A cidade do Rio de Janeiro é cheia de opções de passeios de bate e volta por cidades próximas. Nesse período de isolamento eu percebi que exploro pouco essas opções de passeio de um dia em outras cidades. Hoje resolvemos mudar os ares e ver um cenário diferente mesmo que da janela do carro. Fomos a Saquarema.
Saquarema é uma das belezas do estado do Rio meio esquecida, pouco explorada e divulgada. Como faz parte da Região dos Lagos, acaba injustamente sendo ofuscada pelas famosinhas Búzios, Arraial do Cabo e Cabo Frio. Mas Saquarema vale a pena. Ela se mantém pequena, com pouquíssimos prédios, praias extensas e belíssimas e ainda tem a Lagoa de Saquarema do outro lado. Outro ponto positivo: é bem próxima do Rio.
Saímos do Rio sem programação. Apenas sabendo que iríamos até Saquarema. Optamos pela estrada antiga que vai por Maricá. O caminho é mais curto, mas não necessariamente mais rápido. Isso acontece porque essa estrada beira várias cidades pequenas e é antiga. Justamente por ser antiga me traz várias recordações. Lembranças da época que crianças viajavam na "caçamba" do Fusca (a parte que oficialmente era um porta-malas. De certa forma não deixava de ser), ou no bagageiro da Variant (gente, se fazia até colchãozinho para ficar mais confortável para as crianças dormirem durante a viagem. Loucura, né?). Acho que eu poderia fazer um post exclusivo para as lembranças desse percurso.

Foram 121 km da porta de casa no Rio até a Praia de Itaúna em Saquarema. Nossa primeira "parada" sem sair do carro foi o Mirante da Cruz, o que tem o letreiro "Eu Amo Saquarema". O nome do Mirante é devido a uma enorme cruz de metal, com 15 metros de altura, que representa a Santa Cruz, em memória da primeira missa realizada no Brasil. Além do letreiro, o Mirante da Cruz tem uma bela vista para a Lagoa de Saquarema.
Dali seguimos direto para Itaúna, a praia mais famosa de Saquarema. Uma praia extensa, de areia branca, mar claro com variação de tons de azul e verde e ondas.
As praias estavam fechadas para banho e permanência na areia. Mas estava permitido apreciar a beleza da praia sem se prolongar. Como estava bem vazio, saímos do carro para colocar os pés na areia um pouco, sentir o vento, o calor do sol, o cheiro da maresia e contemplar o visual da praia de que de um lato tem a lateral da Igreja da Matriz de Nossa Senhora de Nazareth, e do outro é praia a perder de vista.
Se Saquarema é conhecida como a Capital do Surf, Itaúna é o Maracanã do Surf, pois uma das etapas do campeonato mundial de surf profissional acontece lá.
Eu gostei muito de ver o incentivo a leitura do Projeto Leitura nas Ondas do Futuro bem em uma das entradas da praia. Eu que adoro ler na areia ouvindo o barulho do mar certamente pegaria um livro ali se não estivesse com o meu na bolsa e se estivéssemos em uma fase que já seria seguro frequentar as praias.
No final do canto direito de Itaúna podemo ver a onde a Lagoa de Saquarema encontra o mar. E ali que fica a Praia da Barrinha. Uma praia com ondas mais calmas e rasas.
Depois de explorar a Praia de Itaúna seguimos para a Praia da Vila.
Se Itaúna está "nos fundos" da igreja, A Praia da Vila está do outro lado do canal com a Igreja de frente pra ela. Essa é a praia a principal praia de Saquarema e também a preferida pelos locais. Isso por causa da localização, está bem próxima ao centro da cidade e tem uma infra bem boa.
Assim como as demais, esta também estava proibida para banho e para permanecer na areia. Mas permitido contemplar e fazer uma rápida caminhada. Também estava relativamente vazia, com poucas pessoas desrespeitando a proibição. Como era possível manter o distanciamento, caminhamos até mais próximo da água. Gente, estava fazendo essa piscininha! Que vontade louca de me jogar!
Entre a Praia da Vila e a Igreja Nossa Senhora de Nazareth, cercada por pedras dos dois lados, fica a Prainha. Uma praia bem pequena.
Se por um lado a Praia da Vila é limitada pela formação rochosa, pelo outro lado ela se estende por quilômetros até se juntar com Praia do Boqueirão que, por sua vez, continua se estendendo até chegar em Jaconé. Ou seja, é uma enorme extensão de praias com longa faixa de areia fina, águas claras, normalmente bem geladas e mar agitado. Em dias de sorte para os banhistas formam-se essas piscininhas para mergulho com mais tranquilidade.
Seguimos nosso passeio. Passamos pela Igreja da Matriz Nossa Senhora de Nazaretth, cartão-postal de Saquarema, localizada no alto da colina, construída em 1640. A vista de lá parecer ser deslumbrante já que de um lado estão a Prainha e a Praia da Vila e do outro estão as praias da Barrinha e de Itaúna. Na subida também tem um letreiro "Eu Amo Saquarema". Não subimos dessa vez. Eu tinha vontade de, além de contemplar o visual, ver o interior da igreja. Mas achamos que era melhor, por enquanto, ver apenas de longe.
Na volta para casa tentamos passar na Cachoeira do Espraiado, em Maricá, na esperança de estar vazia. Porém ela ainda está com o acesso fechado.
Vale muito a pena um bate e volta em Saquarema e até ficar mais tempo por lá. Vou voltar, com certeza. E aí sim explorar mais a Igreja, O Templo do Rock (Saquarema foi a cidade do emblemático Seguei), Fazer um Stand-UP na Lagoa de Saquarema que está muito bonita.
Esse é o 15º post do projeto #100EM1 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei que o projeto é uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizado e reflexões. Dessa vez conheci um local novo dentro de um já conhecido.
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