terça-feira, 6 de setembro de 2011

O mistério da memória das crianças

Cheguei na sala e vi a seguinte cena: Sofia sentada em uma bola de plástico balançando a boneca.


- Sofia, a bola pode estourar!
- Ué mãe, era assim que você fazia comigo e a bola não estourava.
- Como você sabe?
- Eu lembro, mãe.

Fiquei pensando... faz muito tempo que eu não tenho a minha bola de Pilates, eu a dei quando a Sofia estava com 1 ano no máximo. Não lembro de ter falado nesse assunto nos últimos anos. Fiquei mais surpresa ainda quando fui procurar alguma foto minha sentada na bola de Pilates balançando a Sofia bebê, simplesmente não tenho nenhuma. Como pode essa menina lembrar de que quando ela era bebê eu a balançava na bola de Pilates?

O fato é que quando fiz o curso de gestantes, na gravidez da Sofia, recebi a dica de que balançar o bebê na bola de Pilates acalma. A explicação para isso é que o movimento feito com o balanço da bola é o que mais se assemelha ao movimento que o bebê tem dentro do líquido amniótico.

Sendo assim, bastava a Sofia começar a choramingar e lá ia eu para a bola, sentava com ela nos meus braços e fazia o movimento de subir e descer bem suavemente. Parecia um milagre, minha bebezuca parava de chorar imediatamente, ficava calminha e na maioria das vezes até dormia. As pessoas que iam me visitar ficavam impressionadas!
Usei a bola para amamentar, para ninar ou simplesmente para ficar com a Sofia no meu colo. Curti muitos momentos de muito carinho e afetividade ali, balançando, cantarolando, conversando, sonhando. Pelo visto a Sofia também curtiu muito esses momentos inesquecíveis.


E eu estou "encafifada": será que ela tem lembranças tão nítidas da fase de bebê? Estou aqui me esforçando para lembrar quando foi a última vez que eu falei desse assunto e se a Sofia estava por perto.

Buscando alguma foto na bola de Pilates encontrei as fotos dos travesseirões. Ótimos travesseiros feitos de bolinhas de isopor que eu usei durante a gravidez para apoiar o barrigão e as pernas (pode ver como usar no site do curso Prepar em "Dicas da Stéphanie"), usei como apoio para amamentar e para deitar as meninas. Elas adoravam essa caminha de bolinhas macia e que se modelava ao corpinho do bebê.

Ana Luiza bebê no travesseirão
Sofia bebê no travesseirão

Dicas ótimas para gestantes e mães de bebês podem ser encontradas no site do Curso Prepar.

sábado, 3 de setembro de 2011

Sorteio "Menos Plástico na Natureza" - Ecobags Reutilizáveis

O trabalho da Sofia sobre animais brasileiros ameaçados de extinção está dando "pano pra manga".
Ela aprendeu no Projeto TAMAR, na viagem que fizemos à Praia do Forte, que uma das causas de morte das tartarugas marinhas, peixes-boi, golfinhos e outros animais é a ingestão de embalagens plásticas.

Sabendo disso o engajamento em utilizar menos embalagens plásticas está maior aqui em casa. Uma atitude simples é usar sacos de lixo de jornal no lugar de sacos plásticos. Fazer os sacos de jornal pode ser uma divertida brincadeira de dobradura. É muito fácil de fazer. Tem vários vídeos na net explicando o passo a passo.


Como fazer um saco de lixo com jornal

Como fazer um saco de lixo com jornal



Outra atitude simples e que ajuda muito na redução do consumo de sacolas plásticas é a utilização de sacolas reutilizáveis. Melhor ainda se estas sacolas forem feitas de material plástico reciclado. 

Em parceria com a Ânima Verde, empresa que fabrica sacolas retornáveis de modelos variados e estampas lindas, vamos incentivar o uso das Ecobags. Por isso estamos sorteando aqui 5 Sacolas Reutilizáveis gentilmente doadas pela Ânima Verde.


As 5 estampas sorteadas serão:

Sacolas retornáveis Ânima Verde



 As fotos aqui não ficaram tão boas, vale a pena entrar no site da Ânima Verde para ver as estampas, os modelos e a preocupação ambiental.

Então vamos ao sorteio.  Para participar é bem simples:



1) Ser seguidor do blog Inventando com a Mamãe.  Se quiser pode nos seguir no Twitter @kitaferreira
2) Deixar um comentário nesse post dizendo que quer participar do sorteio informando o nome, estampa de preferência e e-mail (é através do e-mail que consigo entrar em contato com o ganhador, por isso é importante que essa informação esteja correta).
3) Quem divulgar no Twitter, Facebook e/ou blog tem chance extra. É só voltar aqui e deixar o link da divulgação.


Estarão valendo os comentários deixados até o dia 12/09/2011 às 20h. Irei realizar o sorteio no dia 12/09/2011 às 21h pelo random.org. As estampas serão disponibilizadas para os ganhadores conforme a sequência do comentário.

Vamos participar! Lembrem-se que adquirindo uma Ecobag Reutilizável você estará contribuindo para tornar esse planeta um mundo melhor. E quem sabe, quando a Sofia, a Ana Luiza e seus filhos forem fazer esse trabalho com os filhos dela, a lista de animais brasileiros em extinção seja menor.


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Viagem: Praia do Forte e Salvador com crianças

O trabalho da Sofia sobre animais brasileiros ameaçados de extinção nos fez relembrar nossas viagens. A primeira foi Maragogi por causa da Lua, um peixe-boi fêmea. A segunda foi a Praia do Forte, viagem que realizamos em fevereiro de 2010,  por causa das tartarugas-marinhas e das baleias-jubartes (espécies também ameaçadas de extinção).

Eu sou fã da Bahia. Adoro Salvador e já tinha visitado a Praia do Forte em outras duas ocasiões, sem filhos. Dessa vez resolvi fazer ao contrário, ficar na Praia do Forte e ir passear em Salvador.

Nos hospedamos no Iberostar e aproveitamos bastante da infraestrutura do hotel, a praia e a natureza exuberante para descansar e curtir momentos inesquecíveis em família.



Fizemos alguns passeios à charmosíssima vila de pescadores da Praia do Forte, que me lembrou um pouco Búzios. Na vila encontramos vários restaurantes, lojinhas de artesanato, a praia com suas piscinas naturais, o Projeto Tamar e o Instituto Baleia Jubarte.

Caminhamos a pé pelas poucas ruas da vila na maioria das vezes, mas as meninas estavam loucas para andar no táxi ecológico e acabamos nos rendendo.

O nosso passeio de táxi ecológico partiu da Igreja de São Francisco localizada em frente à praia, bem na saída do Projeto Tamar (que mereceu um post exclusivo). Foi no Projeto Tamar que a Sofia aprendeu que as tartarugas marinhas estão ameaçadas de extinção. 


Seguimos pelas ruas até o Instituto Baleia Jubarte que tem um jardim lindo com diversas esculturas de baleias dessa espécie. A escultura que mais chamou a atenção foi uma, em tamanho natural, confeccionada de garrafa pet. Vimos fotos e assistimos a um vídeo bem interessante. Nessa visita aprendemos muito sobre as baleias, inclusive sobre a ameaça de extinção.


No final, felizes e cansados, só paramos para um delicioso sorvete de sabores da terra.


A Praia do Forte é um charme e vale muitas visitas e muitas caminhadas com calma.

Nesse período em que ficamos na Praia do Forte, tiramos um dia para um passeio em Salvador com direito a visita aos pontos turísticos mais tradicionais.

Começamos pela Igreja Senhor do Bonfim onde deixamos a nossa fitinha com nossos 3 pedidos.


Passeamos no Mercado Modelo para apreciar o artesanato local. Subimos no Elevador Lacerda, que liga a cidade baixa a cidade alta, e nos encantamos com a vista deslumbrante da Baía de Todos os Santos e o Mercado Modelo. Circulamos pelo Pelourinho, paramos na Igreja e Convento de São Francisco e nos impressionamos com a ornamentação. Fomos à Fundação Casa de Jorge Amado. Entramos em várias lojinhas de artesanato. Tomamos água de coco e fomos muito abordadas pelos baianos sangue-bom. Gente boa, simpáticos, cheios de lábia e de ginga, que sacam que você é turista pela pulseirinha do hotel, vão falando rápido, te enchendo de presentinho e depois querem que você compre tudo. O ideal é não dar conversa e sair andando.


Deixamos o Pelourinho, descemos o Elevador Lacerda e seguimos para a Praia do Farol da Barra, visitamos o Forte de Santo Antonio da Barra onde fica o Farol da Barra e comemos um tradicionalíssimo acarajé com caldo de cana. Aí foi só retornar para a Praia do Forte seguindo o litoral.



A escolha por ficar na Praia do Forte foi acertadíssima e ficamos com muita vontade de voltar e desfrutar mais um pouco desse lugar deslumbrante. Da próxima vez vamos dar uma esticadinha até Mangue Seco.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Viagem: Maragogi com crianças

Viajar, sem dúvida, é uma grande oportunidade de lazer, relaxamento, convívio familiar e diversão. Mas viajar vai além. É uma oportunidade única de conhecimento, aprendizado e de vivenciar experiências. Em viagens conhecemos lugares, culturas e pessoas. Experimentamos sons e sabores.

Nessa semana tive a confirmação do aprendizado proporcionado nas nossas viagens por aí, em duas oportunidades:

- Estudando Geografia com a Ana Luiza ela me responde: cana-de-açúcar é uma das plantações predominantes em Pernambuco. Essa eu não esqueço porque me lembro de quando a gente foi para Maragogi.
Realmente, no percurso de Recife à Maragogi passamos por um trecho enorme de plantação de cana-de-açúcar e por uma fábrica de aguardente. Lembro que conversamos bastante sobre esse tipo de plantação, sobre o desmatamento da vegetação original para dar lugar a cana-de-açúcar, etc...

- Fazendo, com a Sofia, uma pesquisa sobre animais brasileiros em extinção. Ela se lembrou do peixe-boi Lua que nós conhecemos em Maragogi.

Achei interessante que, coincidência ou não, as duas se lembraram da mesma viagem que fizemos em Julho de 2009. Vou aproveitar a oportunidade para contar mais sobre esse destino.

Imagem obtida no site http://viagem.uol.com.br/guia/cidade/maragogi.jhtm

Maragogi está localizada no litoral norte de Alagoas, em uma região conhecida como Costa dos Corais. O grande atrativo de Maragogi são os Galés, uma enorme área de corais que forma piscinas naturais cheias de peixes coloridos e ótimas para o banho.

Chegamos a Maragogi por Recife, pois a informação que recebemos, na época, é que a estrada de Recife até Maragogi apresenta melhores condições do que o trecho vindo Maceió.
Na estrada, além das plantações de cana-de-açúcar, observamos diversos acampamentos dos sem-teto ou sem-terra. Aproveitamos para conversar sobre a diferença entre os dois movimentos, MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra e MTST - Movimento dos Trabalhadores sem Teto. (Essa conversa já ajudou a Ana Luiza em trabalhos da escola)

Em Maragogi, nos hospedamos no Salinas de Maragogi. A praia é tranquila, com muita areia e águas mornas. Um convite para a criançada se esbaldar.


Fizemos passeios em minibuggy para percorrer, alguns dos 26 km da orla de Maragogi. Dirigir o mini buggy foi uma aventura toda especial para a Ana Luiza. Atividade feita com muito cuidado e atenção com os banhistas e sempre acompanhada da mãe ou do pai (que mal cabia dentro do carro).


Passeamos de caiac pelo rio, aproveitamos as atividades de lazer do hotel como tirolesa e caiac. A Ana Luiza fez um curso de mergulho, outra experiência sensacional de desafio e superação.


Visitamos a pacata vila de Maragogi onde passeamos pelas lojinhas de artesanato e tomamos um sorvete. Foi uma ótima oportunidade para conhecer um pouco do ritmo de vida do local. As crianças acostumadas com as facilidades da cidade grande ficaram impressionadas com a simplicidade do lugar. Lembro da Ana Luiza perguntando:
- Isso aqui é o ponto do ônibus?
- Não, é a pracinha. As pessoas estão sentadas conversando, passando o tempo.
- Aqui não tem shopping?
- Não, tem essas lojinhas.
- E ali? Por que tem tanta criança naquela casinha?
- Aquela casinha é a escola. Elas estão saindo da escola.

E por aí foi se surpreendendo a cada esquina, que, aliás, não são muitas.


Aproveitamos que Maragogi fica bem pertinho da famosa Porto de Galinhas, localizada no município de Ipojuca no estado de Pernambuco, para passar um dia por lá. Porto de Galinhas também tem como atrativo as piscinas naturais e uma vila bem charmosa repleta de artesanato. Vale muito o passeio pela beleza das praias, pelas piscinas naturais e pela cidade. 
Essa coisa de ficar mudando de Estado (em um instante estar em Alagoas, alguns minutos depois estar em Pernambuco) foi muito interessante para as crianças.
Eu já estive em Porto de Galinhas em outras duas ocasiões e fiquei hospedada lá. Tem praias lindas, de areia branca, águas claras e mornas e com muitos coqueiros. O retrato do paraíso.

O ponto alto dos nossos dias em Maragogi foi o passeio a Japaratinga. Além do litoral belíssimo


fizemos um passeio de jangada com um integrante da Associação dos Amigos do Meio Ambiente da Costa dos Corais (AMAC), devidamente autorizado pelo IBAMA, para encontrar a peixe-boi Lua. Lua foi a primeira fêmea de peixe-boi reintroduzida na natureza. Ela e Astro vivem soltos na região. 


Como Lua vive solta não havia garantia de que iríamos encontrá-la. Não é sempre que ela brinda os visitantes com a sua presença. Mas para nossa sorte, olha só quem veio nos cumprimentar! Ela mesma, a Lua. Essa coisinha mais linda, mais cheia de graça. E a vontade de fazer um carinho? Mas não pode! É importante para a Lua se manter selvagem. Quanto mais contato com o ser humano ela tiver, mais risco de ser apreendida ela corre.


Foi aí que a Sofia aprendeu porque os peixes-boi estão ameaçados de extinção. Porque eles são muito dóceis e muito lentos e isso faz com que sejam apreendidos com muita facilidade.

Outro fato interessante nesse passeio nos foi apresentado pelo nosso guia. Ele nos mostrou moedas de prata de 1820, com brasão de Portugal, que foram encontradas em Maragogi quando eram feitas escavações para aprimoramento da rede sanitária. Segundo o nosso guia, os portugueses, donos das plantações, enterravam os seus tesouros para protegê-los nas épocas das invasões e conflitos com os holandeses.
Depois que voltamos, foram encontradas em Maragogi, também em escavações para a rede sanitária, bombas da 2ª Guerra Mundial. As meninas quando ouviram a notícia correram para assistir.




segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Bolsa de Calça - Reciclagem Fashion

Eu estava com duas calças muito velhas. Tão velhas que não tinham condições de serem aproveitadas por ninguém, nem havia a possibilidade de transformá-las em bermudas. Parecia que o destino delas seria mesmo o lixo. Mas eu queria aproveitá-las de alguma maneira, queria postergar ao máximo a ida desse material para o lixo. Primeiro pensei em transformá-las em almofadas com bolsinho para colocar os controles remotos.

A ideia de fazer bolsas veio quando eu estava lendo com as meninas o livro Recicle!, de Jane Bull, da Publifolha, que ensina muito sobre reciclagem e tem ótimas dicas. Vale a pena!


Como a minha habilidade com máquina de costura é zero, levei o PAP no armarinho e pedi uma costureira que fizesse a transformação das minhas calças caquéticas e decrépitas. A nova versão ficou assim:



Pegamos algumas coisinhas como enfeites de cabelo, faixas, fitas, botons e até um anel para um UP nas bolsas recicladas.


A primeira versão foi feita pela Ana Luiza

Adorei! Olha o meu anel ali prendendo a faixa!


A Sofia, que adora um brilho, fez outra opção da mesma bolsa


Mais uma bolsa montada pelas filhas para a mamãe


E ainda são muitas as possibilidades (a bateria da máquina acabou quando estavam montando as bolsas com botons, fitas e colares).

Eu agora não tenho mais as minhas calças velhas, mas tenho muitas bolsas para trabalhar. Elas já preparam a bolsa que eu vou usar amanhã.

Esse post está participando da Galeria de Criações Compartilhadas no blog Criações em Família.


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