domingo, 18 de dezembro de 2016

Salada de folhas com castanha de baru



Quando estivemos em Bonito, entre as maravilhas naturais do local, eu conheci também muitas maravilhas da culinária do Cerrado. Entre elas a Castanha de Baru.

A Casta de Baru é uma semente oleaginosa, típica do cerrado brasileiro, e que poucos brasileiros conhecem. É o fruto do baruzeiro que é uma árvore bem linda. Ele é bem durinho e tem sabor semelhante a algo entre o amendoim e a castanha de caju. Dizem os nutricionista que é rica em proteínas, fibras, minerais, e outras coisas mais, como os ácidos graxos oleico (ômega-9) e linoleico (ômega-6).

Mas o povo lá de Bonito, o povo da terra mesmo, diz que a Castanha de Baru é i Viagra natural do cerrado.

Bom, eu sei que eu gostei e trouxe uns saquinhos cheios das tais sementes para cá. Mas fiz um tremenda economia porque não é fácil de achá-a por essas bandas. Mas outro dia eu encontrei a castanha de baru no La Bicyclette, e claro, trouxe para casa.

Mais uma vez as minhas castanhas preciosas e poderosas estavam guardadas na despensa esperando "aquela" receita especial. Daí que estava vendo eu o programa "Bela Cozinha" e ela estava preparando uma salada verde com manga e castanhas de baru. Aí bateu a inspira e desejo de fazer uma saladinha com as minhas oleaginosas bonitenses.



O que utilizamos:

- 1/2 maço de alface crespa;
- 1/2 maço de alface americana;
- 1/2 maço de alface roxa;
- 1/2 maço de alface baby roxa;
- folhas de hortelã da nossa horta (já que tem na hora, agora tudo leva hortelã aqui em casa);
- 1/2 manga Palmer corta de filetes;
- 1/2 cenoura cortada em filetes;
- 1/2 cenoura ralada para enfeitar no centro;
- 1 fatia de tomate para enfeitar no centro;
- um punhado generoso de castanhas de baru sem casca.

Arrumamos bonitinho no prato e servimos.

Aqui em casa sempre servimos o molho separado porque as meninas preferem as saladas semmolho algum. Dessa vez usamos o nosso tradicional que leva cebola picada, alho picado, azeite, balsâmico e uma pitada de mostarda. 

sábado, 17 de dezembro de 2016

A Semana 51 de 2016 - Vem emoção por aí



O foco desta semana foi a formatura da Ana Luiza, um momento de muita emoção, orgulho e felicidade. Mesmo entre idas e vindas à costureira, resolve brinco aqui, corre para achar o colar ali, marca manicure, liga para a maquiadora, etc., consegui desviar um pouco a atenção e fazer outras coisas também. Isso ajudou a segurar a ansiedade para as grandes emoções que estavam por vir.

A convite, através deste bloguito aqui, fomos convidadas para assistir a peça infantil "Guerra Dentro da Gente", com texto sensacional de Paulo Leminski, no Oi Futuro do Flamengo. Além do espetáculo
ser excelente e emocionante, foi uma grande alegria encontrar com a Melissa por lá.



Já que estávamos ali no Oi Futuro, levei a Sofia e a amiga para visitarem a exposição permanente no museu de telecomunicações. Superlegal! Acabei de me dar conta que, apesar de já ter ido ao Oi Futuro algumas vezes, nunca falei aqui no blog sobre o Museu das Telecomunicações. Injustiça, né? Acho que vai rolar um post em breve.


No domingo, também a convite do blog, fizemos um passeio para ver as mudanças que estão ocorrendo no Zoológico do Rio e a proposta para o Novo Rio Zoo. Contei tudo bem explicadinho no post "Visita ao Novo Zoológico do Rio".


Sabe quando bate aquele vontade louca de sumir? Então, Sumi. Contei o quanto foi bom no post "Um Dia de Fuga".



Também a convite através do blog fui à cabine de imprensa do filme "Minha Mãe é Uma Peça 2" e morri de rir, mas ri alto, de gargalhar mesmo. Olha só o conforto, tirando onda no Kinoplex Rio Sul, na sala VIP, e com o caderninho anotando tudo para contar aqui no blog. E contei!



Rolou saladinha bem simples, mas apresentada de forma diferente para deixar a nossa mesa mais apetitosa, bonita e divertida.


Fui com a Ana Luiza, só eu e ela, programinha gostoso de mãe e filha adolescente, comprar o colar para a formatura e aproveitamos para almoçarmos juntas e assistirmos ao filme "Fallen". Nós duas lemos o livro na época e estávamos curiosas com o filme. A opinião foi a mesma: meio lento, apesar de o filme ser curto para a história, de esta ser meio que jogada às pressas. Mas foi um bom programa mãe e filha.


A semana foi praticamente toda chuvosa, mas mesmo assim fomos matar a curiosidade de ver como ficou a nova área da Lagoa Rodrigo de Freitas, o Parque das Figueiras.



Final de ano é fase de encerramentos e tivemos a aula aberta para fechar o ano da Sofia na Dança Aérea. Este ano por conta de crise e outras questões, a apresentação não foi no circo como nos anos anteriores. Mas a emoção de ver a filha voar é sempre muito forte. O coração acelera de orgulho e o frio na barriga é enorme. 


Nesta semana, além de encerramento do ano letivo, para a Ana Luiza, e para nós também, foi o encerramento de um ciclo, de uma fase linda e cheia de sonhos. Foi a formatura no Ensino Médio. Mais do que um fechamento, este momento é uma grande abertura de portas. Mais do que um encerramento, é um novo começo. Bom, vou deixar para falar tudo isso em um post exclusivo, né?

Foi nesta semana a festa de formatura que envolveu toda a família nos preparativos.


E a colação de grau.


Ficamos superfelizes com esta etapa concluída com sucesso, aprendizado, crescimento e amadurecimento.

Este post faz parte da BC A Semana que aqui no blog substituiu a BC Pequenas Felicidades.


Você pode me encontrar também

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Parque das Figueiras na Lagoa Rodrigo de Freitas


E estava cheia de curiosidade para ver o Parque das Figueiras na Lagoa Rodrigo de Freitas que acabou de ser entregue ao público. Então corremos lá para fazer uma visitinha mesmo o tempo estando chuvoso.



O Parque fica na área entre o Heliporto e o Complexo Lagoon. Um espaço que até então ocupado por estabelecimentos provados. Por alie já tivemos um Drive In, depois foi Roxy Roller (Patinei muito por ali. caraca, essa é das antigas), depois  veio a Mamão com Açúcar, de pois foi a academia Estação do Corpo. Passou por ali também a pizzaria Gato Pardo e a boite Resumo da Ópera. 

Agora, finalmente o espaço que se manteve privado por mais de 40 anos está disponível para o uso público.

No projeto inicial ali seria o Parque Radical, mas foi reaberto como Parque das Figueiras e essa era uma das minhas curiosidades. Saber se apenas o nome tinha mudado ou se o conceito do parque também. Por coincidência, enquanto a Sofia brincava com uma amiga, eu conheci a arquiteta Claudia Grangeiro que foi responsável pelo projeto.


Ela me explicou que sim, o conceito mudou. O Parque Radical teria uma pista de BMX no lugar que hoje tem o parquinho, e outras diferenças mais. Na verdade, como a cidade terá o Parque Radical de Deodoro que será muito mais completo, entendeu-se que esta área da Lagoa abrigaria melhor outro conceito: um lugar arborizado, com livre acesso a pedestres e ciclistas, com atmosfera para passeios, eventos com instalações temporárias (inclusive, no próximo final de semana vai rolar uma edição da Babilônia Feira Hype), oficinas esportivas e artísticas. Eliminou-se o máximo de barreiras possível, retirando os muros que cercavam a área até então. Foram mantidos apenas aqueles necessários, como a parede do Complexo Lagoon.



O resultado foi um parque bucólico, mais rústico, com um certo charme inclusive e bastante espaço verde. São 21.000 m2 ao todo, sendo metade da área gramada. A grama foi a última parte a ser entregue e por isso ainda está se acomodando, tem algumas partes quem ainda não está bem verdinha.

Tem um playground infantil bem básico com: duas gangorras, um escorrega, dois balanços e um integrado com casinha, ponte, escorrega e balanço.



Com tanto espaço para andar de bicicleta, patinar, correr, jogar bola, brincar de pique e qualquer outra das muitas brincadeiras de criança, eu achei que o parquinho ficou de bom tamanho.

O parque tem 500m de ciclovias e pistas de caminhada, conectadas com a Lagoa e com a ciclovia do Complexo Cinépolis.



E o visual nesta área é sempre lindo, mesmo em dias cinzas.



Depois de apreciar a vista da Lagoa, voltamos ao Parque das Figueiras que foi batizado com este nome considerando as 4 árvores de mais de 30m de altura, que ganharam destaque na entrada, e para não confundir com o Parque Radical de Deodoro.

As figueiras realmente são lindas, exuberantes e merecem ser mantidas e até reverenciadas.


Achei legal também a pegada sustentável que deram ao parque reaproveitando os troncos de madeira que iriam para o lixo para fazer caminhos e bancos. Os troncos são de árvores que tombaram após uma ventania que rolou no mês de novembro com ventos de mais de 70 km por hora.

Manilhas que enrolavam fios também foram reutilizadas para servirem de mesas. Para ficarem mais charmosas as manilhas ganharam mosaicos coloridos.


Tem umas quatro ou cinco dessas mesas espalhadas pelo parque com banquinho de tronco de árvore ao redor.


Bom para um piqueniquei, né? Aliás, eu achei o espaço ótimo para um piquenique.


Além de manter todas as árevores já existentes no local, foram plantadas 105 novas árvores. Coisa boa, né? Precisamos mesmo que muitas árvores sejam replantadas pela cidade.

Por enquanto essas 150 novas árvores estão pequenas e não dão sombra ainda. Mas, mesmo assim, a área tem bastante sombra.


O Parque que agora é público e de uso flexível e aberto, ainda tem 3 academias: 1 ATI e 2 de aço inox (MUDE) , e áreas para prática de aulas em grupo, uma estação BikeRio com 12 bicicletas, 40 bicicletários.

Eu já estou com vontade de fazer um piquenique no Parque das Figueiras, ficar sentanda em baixo de uma das árvores musas inspiradoras de batismo enquanto as crianças correm. Acho que a abertura do espaço deu uma continuidade na Lagoa Rodrigo de Freitas e que será uma boa opção para desafogar o fluxo no Parque dos Patins e aliviar a concorrência por espaços para piquenique no Cantagalo.




Você pode me encontrar também

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

IndigNADA


Vou contar um fato que aconteceu esta semana que poderia ser algo semelhante ao post "IndignAÇÃO". Apesar do sentimento provocado pela situação que vai ser contada ser praticamente o mesmo, este post vai ter o título IndigNADA. E ao final vocês irão entender a diferença.

Saí de casa com uma tremenda enxaqueca, daquelas que dá enjoo e fotofobia, para levar as minhas filhas para cortarem o cabelo. Acho que estou contando da minha enxaqueca mais para justificar a minha paralisia do que ela realmente seja relevante no contexto da história.

Chegamos ao salão na hora marcada e a Ana Luiza começou o tratamento e corte. Resolvi então ir com a Sofia em uma padaria metida a besta próxima ao salão. Eu queria beber alguma coisa para ver se aliviava o enjoo e a Sofia estava com fome.

Tá a padaria é metida a besta, mas eu gostava (já sentiram o tempo do verbo empregado aqui) dela. Mesmo a maioria das mesas sendo na calçada ela tem um certo charme, as comidinhas são gostosas e coisa e tal. Até já fui algumas vezes tomar um café da manhã por lá. Outras vezes fui na hora do lanche. Já passei para pegar um pão diferente para levar para casa. E sempre que vamos ao salão acabamos batendo o ponto na tal padoca metida a besta e frequentada por alguns seres também metidos a besta.

Estou eu e Sofia sentadas na nossa mesa já com o nosso pedido, conversando alegremente, apesar da dor que martela os meus miolos, ouvidos e mandíbulas, falando das nossas unhas com esmalte igual, fazendo umas fotos.

Quando estamos quase acabando o nosso lanchinho chega um homem ao nosso lado com algumas folhas de planta na mão e gentilmente, falando baixo e discretamente, diz que vai nos ensinar a fazer uma flor. Com toda habilidade ele faz o passo a passo da transformação da folha de planta em uma flor e entrega para a Sofia. Depois repete o mesmo processo e me dá uma flor.



Neste momento chega uma senhora aparentemente do tipo gente fina, elegante e sincera para ocupar a mesa ao lado. O homem das flores de folha de planta gentilmente puxa a cadeira para a senhora, até então elegante, sentar. Ela agradece educadamente e o homem lhe oferece uma flor que ela recusa educadamente.

Após isso ele olha para mim e para a Sofia diretamente, ligeiramente de costas para a mulher da mesa ao lado, e fala:

- Vou falar o português correto. Eu não quero dinheiro, mas se a senhora quiser me dar um misto quente e um guaraná eu aceito. Senão, vou me embora.

Gostei da forma como ele falou, sorri, chamei a garçonete, fiz o pedido e junto com ele a conta, pois já havíamos acabado.

O homem das flores caminhou para a mesa atrás da Sofia e da tal senhora, de frente para mim, e sentou para aguardar o seu pedido.

Me distraí com a Sofia olhando as flores e aguardando a conta. Um garçom, ou gerente, ou sei lá o quê da tal padoca metida a besta foi até o nosso homem das flores e pediu que ele saísse da mesa e esperasse naquela árvore.

Eu meio lesada, paralisada, querendo crer que a tal enxaqueca estava me deixando assim, não entendi e comentei com a Sofia, mais falando em voz alta para mim mesma, tentando raciocinar, do que outra coisa:

- Não entendi porque o garçom mandou o cara esperar lá. Se eu estou pagando o pedido dele, ele tem todo o direito de ficar sentado na mesa que afinal está ocupando a calçada.

Nisso, meio que ao mesmo tempo, a Sofia me avisou que a garçonete já tinha levado o lanche dele, o homem das flores de planta passou ao lado acenando e agradecendo e a garçonete chegou ao meu lado com a conta. Tudo meio rápido demais para a minha cabeça lenta (normalmente sou rápida de raciocínio e de reação, mas naquele dia eu estava meio paralisada).

Falei então com a garçonete que eu não entendi porque retiraram o cara da mesa e que ele tinha todo o direito de ficar na mesa porque o lanche dele estava pago. Na verdade fui falando e pagando a conta ao mesmo tempo. A garçonete disse que não sabia, porque ela era nova ali e se foi.

A senhora metida e elegante e metida a besta falou comigo educadamente e com voz suave de boa pessoa:

- É que ele é morador de rua.

Eu respondi também educadamente, apesar de achar um absurdo e não concordar em nada com o palpite da tal senhora.

- Não interessa. Ele é um cliente como eu, como você e como qualquer outro. O pedido dele está sendo pago. A errada fui eu que na hora que o garçom mandou o homem se retirar eu deveria ter me levantado, sentada à mesa com o homem das flores de planta, e avisado que ele iria ficar na mesa comigo.

A mulher fez uma cara meio de que não concordava. Eu não me interessei se ela concordava ou não, me levantei e voltei para o salão indigNADA. IndigNADA comigo mesma que não fiz NADA. Fiquei ali paralisada diante daquela situação.

Fui no caminho conversado com a Sofia sobre o ocorrido e ela falou:

- Eu acho que você deve escrever no blog.

Ficamos no salão por mais uma hora e meia e eu não relaxava. Continuava indigNADA. Agora eu estava indigNADA comigo e com o tal garçom que mandou o homem sair da mesa. Um sentimento ruim de revolta, de injustiça e até de me sentir desrespeitada como cliente.

Deixei o salão já atrasada para a minha aula de pintura, mas não consegui ir direto. Voltei na padoca metida a besta para falar com o tal garçom metido a besta.

Entrei educadamente e conversei com o cara na boa. Falei firme, mas educadamente. Coloquei todos os meus pontos em relação ao homem das flores daí o garçom disse que me entendia, mas que os outros clientes não pensavam como eu. Que inclusive tinha mandado o homem deixar a mesa porque a senhora ao meu lado tinha reclamado. Que ela, aquela senhora que aparentemente era gente fina, elegante e sincera, mas era na verdade podre, tinha reclamado inclusive da minha atitude. Que eu não deveria ter pagado um lanche daquela padaria para o homem da rua. Eu deveria ter dado o dinheiro para o homem comprar em outro lugar.

Perguntei ao garçom:

- Pelas minhas contas essa senhora está ocupando uma mesa sua por mais de uma hora e meia. Até agora ela consumiu o quê?
- Uma água e um cafezinho.
- Pois é, o homem das flores consumiu um misto quente de R$ 27,00 e um guaraná de R$ 5,00 e, com certeza, não ocuparia a sua mesa por mais de 15 minutos. Quem é melhor cliente para você? Além do mais, pelo visto, essa senhora espanta mais clientes do que o homem das flores, pois eu que vinha aqui com frequência e tomava um café da manhã completo, não apenas um cafezinho e uma água, não volto mais. (Mas cá entre nós, eu volto sim. Tô doida para encontrar o homem da flor de planta na rua para convidá-lo a ir comigo na podaca metida a besta, sentarmos na mesma mesa e comermos um misto quente com guaraná. Aí me despeço de vez da tal padaria que usa a calçada para colocar as mesas).

E ainda conversei mais alguns pontos com o garçom, gerente, frouxo, seja lá o quê. Saí de lá com vontade de fazer o barraco com a tal senhora, de virar a mesa dela, mas eu estava paralisada.

Cheguei na minha aula de pintura ainda indigNADA. Agora comigo, com o garçom e com a senhora que acha que caga um quilo certo.

Fiz a minha aula de pintura indigNADA. Fui deitar indigNADA.

Deitada na cama repassei a cena mil vezes e não me conformava por não ter tido alguma AÇÃO no momento.

E quando eu me lembrei que ainda paguei os 10% de gorjeta na parte do lanche do homem das flores que foi injustamente expulso da mesa e que saiu tão humildemente?! Fiquei deitada na cama mais indigNADA ainda.

Quando fui dar o título a este post eu observei o meu comportamento em relação a situação contada no post IndignAÇÃO.

Naquele dia da lagoa, como no dia da praia (está aqui no post "Eles acham ridículo? Tô nem aí!"), as situações me incomodaram, me geraram revolta, me causaram raiva, me deixaram aborrecida, chateada, e todos os sinônimos possíveis para a palavra indignada, mas a diferença é que eu tive uma AÇÃO. Não apenas fiquei indigNADA, eu senti indignAÇÃO.

Depois de tomar uma ação frente à situação que me incomodava todo o sentimento ruim passou. Ficou a história, ficou o aprendizado e ficou até uma parte divertida.

Neste dia da padoca metida a besta frequentada por algumas pessoas metidas a besta eu fiquei paralisada, não tomei a atitude que eu esperava de mim, não tive AÇÃO. Fiz NADA (mesmo este post saiu porque a Sofia insistiu). Com isso o sentimento ruim não só continuou, quanto cresceu.

A partir de hoje passei a preferir as palavras com sufixo AÇÃO.


quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

A pessoa em "Um dia de fuga"

 Assistindo ao filme "Minha Mãe é Uma Peça 2" entre muitas citações engraçadas, mas muito verdadeiras, do universo materno, Dona Hermínia cita "aquele momento que toda mãe tem que é a vontade de sumir".

Sempre que ouço essas coisas eu me sinto um pouco melhor porque mãe, como ela diz "mãe e ansiedade são a mesma coisa" e nós sabemos, já até virou cliché, que mãe é culpa andam juntas, garradinhas, abraçadinhas, na maior intimidade e não querem se largar de jeito nenhum.

Então, quando eu sinto essa vontade de sumir, fugir, desaparecer, desintegrar que nem pó, ter um gênio da lâmpada para me levar diretamente a um paraíso e outras alucinações do gênero, normalmente essa vontade, apesar de genuína e muitas vezes necessária, vem acompanhada de culpa, né?

Tudo isso para contar que nesta semana esse momento fuga bateu no peito com força total. Depois de alguns estresses e muitas cobranças em cima desta mãe aqui, ela teve este desejo que acomete muitas de nós  de vez em quando. Antes de pensar, antes de deixar a minha coleguinha e amiga fé culpa falar nos meus ouvidos e inundar a minha mente, eu peguei a minha bolsa, disse que iria ao banco e demoraria para voltar.

Saí caminhando pela rua sem destino, cheguei a para no meio da calçada e ficar rodando tipo volto para casa, sigo em frente, volto para casa, sigo em frente. Ufa, segui em frente. Entrei no primeiro cinema que vi no caminho, comprei entrada para a primeira sessão que estava para começar. O filme foi "Michelle e Obama".


O filme que conta o primeiro encontro do casal mais admirado do mundo nos tempos atuais. Um romance bem lento, que fica apenas neste primeiro encontro, com bastante diálogo mostrando um Obama carismático, sedutor, com grande capacidade de capacidade de convencimento, um verdadeiro talento para falar em público e envolver as pessoas. Ela, uma mulher firme, decidida, mais durona. Os dois com desejos e sonhos de ajudar e fazer diferença na vidas das pessoas. 

Eu tive a sensação de que o filme acabou na hora que iria começar. A minha expectativa e e maior interesse neste casal seria justamente como juntos eles foram fazendo a diferença, conquistando o espaço até chegarem à presidência.

Mesmo assim o filme valeu a pena para me relaxar, me sentir fazendo algo por mim e com aquela sensação boa de "chutei o pau da barraca".

Assim que saí do cinema entrei na primeira livraria, peguei dois livros, fui para o café que fica dentro da livraria, pedi uma burrata e fiquei ali saboreando os livros, a minha entrada e a tranquilidade do lugar. Me sentindo relaxada e tipo "chutei o pau da barraca".



 Já mais relaxada, tranquila e até segura da minha escolha de fuga fui fazer as minhas unhas.


Voltei para casa tranquila, relaxada e todos sobreviveram superbem sem a minha presença. Essa fuga, essa retirada, esse tempo que eu dei, foi ótimo para eu voltar revigorada e inteira. Mais disposta a cumprir o papel que eu escolhi e não apenas aquele a que estou me impondo. Um tempo para me conectar comigo mesmo.

Estou cada dia mais certa de que nós mães precisamos de vez em quando deixar a coleguinha culpa em casa trancada no armário e seguir o nosso plano de fuga.


Você pode me encontrar também
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Pin It button on image hover
▲ Topo