sábado, 11 de maio de 2019

Praia do Vidigal - Turistando no Rio


Eu adoro viajar! Quando estamos viajando tudo se torna extraordinário ao olhar do turista. Mesmo aquele local, aquela flor, aquela brisa tão comum para quem está ali rotineiramente, para o turista tem um encantamento. Viajar nos faz enxergar que o ordinário da vida pode ser extraordinário, basta termos o olhar de turista para os lugares, pessoas, histórias ao redor. 

Por isso eu sempre procuro viajar mesmo estando na minha cidade, no meu local de rotina. Se tantos turistas passam por aqui com olhar de encantamento por que eu vou desperdiçar isso na minha rotina?

Foi assim que em um sábado qualquer resolvi quebrar a rotina e ir tomar um café da manhã em um hotel do Rio, o Sheraton, e aproveitar a Prainha do Vidigal. 

Prainha do Vidigal


Vira e mexe eu faço isso de tomar um café da manhã em hotel. Acho uma delícia! Não só pela variedade do cardápio, mas pela sensação se sim. É uma delícia se sentir turista e estar com o olhos atentos para as miudezas, sutilezas e belezas ao nosso redor. Coisas simples que deixamos passar despercebidas no dia a dia. É uma delícia me sentir merecedora de desfrutar momentos de lazer, descanso e descobertas.

Já falei do café da manhã do Sheraton no post "4 hotéis na orla do Rio de Janeiro para um excelente café da manhã". Então, essa não foi a primeira vez que estive lá. Mas foi diferente. Primeiro que o café da manhã não está sendo servido no restaurante das piscinas, pois este ainda está em reforma devido às chuvas de fevereiro que causaram um estrago enorme no hotel.

Mesmo quando estamos repetindo um lugar ele pode ser muito diferente e ter muitas novidades. E não são novidades apenas por estar em outro local, com outro visual, outra decoração, ou novos itens no cardápio. As maiores novidades são apresentadas pelas histórias envolvidas.

Ouvimos a história do garçom que nos atendia de como foi a tal chuva, como o hotel ficou, como foram os dois meses fechados, mas de muito trabalho para limpar e reformar tudo.

Observamos os estrangeiros encantados e deslumbrando com os sabores que para nós são tão comuns, tão corriqueiros.

É isso, ao nos tornarmos turistas em nossa própria área nos permitimos ver o ordinário com novos olhos e, assim, desenvolver nossa percepção a ponto de enxergá-lo como extraordinário.
Que extraordinário é o sabor das nossas frutas! Que extraordinária é a cor do nosso mar que contemplávamos através da janela.



Depois do café da manhã descemos pelo acesso do próprio hotel para a Praia do Vidigal.

Bem em frente ao hotel Sheraton, tem uma pequena faixa de areia com uma grande pedra no meio que dá todo um charme a praia com vista para as vizinhas famosas: Leblon e Ipanema.

O acesso a essa faixa de areia de mar claro e com ondas que atraem surfistas é dificultado pelo hotel em si, pela falta de estacionamento próximo, e pela menor oferta de transporte público. Isso faz da praia menos movimentada, sendo frequentada basicamente por hóspedes do hotel, que acessam pelas instalações do próprio Sheraton, e moradores da favela do Vidigal, que acessam a praia pela escadaria ao lado do hotel.

Prainha do Vidigal

Aqui no Rio temos muitas praias, muitas mesmo! E são variadas. Para todos os gostos. Das mais urbanas as mais selvagens. Das com águas transparentes até as infelizmente impróprias para banhos. Desde as mais famosas até as mais desconhecidas. 

A Praia do Vidigal fica entre as mais desconhecidas do carioca. Não chega a estar entre as pras com difícil acesso, mas com acesso mais restrito, eu diria. 

Com tanta variedade e possibilidade, nós cariocas, em nossa maioria, acabando indo sempre nas mesmas praias, naquela que já conhecemos e que encontramos a nossa galera. Um pecado! Vale a pena vestir o espírito desbravador do turista, colocar na cabeça o chapéu cheio de curiosidade que o mesmo turista usa e conhecer as nossas praias. 


Neste dia a Praia do Vidigal estava especialmente linda. Com água muito azul, completamente transparente, mar tranquilo, temperatura da água superagradável, limpa, segura e pouco movimentada.

Da areia sem ambulantes e com vista livre de barraquinha, sombrinhas, e pessoas, avistávamos as praias do Leblon e Ipanema e víamos como estavam superlotadas. Que diferença! Que bom que estávamos ali aproveitando a beleza e a tranquilidade da cidade ao lado de alguns turistas e poucos moradores.

Prainha do Vidigal


Que bom que brincamos de ser turista. Viajamos sem sair da nossa cidade.

Outros posts Turistando no Rio:

- Turistando na Praça Tiradentes.



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sexta-feira, 10 de maio de 2019

Filme "A Espiã Vermelha"


Sabe aquele filme que você sai do cinema surpreendida positivamente com a história e se vê a todo momento pensando nele? Foi assim que eu fiquei depois de assistir "A Espiã Vermelha", que estreia dia 14 de maio, em uma exibição para a imprensa.



A "Espiã Vermelha" é uma mistura de história e ficção. Baseado no romance de Jennie Rooney, inspirado na história real da agente britânica da KGB, Melita Norwood.

O filme conta a história de Joan Stanley (Judi Dench) uma senhora de 80 anos no anos 2000 que é retirada de sua casa pela polícia para ser interrogada sob a acusação de espionagem. Sim, aquela senhora frágil, aparentemente cansada do mundo, conhecida pela vizinhança, bibliotecária aposentada, mãe e avó, estava sendo acusada de ser espiã da KGB na época da Segunda Guerra Mundial. Não dá para acreditar. Só pode ser algum engano.

A partir daí, quando Joan começa a ser interrogada por seus crimes é que nós espectadores e o filho advogado (Ben Miles) começamos a conhecer legado, os segredos e a vida cheia de emoções de Joan.

O filme vai do ano 2000, época atual da história, para 1938 através das lembranças de Joan.

Tudo começa quando ela ingressa em Cambridge para estudar Física. Lá conhece a charmosa Sonya (Tereza Srbova) e o primo sedutor Leo (Tom Hughes), dois russo ativistas do Partido Comunista. Joan, mesmo não sendo adepta do comunismo, se encantou com o mundo envolvente, arriscado, aventureiro, emocionante, apresentado pelos primos.

Joan acaba conseguindo uma vaga em um empresa de fachada que desenvolve projetos bélicos. E ali conhece o cientista Max (Stephen Campbell Moore), chefe da equipe científica acima mencionada. A proximidade dos dois e os interesses em comum faz com que Joan fique divida entre seu romance quente e arriscado com Leo, o comunista de espírito livre, e o sentimento mais profundo e de cumplicidade com Max, o cientista inteligente e protetor.

Durante a corrida por armas atômicas, Com a Inglaterra completamente envolvida na Segunda Guerra Mundial, Joan se vê em outro dilema.

É através de suas lembranças que ela nos mostra como atuou como espiã do Governo de Stalin no Reino Unido, deixando a nós e ao seu filho surpresos, incrédulos e até com uma ponta de inveja de uma vida tão intensa e instigante.

Logo no início a Joan jovem (Sophie Cookson) parece inocente e ingênua, mas sempre com brilho nos olhos. À medida que a história avança, Joan vai mostrando a sua inteligência e sua determinação. Conforme a confiança em si mesma cresce, ela vai mostrando que faz valer a própria vontade. Ela tem a sua lógica, sua motivação e convicção de que estava fazendo algo que precisava ser feito e que valia os riscos.

Não, ela não era um rostinho bonito manipulado pela paixão. Era um mulher inteligente, observadora, atenta, que entendia todas as ramificações do cenário que estava envolvida. Usou quem ela quis, driblou tantos outros. E mostrou que o grande diferencial da mulher é que além raciocínio lógico sabe "pensar com o coração e não com a razão" na hora em que isso se faz necessário.
A crítica não anda falando bem do filme. Mas eu, que não sou crítica, sou uma espectadora que gosta de uma boa história que me faça me sentir na pele do outro, adorei.


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segunda-feira, 6 de maio de 2019

A Semana 18 de 2019 - Entre um filme e um sushi


Terceira semana com feriado, com tosse, com início de mês, com desafios diários e com histórias para contar. 

Passeio no final do final de semana para contemplar a beleza da cidade e se divertir. Aproveitei a orla da Praia de Copacabana fechada ao trânsito de carro para andar nos tais patinetes. Até rendeu um post. Se quiser ver a história é só clicar no link.


Aproveitei o horário do almoço para retornar na exposição "Fronteiras da Arte: Criadores Populares" no Espaço Cultural BNDES. Meia horinha de arte durante o dia me faz ver a vida com mais cor, mais alegria, com mais intensidade. 



Assisti com a Ana Luiza ao filme "Minha Primeira Ex", uma comédia francesa que faz passa o tempo de forma leve, com bom humor e ternura. Bom para ver em casa, treinar o ouvido na no francês e relaxar.

O filme conta a história do adolescente Vincent, de 18 anos, que é abandonado pela primeira namora, Elina. É o primeiro amor de Vincent, e o término está sendo o fim do mundo para ele. Se tem coisa que pai e mãe não aguentam é ver filho sofrer, né? Os pais de Vincent não são diferentes e resolvem entrar em ação e fazer de tudo, tudo mesmo, para fazê-lo esquecer a tal garota. Inclusive inventam um programa de desintoxicação de Elina para Vincent.

São essas loucuras desses pais simpáticos e carismáticos que nos fazem rir o tempo todo. Ao final, eu e a Ana Luiza nos olhamos e dissemos: até que gostei do filme. Concordamos!




Foi ali tomar um café com uma amiga. Papo de meia que nos faz relaxar, desfocar, rir do que nos incomoda, ver as coisas com outro ponto de vista, com mais leveza. E na verdade não rolou café. Fomos mesmo é de bolo com refrigerante. 


Já que não dava para ir ao cinema por causa da tosse que não passava, o jeito foi ver filmes em casa mesmo.

Passeando pela Netflix sem nenhum filme previamente escolhido, sem ideia do que queríamos assistir, nos deparamos com "Quem Você Levaria Para Uma Ilha Deserta?". Filme espanhol com atores conhecidos das séries "La Casa de Papel" e "Elite". A história é basicamente um drama geracional daquela fase de término de faculdade e início de vida profissional em que nos sentimos pressionados a decidir para onde vai o resto de sua vida. Bem próximo do segmento etário da Ana Luiza. Três pontos! Filme escolhido!

"Quem Você Levaria Para Uma Ilha Deserta?" se passa no último dia de no apartamento em que quatro amigos que passaram os últimos anos juntos. No dia seguinte eles tomariam os rumos supostamente decisivos e definitivos de suas vidas.

A história é contada estruturalmente dividida em três partes: a primeira onde somos apresentados aos integrantes grupo (Marcos, Martha, Eze e Celeste). a segunda parte apresenta que coloca todo o drama e tensão, e um terceiro que viaja cinco anos depois para conhecer o futuro de alguns.

A primeira parte é lenta e quase desistimos do filme. O que nos segurou foi descobrir qual seria o segredo que mudaria o rumo da história. Na segunda parte quando este segredo se apresenta ficamos envolvidas (eu e a Ana Luiza) e interessadas e na última eu já estava com algumas lágrimas rolando.




Mais um encontro com amiga para descontrair, para sair da rotina trabalho, compromissos de dia a dia e afazeres domésticos. Um tempinho para conversar, rir, contar e ouvir histórias, compartilhar, sentir que as nossas questões não são apenas nossas. Entre um sushi e outro muita cumplicidade.




Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.


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domingo, 5 de maio de 2019

"Fronteiras da Arte: Criadores Populares" - Um pouco do Museu Casa do Pontal no Espaço Cultura BNDES



Está em cartaz desde 25 de abril até 28 de junho a exposição "Fronteiras da Arte: Criadores Populares", no Espaço Cultural BNDES, no centro do Rio Janeiro.


Museu Casa do POntal

A mostra reúne 100 obras entre esculturas e modelagens feitas por 27 autores, de 10 estados brasileiros.

Museu Casa do Pontal

As peças fazem parte do acervo do Museu Casa do Pontal que é considerado o mais é considerado o mais representativo em arte popular no Brasil.

Como podemos ver na própria exposição, o Museu Casa do Pontal mais de 9.000 peças de 200 artistas brasileiros, de 20 estados, mostrando toda a diversidade da nossa arte e cultura popular.

Museu Casa do Pontal

As esculturas expostas foram feitas por artistas homens e mulheres que aprenderam o ofício observando seus pais e/ou amigos.

Museu Casa do POntal

E muitos deles aprenderam sozinhos mesmo, inventando novas maneiras de expressar suas ideias e visão do mundo. 

Museu Casa do POntal

Aí está toda a riqueza, raiz e criatividade da nossa cultura. 


A exposição é uma ótima oportunidade para vermos um pouco do muito que tem no Museu Casa do Pontal que infelizmente está fechado por ter sido inundado nas últimas chuvas aqui no Rio. No mês de abril mesmo.

Museu Casa do POntal

O acervo do Museu Casa do Pontal foi resguardado. Graças a Deus! Mas as instalações sofreram e precisam de reforma. 

O museu é uma instituição privada com fins públicos,  um projeto idealizado pelo pintor Jacques Van de Beuque, que conseguiu fugir de um campo de trabalho forçado alemão e veio para o Brasil por indicação do brasileiro Cândido Portinari. Parece que os dois se conheceram em Paris. 
Jaques Van Beuque após chegar ao Brasil, comprou e constituiu residência por ali. E Ainda bem que ele ficou encantado com a arte popular brasileira e passou a adquirir várias obras e com o tempo nos agraciou com o Museu Casa do Pontal.

Que já visitou o local é só elogios. Dizem que a visita é incrível, o local é agradável, as instalações são lindas, a exposição bem dividida e detalhada e a receptividade é encantadora. 

Pena que está fechado. Tomara que consiga reabrir para mais e mais pessoas poderem desfrutar desse rico acervo. 

Na exposição são exibidos vídeos mostrando o museu antes da chuva e como foi o estrago. Inclusive estão pedindo ajuda para reabrir através da benfeitoria, neste link aqui:

Eu já fiz a minha contribuição porque eu quero ter a muitas oportunidades de visitar o Museu Casa do Pontal. Enquanto isso eu vou aproveitar a exposição "Fronteiras da Arte: Criadores Populares" que é gratuita e está linda. 



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quinta-feira, 2 de maio de 2019

Garrafas Pintadas - Flo(rindo)


E gosto de  pintar garrafas com motivos de flores. Acho que fica bonito, colorido, alegre. E ainda é uma maneira de reutilizar as garrafas, dar mais tempo de vida útil para elas antes de irem para a reciclagem ou para o lixo. 


 Garrafas pintadas com flores

Gosto da casa florida. Acho que um ambiente florido vai além da questão estética e da decoração em si.

 Garrafas pintadas com flores

Pra mim, um ambiente florido, traz satisfação, aconchego, alegria. Acordar e tomar café da manhã com flores irradiando cores ao alcance da vista me dá mais energia, mais disposição e vitalidade. Já começo o dia sorrindo.

 Garrafas pintadas com flores

Quando eu chego em casa ao final de um dia corrido e cercado de concreto e encontro o ambiente florido eu tenho a sensação de aconchego, de acolhimento. Me faz sorrir!

 Garrafas pintadas com flores

Não é à toa que quando vamos receber visitas em casa, muitas vezes, além de organizar a bagunça, incrementamos a decoração colocando um arranjo de flores. É porque dá aquela sensação de ser bem recebido.

 Garrafas pintadas com flores

Aliás, florir a casa também me traz boas recordações. Lembranças de quando era criança, morava em casa com jardim, em rua cheia de outras casa também com jardim. As flores que enfeitavam a casa eram colhidas no jardim. Saíamos em busca de flores e montávamos um arranjo colorido. 

Hoje em dia são poucas as pessoas que podem colher flores nas ruas. Mas nos resta a opção de tê-las em vasos na varanda, nas janelas, ou comprá-las em feiras e floriculturas. 

Eu já gosto de uma feira. Então é lá mesmo que busco as flores para as minhas garrafas e para a minha casa. Gosto da casa florida. Me faz sorrir! 

Outras garrafas que pintei:

Decorando com garrafas;
- Garrafas Pintadas;




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