia de novidades.

Por acaso, no primeiro dia de aula, Sarah é colocada para compartilhar a mesa com Charlie. Surge a amizade. Charlie se encanta e é atraída pela personalidade exuberante e independente de Sarah. 

Sarah com suas histórias de vida de aventuras desperta o interesse de Charlie por experiências típicas da idade, como sair para beber e fazer tudo de errado como fumar tudo que é ilegal.

Mas qual seria o interesse de Sarah em Charlie? Aí começa uma relação de amizade em que a gangarra nunca está equilibrada. Sarah sempre está no comando. Dominando. Mordendo e assoprando. Dando corda e puxando. Invertendo papeis. Sabendo fazer uso das fraquezas de Charlie.

Charlie sufocada descobre o grande segredo de Sarah. Oportunidade de inverter o jogo? Talvez! O melhor seria sair dessa relação.

Aliás, é o que senti o tempo todo. Vontade de aconselhar Charlie a pular fora. Vontade de sacudir a mãe de Charlie para ela enxergar o que está acontecendo com a filha. Como essa mãe não percebe a transformação da filha? Como ela não vê a relação de dominação e dependência que está surgindo ali? Uma relação que a mãe conhece muito bem.

Será que ficamos tão cegos assim quando estamos envolvidos nos nossos próprios problemas? Talvez sim. Será que problemas sérios, graves, podem acontecer bem embaixo do nosso nariz e simplesmente não enxergarmos? Reflito enquanto assisto as cenas. Peço que minhas filhas nunca experimentem uma relação tóxica. Que se aconteça que saibam sair imediatamente. Que se aconteça que eu perceba e esteja apta a ajudar.

É impressionante como o filme em seus poucos 90 minutos consegue mostrar a profundidade das relações, suas emoções e consequências. O quanto relações tóxicas e de dominação podem levar a um caminho nebuloso e de consequências graves para todos os lados. Respire e assista. Vale a pena.



Você pode me encontrar também


quinta-feira, 11 de junho de 2020

Panquecas para Veganos e não Veganos


Para dar uma alegrada na quarentena e fazer os dia parecerem diferentes e com novos sabores, eu tenho experimentado receitas novas e variado as refeições. Acho que a minha refeição preferida é o café da manhã. Adoro um bom café da manhã variado e caprichado.

Passeando pelo blog "O Diário da Inês" eu vi uma receita de panquecas feitas com ananás que despertaram o meu desejo. Mas despertaram mesmo. No nível suficiente para me fazer trocar a cama e o travesseiro pelo foção e frigideira.

Sim, acordei mais cedo e fui para a cozinha preparar panquecas para o café da manhã. E digo que valeu a pena trocar sonhos por sabores.


Como tenho uma filha que é vegana eu preciso adaptar as receitas ou fazer uma de cada. Foi o que eu fiz dessa vez. Panqueca Americana de Mamão para não veganos e PanquecaVegana com Chia.

Para as panquecas de mamão eu segui a receita da Inês no post Panquecas sabor ananás fazendo uma única troca que foi o iogurte de abacaxi pelo de mamão.



Ingredientes:

- 1 iogurte Activa sabor mamão;
- 2 ovos;
- 1 colher de sopa de açúcar;
- 6 colheres de sopa de farinha;
- 1 colher de chá de fermento em pó.

Como fiz: 
Segui todos os passos recomendados pela Inês
Coloquei todos os ingrediente em um recipiente e bati com o fouet até a massa ficar bem homogênea
Levei uma frigideira untada com um pequeno fio de azeite ao fogo médio e com uma concha pequena despesei a massa uma a uma. A dica da Inês foi virar a massa assim que começasse a fazer bolhas na parte superior da panqueca. Dito e feito. Ponto perfeito!


Para as panquecas veganas usei uma receita específica que a minha filha me passou.

 

Ingredientes:

- 1 1/2 xícara de chá de farinha de trigo;
- 2 colheres de sopa de açúcar demerara;
- 1 xícara de leite de amêndoas;
- 2 colheres de sopa de óleo vegetal;
- 2 colheres de chá de fermento em pó;
- 2 colheres de sopa cheias de chia;
- 1 pitada de sal.

O processo de preparo da massa e para fritar as panquecas é o mesmo. Porém as panquecas veganas ficaram bem mais altas. Para o meu paladar poderia ter um pouco mais de açúcar. 

Servimos com frutas, mel e granola para a panqueca não vegana.


Servimos com frutas, melado para a panqueca vegana.




Você pode me encontrar também

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Série Doces Mognólias

Eu já tinha visto a chamada da série "Doces Magnólias" na Netflix, já tinha lido uma resenha positiva em algum blog. Logo a série baseada nos livros da coleção chicklit  “Sweet Magnolias”, de Sherryl Woods, estava na minha lista de possíveis séries para assistir a qualquer momento, principalmente naqueles momentos de tédio de quarentena em que fico andando em círculos pela casa.



Mas o que fez "Doces Magnólias" ser a minha escolhida nesse exato momento? Por que diante a lista com várias dicas para maratonar na quarentena eu pincei justamente a história de cumplicidade entre três amigas de infância, Maddie (JoAnna Garcia Swisher), Helen (Heather Headley) e Dana Sue (Brooke Elliott), que vivem e charmosa cidade de interior, Serenity, na Carolina do Sul? 

Vou contar! Foi essa cena do final do trailer. As três amigas brindando com uma taça de Margarita. Era isso que eu queria: estar com as minhas amigas brindando, desabafando, rindo, compartilhando. Rolou uma identificação! Ponto, pronto!



As três amigas de infância não somente conciliam a vida familiar, profissional e amorosa, como compartilham ente si as suas dores e prazeres, alegrias e tristezas, conquistas e desilusões. Um sempre apoiando a outra. Ah... tão eu e minhas amigas...

"Doces Magnólias" tem todos os elementos da série leve, divertida, envolvente, emocionante que cumpre bem o papel de entretenimento. Tem Maddie (JoAnna Garcia Swisher) a mãe de três filhos que foi traída pelo marido e que está passando pelo divórcio. Tem Dana Sue (Brooke Elliott) que atualmente cuida sozinha da filha adolescente e seu restaurante. Helen (Heather Headley) a advogada bem-sucedida forte, determinada, conciliadora que ajuda a todos. Solteira e querendo ser mãe. 
Claro, que tem os filhos adolescentes e suas crises. Tem o marido traidor com a amante aparentemente tolinha. As fofoqueiras de plantão. As rivalidades ultrapassadas do tempo de infância, mas que em cidade pequena são arrastadas pela vida toda. 

O que faz "Doces Magnólias" ser docemente leve é que o problemas, os dramas, as crises estão todas lá. Mas passam rápido, se resolvem. Depois vem outra crise que afeta outro personagem. Não tem ninguém tomando porrada o tempo todo, sofrência constante para ser feliz apenas nos últimos cinco minutos do último episódio. Não tem um grande vilão, tem pessoas que erram, que falham, que sentem inveja. Mas tem pessoas que se alegram, que ajudam aos outros, que colaboram. Na maioria do tempo a vida flui na pacata cidade de interior com casas bonitas, jardins bem-cuidadas. A série tem frescor e luminosidade. Mostra que os problemas estão aí para ser vividos e se você tiver amigas para desabafar e beber, tudo fica melhor e a tempestade passa. 

Me identifiquei com a amizade das três, e claro, falei para as minhas duas amigas que elas precisavam ver a série. Uma horinha depois recebemos no grupo do zap dizendo que a série era muito nós com um trecho em vídeo com o seguinte diálogo:

"- Isso toca a minha alma." 
"- A companhia ou as margaritas?"
"- Sim. Adoro as Noite de Margarita. E acredito completamente que não há problema neste mundo que não se resolva com bebida e um bom papo com vocês duas".




Ô saudade da Noite de Vinhos e Desabafos com as amigas!

Você pode me encontrar também

terça-feira, 9 de junho de 2020

A Semana 22 de 2020 - Décima Segunda semana de quarentena


A décima segunda semana dessa quarentena sem fim começou com surpresa, carinho e gentileza. Agrados muito bem-vindos em qualquer época, mas potencializados nesse momento mais difícil em que as emoções estão afloradas. 

Recebemos um bolo de presente. Sem motivo específico para comemorar. Apenas um bolo para comemorar um dia qualquer. 


Precisei ver o céu, afinal 80 dias de isolamento com pouquíssimas saídas e todas dentro do carro é para os fortes. Fui dar um passeio de carro na cidade vizinha, Niterói. Contemplei a vista e senti a brisa do mar à beira (nem tão beira assim) das Praias da Região Oceânica de Niterói. Foi bom para relaxar e para fazer planos para quando finalmente pudermos voltar a circular com tranquilidade (o conceito de tranquilidade já mudou com essa pandemia).


Fiquei a louca do cinema francês e assisti três filmes no Festival Varilux em Casa. Até parei agora para contar quantos eu assisti desde que disponibilizaram os filmes do festival na plataforma Looke. Onze! Isso! Onze filmes franceses até o momento dessa quarentena! Bom, pelo menos rendeu, né?

O primeiro da semana foi "Respire", um drama intenso e que arrepia. Fala de amizade tóxica, de relações problemáticas e das consequências. Até que ponto uma relação pode ser libertadora ou aprisionadora. Até que ponto pode transformar o outro. Acho que quero fazer um post sobre o filme, por isso não vou falar tanto dele aqui. Só digo mais uma coisa: Vejam!


O segundo foi "Um Homem Fiel".  O filme traz uma visão moderna e bem francesa dos relacionamentos. De forma leve e em alguns momentos até sutilmente divertidos faz refletir sobre amor e paixão, sobre traição e fidelidade. Vale a pena!


O terceiro foi "Patty Girl" que eu peguei como dica nos comentários aqui do blog. Uma pessoa comentou que está seguindo a minha dica de assistir aos filmes disponibilizados pelo Festival Varilux em casa e citou os filmes que ela já assistiu. "Party Girl" fazia parte da lista e me chamou a atenção.

Ótimo! Baseado em história real e interpretado pelas mesmas pessoas que realmente viveram a história. Uma história de vida rica e fora dos padrões convencionais. Esse ponto traz todo o encantamento do filme. Fala de escolhas, de aceitação de si mesmo, recomeço, voltar atrás, amor. Acima de tudo de amor próprio e liberdade.


Continuo arriscando novidades na cozinha. Nessa semana fiz um bolo de carne que ficou maravilhoso. Pena que não fiz fotos decentes dele. Na verdade fiquei filmando para passar a receita para as amigas e me esqueci das fotos. Ficou tão bom que acabou antes de eu conseguir me lembrar de fotografá-lo. 


Maratonei a série "Doces Magnólias". Uma série realmente doce! Vou fazer um post sobre ela. Preciso fazer esse post.


A semana que começou com bolo, terminou com bolo. Mas dessa vez foi para uma comemoração especial: 15 anos da Sofia. Ela não quis fazer nenhuma comemoração especial, mesmo que dentro das restrições impostas. Então, apenas encomendei um bolo, alguns macarrons e um chocotone. Tudo do que ela mais gosta e vegano. Simples assim. Simples como ela quis. Mas com muito amor e respeito envolvido. 




Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.

Você pode me encontrar também

sábado, 6 de junho de 2020

Serenidade em tempos de quarentena

Fim de tarde do 85° dia de quarentena.
Céu azul com tons de rosa e laranja; sons de maitacas, bem-te-vis e dos dois gaviões que sempre pousam na antena.



Sons que são ouvidos e percebidos com encantamento graças a ausência dos motores na rua. 
A pessoa aqui contemplando essa serenidade, a princípio, tão irreal e por muitas vezes desejada na vida conturbada e agitada da cidade grande. Momentos que apenas um período igualmente surreal como esse de isolamento social possibilitou. 

Sinto a serenidade do céu, aprecio a liberdade dos pássaros voando, a tranquilidade das ruas. A aparente paz. Respiro fundo para absorver toda essa energia. 

De repente a vizinha do prédio da frente berra em tom mais assustador do que grito dos gaviões para os pombos: "eu vou ficar louca! Eu tô ficando louca!". 

Eu aqui, por dentro da minha "prisão" representada pela trama da tela da minha varanda, me resta contribuir também com o meu "canto": "tamo juntas vizinha! Tô contigo! Também tô ficando louca". 

Depois disso volta silêncio na rua, nem pássaros, nem vizinhas enlouquecidas, apenas um som de moto de entrega passou rasgando rapidamente. Vida que segue no isolamento.


Publicado originalmente no Facebook.


Você pode me encontrar também

quarta-feira, 3 de junho de 2020

5 Praias da Região Oceânica de Niterói


Fazer um tour no melhor estilo turistão pelas praias da Região Oceânica de Niterói entrou na minha lista do que fazer após a quarentena e assim que a vida voltar ao normal.

Nós cariocas, aqui da Cidade Maravilhosa temos o costume de brincar (sacanear mesmo) dizendo que o melhor de Niterói é a vista para o Rio de Janeiro. A vista de Niterói para o Rio é realmente linda. Nossa, a vista do Parque da Cidade é deslumbrante!





Mas a verdade é Niterói tem muitos encantos como o MAC - Museu de Arte Contemporânea, o caminho Niemeyer, assim como o Complexo dos Fortes que eu quero conhecer melhor porque até hoje só visitei a Fortaleza de Santa Cruz 

E é verdade também que Nikiti, a tal cidade dormitório como os cariocas também gostam de se referir a ele, tem praias lindas.  Tão lindas que fazem a galera do Rio atravessar Baía de Guanabara e cruzar os 13 km de ponte que separam as duas cidades. 

Eu até conheço algumas delas. Já fui uma vez ou outra, mas nunca fiz um passeio turístico dando aquela valorizada de quem vai como se fosse uma única oportunidade de conhecer, desfrutar e absorver tudo o que o lugar tem para oferecer. 

Nesses dias de quarentena, de distanciamento e de isolamento eu tenho sentido muita falta de natureza. Muita falta mesmo. E de praia!

Apesar de ter sido liberado o fluxo nos calçadões e na água apenas para mergulho, sem ficar na areia, e mantendo o distanciamento e uso de máscaras, eu ainda não acredito que tenha sido um liberação responsável com foco na saúde pública. a minha percepção é que foi uma liberação com foco financeiro e político.

Juntando a minha vontade de ver o mar com o meu receio dessa liberação irresponsável eu fui de carro, de máscara, evitando sair de dentro do carro dar um passeio nas Praias da Região Oceânica de Niterói. O que funcionou apenas como um aperitivo e abriu o meu apetite para desfrutar dessas praias quando essa pandemia estiver realmente controlada por aqui. 


1 - Praia de Piratininga

A primeira pseudo parada foi em Piratininga, porta de entrada das praias da Região Oceânica de Niterói para quem vem do Rio. O nome dessa praia vem do Tupi “Secagem de Peixe”. Além de ser primeira é também a maior praia da região por compreender a junção de duas praias: Praião e Prainha totalizando 2,7 quilômetros de extensão e tem águas relativamente calmas.


Piratininga - Praias da Região Oceânica de Niterói

Nesse dia a Praia de Piratininga estava especialmente bonita. Primeiro por estar vazia e segundo por estar formando piscininhas na areia. Que vontade de pisar na areia e dar um mergulho! Que vontade de andar no pequeno calçadão sem medo das pessoas!


A área de restinga entre o calçadão e a areia dá um ar meio selvagem ao ambiente que me encanta.



2 - Praia do Sossego

Saindo de Piratininga, antes de chegar em Camboinhas que foi a nossa próxima pseudo parada tem a Praia do Sossego. Uma praia que parece ser linda (eu ainda não conheço) e que seu acesso se dá exclusivamente por uma trilha que dizem ser curta de nível fácil, sem obstáculos que, apesar de ingrime, é super acessível para todos. Apesar da grande vontade de dar uma espiada nessa praia, nós estávamos evitando sair do carro. Então a Praia do Sossego ficou para o nosso dia de passeio turistão.

3 - Praia de Camboinhas


Fomos mesmo para Camboinhas.



Das praias de Niterói essa foi a que eu mais frequentei, apesar de ter muito tempo que não passava por lá. Teve uma época que eu quis aprender a veleja de Wind Surf. Ali era o local perfeito para aprender. Fazia o treinamento no Lago de Itaipu que fica atrás da praia e depois arriscava o equilíbrio no mar.


O canto direito da praia está bem restrito aos condomínios com pequenos acessos a areia. Mais para o canto esquerdo, mas ainda na parte central, tem alguns quiosques. Já o canto esquerdo mesmo em direção ao canal que faz a divisória com a Praia de Itaipu, este ainda é de rua de barro. Eu gosto assim, mais selvagem. Quanto menos muvuca melhor. Fiquei sonhando com um dia de semana  de sol, essa praia vazia e eu ali aproveitando sem medo e sem culpa.


Sentimo a maresia, o vento e o calorzinho do sol à distância e seguimos nosso passeio.

4 - Itaipu

Resolvi não passar por Itaipu. Já fui nesse praia algumas poucas vezes, mas nunca pisei na areia dela. As poucas vezes que fui sempre cheguei de barco. Muitos barcos param ali nas águas calmas dessa praia para um mergulho, ver as tartarugas marinhas e comer um frutos do mar vindos em pequenas embarcações dos quiosques da areia.

Apesar de não ter passado por Itaipu dessa vez, pois teria que sair do carro para ter vista da praia, a parada nessa praia de águas calmas e comida gostosa está no meu roteiro turistão.

5 - Itacoatiara


Finalmente Itacoatiara. Itacoá para os íntimos do local e considerada o paraíso de Niterói. De um lado o Costão de Itacoatira, ponto de escalada. Aliás sou louca para fazer a trilha o Costão e curtir o visual lá de cima.


No seu canto direito, a formação de pedras chamada Pedra do Pampo. Um ótimo ponto para ficar curtindo o solo e aproveitado a vista. Do outro lado dessa pedra tem  uma pequena área protegida das ondas formando a “Prainha”. Já vi fotos lindas dali. Já combinei com uma amiga que mora por lá de irmos na Prainha de Itacoatiara, mas nunca rolou. Acabou ficando para depois, afinal ela está ali, nós aqui e oportunidade é o que não vai faltar. Aí vai ficando para depois, coisa que quem está turistando não pode fazer, pois não sabe quando vai voltar. Por isso que fazer um passeio no estilo turista. Quando estamos com essa visão é que desfrutamos ao máximo. 


Toda a pouca extensão de Itacoatiara é cercada por uma vegetação de restinga alta e preservada que restringe a vista do mar para quem está de carro, ou na pista. O deslumbre surge quando realmente pisamos na areia. Algo que tive muita vontade de fazer. Mas vou aguardar. Por respeito a mim. Por respeito aos outros, mesmo aos outros que não respeitam.



Outros posts de passeios em Niterói nos links abaixo:





Você pode me encontrar também

domingo, 31 de maio de 2020

A Semana 21 de 2020 - Décima Primeira semana de quarentena

Conforme a quarentena vai se alongando vamos nos adaptando sim, mas por outro lado eu tenho tido a sensação de que estou chegando perto do meu limite. 

Mas o bom é que a semana passa e vejo que junto com o aumento do período de isolamento o meu limite também aumenta um pouco. Tem que ser!


Nessa semana trabalhei muito, muito mesmo. Por um lado isso é bom porque faz sentir o dia passar rápido e sendo útil. Por outro lado acho que o dia passou rápido demais e não foi tão útil assim porque não fiz nada além de trabalhar.  Isso tem sido bom também para desmistificar a lenda de que home office é a melhor coisa do mundo para a qualidade de vida.

Para relaxar entre as jornadas de trabalho assisti a série "Little Fires Everywhere". Maravilhosa! Uma história intensa e poderosa sobre maternidade, sobre escolhas de vida e querer justificar as próprias escolha não aceitando caminhos diferentes. A minissérie é baseada no livro homônimo de Celeste Ng e estrelada pelas atrizes Reese Witherspoon e Kerry Washington e é facilmente maratonável. Vale a pena!



LI o livro "O Segredo do Meu Marido". Tem sido muito bom recuperar o hábito da leitura. Tem me ajudado a desconectar e relaxar. 


Essa semana cozinhei pouco. Deixei rolar! Tanto que foi a primeira semana desde que começamos nesse isolamento que não teve bolo. Me dei conta disso agora, fazendo o post. Mas teve um couscous marroquinho com grãos que ficou muito saboroso e colorido.


Assisti mais um filme do Festival Varilux em casa. "Gemma Bovery - A Vida Imita a Arte", uma comédia romântica que exala sensualidade. Muito boa de assistir.


Foi aniversário de uma grande amiga e não pude estar com ela. Mas fiz brigadeiro para comemorar o niver da amiga (ela adora o meu brigadeiro. Sempre que chega aqui em casa me pede para fazer). Ou seria uma desculpa para eu afogar a angústia de mais uma semana de isolamento em uma panela de brigadeiro.


Assisti, na Amazon Prime, o filme "Frozen II" junto com as filhas. Uma história bonitinha, fofa, com uma animação encantadora. Um filme para adultos e crianças, um filme para todos. Uma aventura que distrai e alegra. 




Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.

Você pode me encontrar também

sábado, 30 de maio de 2020

Dica de Leitura - Livro "O Segredo do Meu Marido"


Este período de isolamento social me ajudou a retomar o meu ritmo de leitura. Fazia um bom tempo que eu estava com pouco foco e concentração para livros. Lia um ou outro esporadicamente. Não estava mais emendando uma leitura na outra.

Com essa quarentena voltou a vontade de me desligar e viajar nas histórias contadas em páginas. Tenho lido um livro por semana. E o desta foi "O Segredo do Meu Marido".


O que me fez despertar a curiosidade sobre esse livro foi a quantidade de recomendações que vi nos blogs. Guardei a dica na minha pasta de "Livros que quero ler", no Pinterest e imediatamente fiz o pedido na livraria. Eu ainda gosto do livro físico. E nesses dias em que a grande maioria do nosso entretenimento está virtual, online, digital, ler livros físicos tem me ajuda a desconectar e desacelerar. 

"O Segredo do Meu Marido" chegou e eu logo quis descobrir qual seria. Esse livro tem isso: desperta a nossa curiosidade a cada página. Mesmo que em alguns momentos dê para perceber o que vai rolar como por exemplo: quando Cecília descobra a carta do marido. Ela vai abrir ou não. É claro que vai. Mas fica a curiosidade para descobrir o conteúdo. Mais adiante, antes mesmo dela ler a tal carta, já dá para sacar qual é a grande revelação, mas fiquei curiosa para saber o que ela fará com a descoberta. E assim vamos nos envolvendo com as história dessas três mulheres. Ah! Quais três mulheres? Verdade, não contei.

Cecília, Raquel e Tess. Três mulheres completamente diferentes, a princípio com vidas que correm totalmente em paralelo. Cada uma vivendo o seu dilema. Porém suas vidas vão se entrelaçando e até que ponto as decisões, escolhas e mudanças de percursos de uma afeta na reviravolta da vida da outra?!

Cecília é uma mãe de família perfeita em um casamento perfeito, totalmente organizada, planejada, metódica, reconhecida pela sua comunidade na região Norte de Sydney. Raquel uma avó que trabalha em na escola dos filhos de Cecília que leva a vida com a dor de ter perdido uma filha há 27 anos. Por fim Tess, uma mulher casada que vive bem com o marido e o filho em Melbourne onde toca sua empresa em sociedade com o marido e a prima. 

Vida que segue conforme vem seguindo para as três. Até que Cecília encontra uma carta que o marido, Jean-Paul, havia escrito para que a esposa lesse na ocasião de sua morte. E agora? Ela abre a carta ou respeita o desejo do marido que está bem vivo? Raquel recebe a notícia de que o filho vai se mudar para Nova York e levar o neto, a única alegria da vida de Raquel. Tess recebe uma revelação do seu marido que a abala a ponto de pegar o filho e partir para a casa da mãe em Sydney. 

O desenrolar da reviravolta na vida dessas três mulheres faz com que seus destinos, passado e presente afetem a vida uma das outras. Suas vidas vão sendo conectadas a cada capítulo de uma forma inesperada para elas, mas algumas vezes previsíveis para os leitores (pelo menos foi para mim). Mas nada que diminua ou afete o interesse em descobrir como será o próximo passo de cada uma delas.

"O Segredo do Meu Marido" traz uma narrativa leve, aparentemente despretensiosa, e muito envolvente. Porém por trás dessa leveza tem uma trama complexa com personagens femininas bem construídas com várias camadas, qualidades e defeitos que vão sendo demonstradas a cada atitude.


Era isso o que precisava ser feito. Era assim que se convivia com um segredo terrível. Apenas seguia-se em frente. Fingia-se que estava tudo bem. Ignorava-se a dor profunda, o embrulho no estômago. De algum modo era preciso anestesiar a si mesmo de forma que nada parecesse tão ruim assim, mas tampouco parecesse bom.


Essas personagens passam por dilemas que nos faz pensar em como agiríamos se estivéssemos vivendo os conflitos de cada personagem. Mas a grande verdade é que só sabemos ao realmente viver e sentir na pele, na alma, no coração os fatos.

Você podia se esforçar o quanto quisesse para tentar imaginar a tragédia de outra pessoa – afogar-se em águas congelantes, viver numa cidade dividida por um muro – , mas nada dói de verdade até acontecer com você.


Um romance com toque de thriller psicológico que nos envolve, faz torcer por certas atitudes que nem sempre acontecem como esperamos e justamente por isso nos faz refletir.

"Para ela, parecia que todo mundo tinha autopreservação e orgulho demais para simplesmente desnudar a alma na frente de parceiros de longa data. Era mais fácil fingir que não havia mais nada a conhecer, criar um companheirismo despreocupado."


Eu achei que a conclusão do livro, apesar de muito surpreendente, deixa alguns pontos em aberto. Eu tive aquela sensação de que acabei de assistir a uma temporada de uma série  que deixou a possibilidade de uma próxima temporada. Ou seria apenas para que os leitores imaginem e criem esses desfechos. Afinal...


Nenhum de nós conhece os possíveis cursos que nossas vidas poderiam ter tomado. E provavelmente é melhor assim. Alguns segredos devem ficar guardados para sempre. Pergunte a Pandora.





Você pode me encontrar também

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Couscous Marroquino com Grãos - Ótimo para Veganos e Não Veganos


Nesses dias de isolamento social, tendo que fazer mais coisas dentro de casa, saindo menos para comer fora, eu estou indo muito mais para a cozinha. Na tentativa de deixar esses dias iguais com um toque de diferentes, de novidade e de que saímos da rotina, tenho procurado fazer comidas diferentes, varia no cardápio e nos sabores.

Por outro lado conciliar tudo isso com o home office, nem sempre é fácil. Assim preciso preparar pratos não muito elaborados, que sejam saborosos, porém práticos e versáteis. Uma opção dessas é o couscous ou cuscuz marroquino. Ele pode ser servido como prato único quando bem incrementado, pode ser salada, ou acompanhamento. Pode ser servido frio ou quente. Pode, inclusive, ser doce.

Nessa semana preparei uma versão do couscouz marroquino com pegada vegana, mas que agradou a todos da família.

Receita Couscous Marroquino Vegano com Grãos




O que utilizamos:

- 1 xícaras de couscous marroquino (sêmola de trigo);
- 1 xícaras de água;
- 1 colher de sopa de azeite;
- 1 xícara de grão-de-bico cozido e temperado com 1 colher de chá de açafrão;
- 1/2 xícara de ervilha cozida e temperada com uma pitada de tomilho seco;
- 1/2 xícara de lentilha cozida e temperada com orégano e manjericão;
- 1 cebola picada;
- 1 tomate cortado em quadradinhos;
- 2 dentes de alho picados;
- 1 cenoura média cortada em quadradinhos levemente cozida e temperada com uma pitada de curry;
- 1 punhado de sementes de abóbora assadas no forno com azeite e alho;
- 1 punhado de pistache;
- 1 folha de louro
- 1 punhado de salsinha picada;
- sal, pimenta do reino e páprica doce para temperar.
Parece muitos itens, mas garanto que é muito prático, uma vez que já temos o grão-de-bico, a ervilha e a lentilha cozidos na água e sal. O tempero neles é feito com a mão mesmo. Pego um pouco do tempero que vou utilizar, polvilho e depois envolvo com os dedos. O grão-de-bico fica coma cor amarelada do açafrão e pega sabor.

Receita Couscous Marroquino com Grãos

Deixamos o grão-de-bico, a ervilha e a lentilha cozidos e temperados.
Assamos a semente de abóbora e reservo (cinco minutinhos no forno médio). Dessa vez o forno já estava quente porque tínhamos acabado de assar algo. Então, apenas colocamos a forma com as sementes no forno quente e deixamos lá enquanto preparava o couscous.

Refogamos a cebola e o algo em um fio de azeite (coloquei um pouco de óleo de gengibre também) em uma frigideira alta. Colocamos o tomate e misturamos. Adicionamos a sêmola de trigo e misturamos para apurar o sabor. Acrescentamos a xícara de água. Imediatamente colocamos a folha de louro, de salsa picada (coloquei algumas folhas de manjericão também. Temperinhos só ajudam), a páprica doce, o sal e a pimenta. Esse caldo hidrata e dá sabor couscous. Adicionamos a cenoura picada e mexemos até ficar seco (é importante mexer para o couscous ficar soltinho). No final do cozimento, assim que a água seca, soltamos os grãos da sêmola com um garfo.

Desligamos o fogo e adicionamos os demais itens, como o grão-de-bico, a lentilha, a ervilha, as sementes de abóbora e o pistache. Vamos colocando cada item e misturando para equilibrar a quantidade de cada um.

Receita Couscous Marroquino com Grãos


Ficou bom demais. Não precisava de mais nada no prato. Só fiquei meio arrependida de não ter trazido cuscuzerias lindas fábrica de cerâmica e mosaicos que visitei no Marrocos. Imagina esse cuscuz servido nelas?! Seria um arraso!

Receita Couscous Marroquino Vegano com Grãos


O coscous é uma iguaria típica dos berberes, primeiros povos que habitaram o norte do continente africano, região que compreende Sahara Ocidental, Tunísia, Marrocos e Argélia, desde pelo menos 10.000 aC. Quando estive no Marrocos, é claro que fiz questão de experimentar o tradicional couscouz marroquino livre de influências ocidentais. 

O bom é que pode ser um prato muito variado. É só usar a criatividade e o que temos na geladeira. É ótimo também para fazer uso daquelas sobras. Neste meu caso tanto o grã-de-bico, quanto a lentilha e a ervilha eram sobras de outros pratos da semana.

Outras receitas de couscous marroquino aqui no blog.




Você pode me encontrar também
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Pin It button on image hover
▲ Topo