Assim que voltei para iniciar e leitura ela me disse:
- Já sei o nome desse livro, é "O Elefante e o Sapo".
- Bem que podia ser, gostei da sua ideia. Só que o autor chamou esse livro de "Qual é a Cor do Amor"?
A Sofia prontamente respondeu:
- É cor DA pele!
Adorei a resposta, morri de rir e já imaginando o motivo pelo qual ela escolheu essa cor, perguntei:
- Mas por que você acha que o amor é cor DA pele?
- Porque eu amo as pessoas. Então o amor é da cor Da pele das pessoas que eu amo.
Achei linda a resposta, achei inteligente, achei o máximo. Mas o que mais gostei mesmo foi por ser cor DA pele e não cor DE pele. Na listas das pessoas que a Sofia ama inclui brancos, mulatos e negros.
Lembrei de quando a Ana Luiza era bem pequena (idade suficiente para saber falar, conhecer algumas cores e saber fazer alguns rabiscos) e estava brincando com um amiguinho negro e maior do que ela. Os dois estavam lá desenhando (Ana Luiza rabiscando e o Luiz Henrique desenhando). Aí o menino solicita:
- Ana Luiza, me passa o lápis cor de pele.
A Ana Luiza pegou o lápis marrom e entregou para o amigo. Ele ficou olhando e falou:
- Me empresta o lápis rosa bem clarinho.
A Ana Luiza entregou aquele tal lápis cor de pele.
Eu detesto esse cor DE pele. Cor de pele de quem? Eu nunca consegui uma meia-calça cor de pele da minha pele. No inverno, a meia é escura demais. No verão, a meia é clara demais.














