segunda-feira, 5 de abril de 2021

Salzburg, um dia de conto de fadas


Quando planejei os meus dias em Viena, em 2018, eu fiquei na dúvida se valeria a pena retirar um ou dois dias do tempo disponível  na capital austríaca para fazer uma bate e volta a Salzburgo. Hoje eu digo que valeu muito, mas muito mesmo. 

A chegar em Salzburgo, entrando pelos jardins do Palácio Mirabell, com a bela vista da Fortaleza de Hohensalzburg ao fundo, me senti em um conto de fadas. 



Na verdade eu deveria me sentir no filme "A Noviça Rebelde", pois a Mirabellplatzessa, essa praça é muito linda, foi local de gravação do filme.




Ao caminhar pelos Jardins e Palácio Mirabell eu já achei que tinha encontrado o meu lugar preferido da cidade. Nada melhor do que estar cercada por flores coloridas e brilhantes


Além de toda a beleza e esplendor, o palácio tem uma história de amo. O Palácio Mirabell remonta a 1606, quando era então conhecido como Palácio de Altenau. O príncipe-arcebispo Wolf Dietrich von Raitenau encomendou a construção como um símbolo de seu amor por Salomé Alt, sua esposa de direito comum. Após a morte de Wolf Dietrich em 1617, seu sucessor rebatizou o palácio de "Mirabell".

A essa altura eu queria mesmo ficar sentada observando o vai e vem das pessoas, passeando pelos jardins admirando as suas flores, olhando toda a fachada do palácio e imaginando quantas histórias aconteceram naqueles salões e por trás daquelas janelas. 


Mas essa pitoresca cidade austríaca com montanhas sobre montanhas e um rio turquesa cintilante dividindo a cidade velha e a nova tinha muito a ser explorado ainda. 

Saindo dos Jardins de Mirabell são apenas 15 minutos a pé por uma das muitas pontes de pedestres para chegar ao centro histórico de Salzburgo - uma área listada como Patrimônio Mundial da UNESCO que é charmosa e hipnótica ao mesmo tempo. Mas vale a pena passar na ida ou na volta pela Ponte dos cadeados (Makartsteg).


Makartsteg é a ponte mais moderna sobre o rio Salzach no centro da cidade de Salzburgo, está aberta apenas para pedestres e ciclistas. Conectando a parte nova da cidade com a cidade velha (Altstadt), recebeu o nome do pintor historicista do século 19 Hans Makart, que nasceu e foi criado em Salzburgo.
 

Dali temos uma vista linda da cidade. Dá vontade de ficar ali fazendo registros dos 360º de vista panorâmica. No lado esquerdo da ponte está o “porto” do barco turístico Amadeus. Fiquei com vontade de fazer de barco pelo rio e contemplar essa cidade que é o berço do compositor mais prolífico do mundo, Wolfgang Mozart, de outro ponto de vista. Mas tínhamos apenas um dia em Salzburg e precisávamos usufruir da melhor maneira possível.  


Absorvemos mais um pouco da beleza da fortaleza Hohensalzburg e do rio Salzach, fizemos fotos e selfies, e seguimos. Aliás, a Ponte dos Cadeados é um ótimo local para se fotografar, caminhar e vivenciar a cultura da região.


Já na cidade antiga caminhamos na Getreidegasse, principal rua comercial de Salzburgo. Uma rua charmosa, estreitinha e cheia de lojas e restaurantes, só para pedestres.



É bem no meio da Getreidegasse que encontramos uma construção amarelo-brilhante com várias pessoas a sua frente. Ali está  Geburtshaus de Mozart - a casa onde Wolfgang Amadeus Mozart nasceu (27 de janeiro de 1756) - um dos pontos turísticos e locais de interesse mais visitados na Áustria.


Seguimos caminhando pelas ruas da cidade antiga. fazendo algumas descobertas, como o menor edifício da Europa na Praça Alter Markt (à direita do Café Tomaselli). Passamos pelas 5 praças: Praça do Mercado Antigo; Praça de Mozart - onde tem a estátua de Mozart, é claro; Praça Mayor/Residenzplatz; Praça da Catedral; Praça Kapitel - onde fia a enorme bola dourada atrai o olhar de quem passa. No topo da bola, um homem que olha fixamente em direção a montanha à procura de uma mulher. Confesso que não consegui ver a mulher, mas todos juram que ela está lá numa pequena gruta. A obra se chama Sphaera e é assinada por Stephan Balkenhos, faz parte do Kunstprojekt Salzburg 2006.




Fomos para a área do cemitério de São Pedro (Petersfriedhof), que, junto com o cemitério da Abadia de Nonnberg, é o cemitério mais antigo de Salzburgo e um dos mais populares atrações turísticas.

Mas por que isso? Teoricamente foi ali que os Von Trapps se esconderam dos nazistas em “A Noviça Rebelde”. Digo teoricamente porque a cena real era apenas um estúdio filmado em Hollywood, embora seu design seja claramente baseado no Cemitério de São Pedro.



Mesmo que tenha servido apenas de inspiração para a cena do filme, ainda assim, o lindo cemitério repleto de flores da Abadia de São Pedro adjacente (Stift St. Peter), abrigado pelo Monchsberg, merece a visita. Tem um rica história e túmulos amorosamente cuidados, muitos com plantas floridas e pequenas árvores (parece mais um jardim do que um cemitério), como são praticamente todos pintados à mão há um misto de algo charmoso com um toque levemente assustador. 

Todo o complexo está centrado em torno da Capela de Santa Margarida (Margarethenkapelle) em blocos de pedra de estilo gótico tardio, construída em 1491, e contempla também a Capela da Cruz em estilo românico, dedicada por volta de 1170 e reformada como um mausoléu em 1614/15, de acordo com os planos por Santino Solari. O primeiro contém algumas obras de arte preciosas no interior e painéis de mármore estampados na parede. 

Além disso tem vários túmulos localizados em arcadas, com elegantes cercas de ferro forjado e adoráveis ​​cruzes de arabescos de ferro ornamentado e lápides, construídas no sopé da Colina Festungsberg. 


Por trás desses túmulos, encrustado na colina está outra atração, Katakomben Petersfriedhof.  Em vez de serem cavadas no solo, as catacumbas foram escavadas na montanha a partir de cavernas naturais já existentes, então quando entramos na primeira sala (onde a irmã de Mozart está enterrada), nos deparamos com uma escada íngreme de pedra. 



No topo dessas etapas está o Gertraudenkapelle, que foi usada pela primeira vez em 1178 e ainda é usada para missas. As paredes são decoradas com murais de santos como Thomas a Becket. 




Depois dos lances de escada, a vista surpreende e faz valer toda a subida. Ali estamos no auge dos edifícios com o resto da cidade abaixo.

A Capela de Santa Margarida (Margarethenkapelle) com parte do cemitério abaixo. 


Após esse tour um tanto exótico iniciamos o nosso caminho de retorno a cidade nova bem calmamente, pois ainda tínhamos pontos interessantes a explorar.

A Catedral de Salzburg era um deles. A Catedral sinaliza o centro da Cidade Velha. Já na época de Ruperto (primeiro bispo de Salzburg - é considerado o apóstolo da Bavária e da Áustria) existia ali uma igrejinha que foi ampliada lentamente até se tornar a maior catedral romana dos países de língua alemã.


A fachada ricamente decorada, feita de Untersbergmarmor (mármore da montanha Untersberg) brilhante e dividida em três seções horizontais, é emoldurada por duas torres e um frontão curvo. Na cumeeira da Catedral de Salzburg tem uma estátua do Cristo Redentor.



O interior da catedral é belíssimo. Vale a contemplação, um momento de silêncio e oração.


Pausa na Praça Alter Markt para um café com calma e tranquilidade desfrutando do dia de sol e temperatura agradável.


Circulamos para ver os produtos típicos do mercado de rua.


Eu adoro um mercado de rua com todas as suas cores e possibilidades,


Passamos na famosa famosa loja de enfeites de Natal feito de casca de ovos, que funciona o ano todo.



Aí foi hora de dar aquela última olhada para trás e agradecer a escolha de ter passado um dia em Salzburgo. Outra escolha acertada foi ter feito o percurso Viena-Salzburgo de carro. A estrada é belíssima e fizemos uma parada linda. Conto em outro post.




Outros passeios em Viena:

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domingo, 4 de abril de 2021

A Semana 13 de 2021 - Cenas Intercaladas

Semana de isolamento total. Toda dentro de casa. Sem ao menos os momentos de respiro para tranquilizar a alma, acalmar a mente, contemplar o horizonte e ver que tem muito futuro logo ali na frente. Uma semana em que me perguntei várias vezes: quando isso vai passar? Uma semana buscando alegrias, variedades e movimento para afastar a tristeza, a apreensão e a apatia dos outros momentos.

Para sentir esse movimento da vida e me perceber cercada de possibilidades eu fiz mais alguns treinamentos online.

"A teoria sem a prática vira 'verbalismo', assim como a prática sem teoria, vira ativismo. No entanto, quando se une a prática com a teoria tem-se a práxis, a ação criadora e modificadora da realidade". Paulo Freire.

Fiz também mais uma certificação internacional. 


Sinto falta de andar na rua, olhar o céu, observar pessoas. Sinto falta dos encontros inesperados que nos relembram histórias contadas. Sinto falta desse movimento de ir e vir que nos possibilitam contar novas histórias. 

Enquanto isso me delicio com as histórias contadas que temos disponíveis em filmes, séries, livros e músicas. 

Assisti, na cabine de imprensa online, ao filme "Meu Pai". Claro que esse tanto de indicações ao Osca 2021 despertou a minha curiosidade de conferir o drama tão aclamado.  Vai ter post completo falando a minha opinião (promessa cumprida).

Sinopse: "Anthony tem 81 anos de idade. Ele mora sozinho em seu apartamento em Londres, e recusa todos os cuidadores que sua filha, Anne, tenta impor a ele. Mas isso se torna uma necessidade maior quando ela resolve se mudar para Paris com um homem que conheceu há pouco, e não poderá estar com pai todo dia. Fatos estanhos começam a acontecer: um desconhecido diz que este é o seu apartamento. Anne se contradiz, e nada mais faz sentido na cabeça de Anthony. Estaria ele enlouquecendo, ou seria um plano de sua filha para o tirar de casa? ".




Vou dizer... dois cursos na mesma semana que já estava com um volume bem grande de trabalho... foi cansativo. Bem cansativo mesmo. Eu precisava relaxar. E nada melhor do que umas boas risadas para desopilar. Assisti a comédia nacional "Cabras da Peste".

Sinopse: "Bruceuilis, um policial do interior do Ceará, viaja até São Paulo para resgatar Celestina, uma cabra considerada patrimônio de sua cidade. Na capital paulista, ele encontra Trindade, um escrivão da polícia que decide sair do marasmo de seu trabalho e ajudá-lo na aventura, mesmo não sendo sua especialidade.".


Movimentar o corpo, fazer exercícios é bom ara aliviar o cansaço mental e emocional. Tenho andado na esteira com as filhas. Mas eu não sou do tipo que gosta disso, sabe? Eu gosto de andar, pedalar, na rua. Em casa, na esteira, na ergométrica, não vejo graça. Começo e no primeiro minuto já estou olhando no relógio. 

Para me ajudar nessa tarefa importante e necessária de me exercitar eu tenho escolhido uma série e vejo um episódio por dia na hora da caminhada. A série da semana foi "Ginny & Georgia" por indicação das filhas. 

A série é do tipo adolescente mais velho por tratar temas pesados e aborda a relação de uma mãe millennial solteira descolada e sua filha responsável. A mãe esconde vários segredos e faz de tudo para proteger os filhos. A trama tenta levar Georgia (Brianne Howey) no caminho da anti-heroína. Em alguns momentos consegue criar essa simpatia e torcida pela mãe louquinha batalhadora, outros momentos ela parece mais cruel e sem arrependimentos. Bom, mas farei um post sobre a série. 
 

Em algum momento rolou uma brincadeira de testar as cores de cabelo com os filtros do Instagram. E não é que eu gostei?! Fiquei com vontade de pintar o cabelo de roxo e passar a combinar as máscaras com o cabelo. Que tal?


Cenas intercaladas com as cenas de um home office. Me permiti uma pausa para um café com bolo na mesa do trabalho mesmo. Mas uma pausa com sabor e identidade. 



Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.


Beda Abril 2021

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sábado, 3 de abril de 2021

Filme "Proibido Nascer no Paraíso"

 

Fernando de Noronha é um paraíso na Terra. Um dos principais destinos turísticos do Brasil, cobiçado por muitos, um santuário ecológico e Patrimônio Natural da Humanidade, segundo a Unesco. Um sonho para outros tantos. 

Quem visita a ilha, como eu fiz duas vezes, se encanta com a beleza e até com as dificuldades locais, sem imaginar a que ponto essas dificuldades podem chegar para os locais. 

Por exemplo, quando eu estive em Noronha, há mais de 20 anos, fui nos últimos 10 dias do mês. E o que isso significa? Que o abastecimento de alimentos que chega de navio estava acabando. Com isso as refeições eram bem repetitivas e sem variedade. Claro que a natureza de lá já nos fornecia bastante suprimentos. Para mim e outros tantos viajantes, essa "falta de alimentos" que não deixava ninguém com fone até era um toque de charme e aventura na viagem. Em outra oportunidade que estive lá, faltava água. Assim tínhamos um tonel de água por dia para banho, escovar dentes e tal. Sim, mais uma dificuldade que gerava história para contar. Na visão de turista essas dificuldades valiam o preço de morar no paraíso. 

Isso tudo para falar sobre o documentário, "Proibido Nascer no Paraíso" que eu assisti na cabine online e que fiquei impactada. Chocada mesmo! 


Filme "Proibido Nascer no Paraíso"


Acredita que as mulheres gestantes precisam sair da ilha para terem seus filhos? Sim, isso desde 2004, quando foi desativada a única maternidade do arquipélago, no Hospital São Lucas, sob a justificativa de que o custo de manutenção da estrutura era alto demais para a média de 40 partos por ano realizados na ilha principal, a única habitada.

Desde então as gestantes de Noronha são "obrigadas" a deixar suas casas, família, trabalho, vida, três meses antes do parto. Ficam hospedadas em um hotel em Recife. Claro que esse impedimento causa indignação nos moradores (e deveria causar em todos os visitantes, brasileiros, turistas, seres humanos que têm empatia). E é essa indignação que o documentário de Joana Nin fala.

"Proibido Nascer no Paraíso" acompanha o dia-a-dia de Ione, Harlene e Babalu, três gestantes cujas famílias vivem em Noronha há décadas, mas são obrigadas a se deslocar para o continente para realizarem seus partos. Enquanto mostra as dificuldades de estarem longe das famílias, sozinhas em um quarto de hotel, as preocupações, as angústias e os medos que essas mulheres sentem, o longa também traz questões como a perda das mulheres do poder sobre seus próprios corpos, a falta de consideração sobre o ponto de vista de quem é mais afetado pela situação, o quando o desejo e opinião dessas mulheres são invisíveis. 

Traz também todo um questionamento político sobre a decisão de não ter um setor de obstetrícia digno no hospital de Fernando de Noronha versus o custo de transportar e manter essas gestantes em Recife para a realização dos partos. A diretora traz à tona a seguinte questão:

“Conversando com pessoas da comunidade, entendi que quem vive lá há muitos anos acredita que os nascimentos foram suspensos para evitar que estes bebês reivindiquem direitos no futuro. Como as terras são públicas, os terrenos não podem ser oficialmente vendidos. Eles são concedidos por meio de um Termo de Permissão de Uso – TPU, um documento muitíssimo cobiçado. E nativos tem direito a solicitar a inclusão de seu nome numa lista do programa de habitação local, em busca do mesmo espaço disputado por empresários do turismo.”

Se não tiver mais nativos naquelas terras, não teremos mais quem reclame de seus direitos. Será?

OBS: por conta da fase vermelha na maioria das capitais do Brasil, a estreia do filme foi adiada, provavelmente para abril, mas ainda não se sabe a data exata. Mas eu já recomendo ficar de olho na estreia de "Proibido Nascer no Paraíso" que além de imagens belíssimas desse paraíso, da história da ilha em si, traz esse alerta de um assunto que deve sim ser conhecido por mais pessoas. 

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sexta-feira, 2 de abril de 2021

Livro "A Segunda Vida de Missy"


Comecei o ano de 2021 com a intenção de ler um livro por semana. Comecei bem. Cumpri a proposta no mês de janeiro e início de fevereiro. Aí empaquei na autobiografia de Woody Allen. Adoro ele, gosto da escrita divertida e tal, mas ele faz várias referências a personagens do show business que eu não conheço. Bom, empaquei. O chato de empacar em um leitura é que quebra o ritmo. Pelo menos para mim, quebra. 

Para recuperar o ânimo e seguir na minha proposta eu percebi que precisava de uma leitura leve, fluida, divertida, com pitadas de romance e gotas de drama. Em uma saída rápida para ir a padaria quando ainda não tínhamos retomado o isolamento eu entrei na livraria e peguei um livro. A escolha foi pela capa. Achei que tinha a cara do tipo de livro que eu precisava para desempacar a leitura. E funcionou!



"A Segunda Vida de Missy"  é aquele livro envolvente que vai aquecendo o coração conforme conhecemos melhor a personagem principal. A história emocionante e cheia de mensagens lindas que nos faz pensar sobre as nossas escolhas. 

Millicente Carmichael, é Missy, é uma mulher de setenta e nove anos que viveu sua vida dedicada ao marido e aos filhos. Abriu mão da sua vida profissional pelo casamento. Abriu mão de si pelos filhos. Abriu mão de criar o seu círculo de amizades para viver na bolha do marido. 

Agora, viúva e com os filhos adultos e morando longe ela se vê solitária, desanimada, sem se reconhecer, sem seus interesses próprios. 

Sim, ela viveu um grande amor, era muito apaixonada pelo marido intelectual, inteligente e reconhecido. Viveu todas as dores e as delícias da maternidade. Mas se anulou durante anos. Agora precisa seguir em frente. Será que tem tempo de se reencontrar ou é melhor ficar em casa esperando as poucas visitas dos filhos?

Um simples passeio na praça dá início a um processo de mudança e de redescobertas. Missy começa a construir novos vínculos. Mas é quando, muito relutantemente, Missy aceita cuidar da cadela Bob que o coração de Missy realmente se abre as possibilidades que a vida oferece. 

Uma história sobre o poder da amizade sem fronteiras de idade, sexo, espécie. Uma criança, um cachorro, uma mãe solteira, uma mulher adulta, homem. Sobre o amor, solidão, escolhas. Mas acima de tudo sobre recomeçar. Sempre é possível! Sobre sobre passado, erros, arrependimento. Mas acima de tudo sobre presente, acertos e perdão. Sobre o perdão mais importante: perdoar a si mesma. 


Sinopse: "Em 1959 Millicent Carmichael, a Missy, casou-se com o homem que amava. Passados cinquenta anos, sem ele e com dois filhos criados e distantes, ela está sozinha. Embora se apresse em dizer que considerava seu papel de dona de casa e mãe pouco satisfatório, a verdade é que Missy devotou toda uma vida à família e suprimiu qualquer ideia de carreia em função do sucesso do marido. Agora que ele não está mais a seu lado, que ela brigou com a filha e que o filho se mudou para a Austrália com o neto que Missy tanto ama, ela passa os dias bebendo xerez, evitando as pessoas e vagando pela casa enorme e mal decorada esperando não se sabe o quê. Missy não lembra, mas ela é fabulosa. Um pouco difícil, sim, e cabeça-dura, mas também generosa e espirituosa, um tanto à moda antiga. Sua falta de traquejo para lidar com a vida esvaziada de tudo que antes lhe conferia valor começa a parecer um caminho sem volta, até que, em uma de suas raras saídas à rua, um desmaio em pleno parque faz com que uma desconhecida se aproxime. Esse é o primeiro de uma série de acontecimentos fortuitos - uma invasão, uma cadela adorável sem raça definida precisando de uma lar - que, aos poucos, vão carregando ao redor da mulher solitária um grupo improvável de maravilhosos estranhos. Rodeada por essa comunidade alegre e diversa que encarna as várias formas de amar, Missy encontra uma nova razão para viver. A personagem de quase oitenta anos poderia parecer uma protagonista distante demais para quem é jovem, mas enquanto Missy nos conta a própria história vão se revelando tantas verdades, expectativas e complexidades da vida comum que, em qualquer idade, é impossível não se identificar. Retrato emocionante e reflexivo sobre a vida adulta e o envelhecimento, com direito a uma reviravolta final que dá vontade de de voltar as páginas e buscar todas as pistas. A segunda vida de Missy é uma celebração de como os dias comuns podem ser extraordinários quando se está cercado das pessoas certas.".

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quinta-feira, 1 de abril de 2021

BEDA: Blog Every Day April - 2021

 

Mês de abril começando e eu resolvi encarar o projeto BEDA que é o acrônimo de Blog Every Day April/August. O desafio, que acontece duas vezes por ano em abril e agosto, consistem em postar todos os dias do mês. Isso mesmo! Um post por dia. 

BEDA Abri 2021


Olha, nos 12 anos de blog, mesmo nos meses mais animados empolgantes, eu só consegui posts diários em agosto do ano passado justamente quando participei do BEDA.

Naturalmente, em tempos de normalidade, eu já acho difícil ter disposição para contar histórias diariamente. Mesmo que assunto não falte. Imagina em tempos de pandemia e de isolamento?! A sensação é que não tenho assunto e menos ainda disposição. 

E justamente por essa dificuldade é que foi bom eu ter proposto esse desafio para mim mesma. Vi que tenho assunto sim. Consegui enxergar uma riqueza de temas em mim. Consegui me estimular a fazer coisas diferentes. 

Apesar de neste momento que estou fazendo este post de compromisso com o desafio eu mesma não estar muito segura de que cumprirei, não ter lista de posts a serem feitos (aliás não sei nem o que postarei amanhã), espero chegar ao final de abril com 30 publicações.

Agradeço muito a Clau, do Mãe Literatura que fez o banner de participação para mim. É muito carinho, né? Amei muito o incentivo dela à minha participação. 

Beda Abril 2021



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