domingo, 23 de agosto de 2020

A Semana 33 de 2020 - Vigésima Terceira Semana de Quarentena

Essa foi mais uma semana focada em treinamento. Dessa vez eu fiz um curso online, porém presencial com professor, turma e trabalho em grupo. Após o treinamento fiz a prova e tirei a minha certificação SCM (Scrum Master pela Scrum Alliance). Fiquei muito satisfeita comigo. 

Conciliar estudo com trabalho e tudo isso em home office não é muito fácil. Confesso que me senti bem cansada. Trabalho no computador, curso no computador, parece que a vida está toda resumida a mesma cadeira e a mesta tela. Para dar uma distraída, quebrada no ritmo e mudar o assunto eu fiz algumas coisas.

Depois de muito tempo sem pintar nada eu me empolguei e dei cor uma garrafa de vinho. Mudei o destino dela. Do lixo para a a decoração da casa. Quero pintar outras para formar um conjunto. Mas eu ando tão devagar com as pinturas... e olha que eu achei que a quarentena seria ótima para eu pintar tudo  o que não conseguia. 


Preparei um risoto vegano com linguiça de soja que ficou maravilhoso. Vou postar essa receita e o segredo dele. 


Fiz mais uma aula no curso fotografia, moda e arte (foi ótimo fazer essa aula entre as aulas do curso de conteúdo mais técnico. Foi como dar uma guinada de 180º no cérebro). Nessa semana o tema foi Arte Contemporânea, e entre os artistas que a professora trouxe eu me encantei com as esculturas de Antony Gormley. A foto da peça "Nuvem de Quantum" foi feita da tela do computador e eu gostei do efeito. 


Fora isso o meu lazer foi assistir a filmes. Acabava o dia tão cansada que eu só queria me jogar no sofá e deixar a mente viajar nas histórias a minha frente. Falei dos três filmes no post "Três Filmes Indianos".

"A Tenente de Cargil"


"Como estrelas na terra"



"Três amigos na estrada"


Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.



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sábado, 22 de agosto de 2020

Existe beleza em dias nublados

 

Cariocas não gostam de dias nublados. Muito menos de dias de chuva e frio. Qualquer temperatura abaixo dos 20ºC se torna um inverno quase glacial, como diz a música "Inverno" de Adriana Calcanhoto. 

Todos se recolhem. Eu resolvi fazer diferente. Fui ver a praia. O mar revolto, a areia molhada. 

Os vários tons de ver da Mata Atlântica até onde o céu reuni-se à Terra. Se misturam. Nos dias ensolarados é sol que se esconde atrás das montanhas. Nos dias nublados, as montanhas se escondem atrás das nuvens. 


O contraste das cores no céu. O peso e a leveza compartilhando o mesmo espaço.


A luz surgindo em formas para quem soltar a imaginação (eu vejo um busto de uma pessoa de perfil. Vejo até que o cabelo é cacheado).


Enquanto as pessoas se recolhem nos seus abrigos a natureza se liberta. 


Frio, fome e preguiça.


A praia vazia. O silêncio de sons humanos. Os sons da natureza. Molhos os pés esperando o frio da água se juntar ao frio do ar e me fazer tremer. Surpresa! Temperatura de 16ºC no ar e o mar surpreendentemente quente. O mar revolto aquece. 


O horizonte avisa que a chuva forte está no mar, mas quer se aproximar.



Pode vir com seus tons cinzas que em terra tem cor e colorido para te receber, acreditando que ficará de pé e renovada após a sua passagem. Assim espero. 




Se olharmos bem existe beleza nesse movimento. Existe beleza nos dias nublados lá foram. Enquanto nos recolhemos, nos encolhemos, algo se expande. 

Algumas tempestades são anunciadas. Outras são inesperada. Elas chegam, mas elas vão.


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sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Três Livros de Mulheres Inspiradoras: Oprah, Shonda e Michelle

 

Sabe daqueles livros inspiradores que você quer guardar para vida toda? E também quer indicar para todas as amigas? Pois é, para mim são esses: "O que eu sei de verdade", da Oprah Winfrey; "O Ano em que disse sim", da Shonda Himes; e "Minha História", da Michelle Obama. Não nessa ordem de preferência, apenas na ordem de leitura.

Agora era a hora de eu colocar a foto dos três livros juntos. Acontece que quando eu gosto muito de um livro eu quero logo compartilhar com as amigas e os livros estão emprestados. Agora estou aqui lamentando, pois queria ver as minhas marcações feitas neles. Mas amanhã mesmo vou providenciar outros para mim, atualizar a foto no post e providenciar novas marcações em suas página (sou dessas que marca os livros sim).

O que eu mais gostos nesses três livros é que eles são histórias de superação, são relatos sinceros e verdadeiros de mulheres admiráveis, que lutaram, encararam a vida e se superara. São livros que acabam funcionando como livros de autoajuda sem serem de autoajuda, sabe?


"O que eu sei de verdade", da Oprah Winfrey


Sinopse: "O que eu sei de verdade é: sua jornada começa com a decisão de se levantar, sair e viver plenamente.” Entre os talentos de Oprah Winfrey está sua capacidade de compreender a natureza humana como poucos e, ao mesmo tempo, colocar essa sabedoria em palavras.
Desde que foi questionada sobre as coisas de que tinha certeza na vida, ela passou a escrever uma coluna mensal em sua revista com reflexões sobre relacionamentos amorosos, família, autoestima, medos, fracassos e superação.
Neste livro, você irá encontrar uma seleção, feita pela própria autora, das melhores crônicas lançadas ao longo dos 14 anos de existência da coluna.
Em textos curtos, Oprah oferece mensagens profundas que vão ajudá-lo a fazer as pazes com seu corpo, a construir relacionamentos mais harmoniosos e a mudar sua maneira de encarar os problemas.
Ao fim da leitura, você se sentirá inspirado a se tornar uma pessoa melhor e extrair o máximo do que a vida tem a oferecer.".



“O que eu sei de verdade”, publicado no Brasil em 2014, pela editora Sextante, é um livro com uma série de crônicas escritas por Oprah. Os textos são cheios de experiências pessoais, situações divertidas e outras mais dolorosas. Através das crônicas dessa mulher multifacetada que é apresentadora de TV, jornalista, atriz, empresária e ativista social ela compartilha com o leitor o seu jeito de encarar e enfrentar os altos e baixos da vida.

No post "Face a Day" eu falei do capítulo do livro exclusivo para crônicas sobre gratidão. 

Em uma das crônicas,  Oprah  conta que fazia um ritual diário de gratidão escrevendo cincos coisas pelas quais era grata. Em determinado momento da vida ela se deixou envolver pela correria e pela agenda lotada e deixou esse ritual de lado. Até que um tempo depois começou a sentir que a vida dela cresceu em vários aspectos, mas a felicidade não. Percebeu então, que tal fato ocorreu justamente porque deixou de priorizar a gratidão.




"O ano em que disse sim", da Shonda Himes


Sinopse: Um livro motivador da aclamada e premiada criadora e produtora executiva dos sucessos televisivos Grey’s Anatomy, Private Practice e Scandal, e produtora executiva de How to Get Away with Murder.
Você nunca diz sim para nada. Foram essas seis palavras, ditas pela irmã de Shonda durante uma ceia de Ação de Graças, que levaram a autora a repensar a maneira como estava levando sua vida. Apesar da timidez e introversão, Shonda decidiu encarar o desafio de passar um ano dizendo “sim” para as oportunidades que surgiam. Os “sins” iam desde cuidar melhor de sua saúde até aceitar convites para participar de talk shows e discursos em público. Além disso, Shonda deu um difícil passo: dizer sim ao amor próprio e ao seu empoderamento. Em O Ano em que disse sim, Shonda Rhimes relata, com muito bom humor, os detalhes sobre sua vida pessoal, profissional e como mergulhar de cabeça no “Ano do Sim” transformou ambas e oferece ao leitor a motivação necessária para fazer o mesmo em sua vida.


Um livro para pensar, se inspirar e transformar a vida. É muito inspirador ver uma mulher famosa, bem-sucedida, a mente por trás de séries de sucesso, como "Grey’s Anathomy", "Scandal" e "How To Get Away With Murder" abrir seu coração, seus medos, suas angústias e intimidade. Falar com tanta verdade de como resolveu transformar a sua vida e buscar a felicidade que está muita além do sucesso. Um livro que fala principalmente na importância de acreditarmos em nós mesmos. 

Eu não cheguei a fazer um post sobre "O ano em que disse SIM", mas fis dois posts inspirados pela leitura "LeFou, Shonda e a Normalização" e "Crianças brincando de porta fechada. Pode isso?"



"Minha História", da Michelle Obama


Sinopse: "Com uma vida repleta de realizações significativas, Michelle Obama se consolidou como uma das mulheres mais icônicas e cativantes de nosso tempo. Como primeira-dama dos Estados Unidos — a primeira afro-americana a ocupar essa posição —, ela ajudou a criar a mais acolhedora e inclusiva Casa Branca da história. Ao mesmo tempo, se posicionou como uma poderosa porta-voz das mulheres e meninas nos Estados Unidos e ao redor do mundo, mudando drasticamente a forma como as famílias levam suas vidas em busca de um modelo mais saudável e ativo, e se posicionando ao lado de seu marido durante os anos em que Obama presidiu os Estados Unidos em alguns dos momentos mais angustiantes da história do país. Ao longo do caminho, ela nos ensinou alguns passos de dança, arrasou no Carpool Karaoke e criou duas filhas responsáveis e centradas, apesar do impiedoso olhar da mídia.
Em suas memórias, um trabalho de profunda reflexão e com uma narrativa envolvente, Michelle Obama convida os leitores a conhecer seu mundo, recontando as experiências que a moldaram — da infância na região de South Side, em Chicago, e os seus anos como executiva tentando equilibrar as demandas da maternidade e do trabalho, ao período em que passou no endereço mais famoso do mundo. Com honestidade e uma inteligência aguçada, ela descreve seus triunfos e suas decepções, tanto públicas quanto privadas, e conta toda a sua história, conforme a viveu — em suas próprias palavras e em seus próprios termos. Reconfortante, sábio e revelador, Minha história traz um relato íntimo e singular, de uma mulher com alma e consistência que desafiou constantemente as expectativas — e cuja história nos inspira a fazer o mesmo."


Eu não sei dizer se terminei a leitura mais apaixonada pela Michelle ou pelo Barack Obama. Nossa, que casal iluminado! Que pessoas inteligentes! O livro conta a trajetória de Michelle desde criança, mostra a importância do acesso a cultura (música, pintura, leitura, visita a museus) desde a infância, o quanto isso fez diferença na sua formação, o acesso a faculdade, o início da carreira, sua vida com Barack Obama, como o acompanhou no período de campanha e durante o mandato. Mostra sua parte mãe, filha, mulher, profissional, primeira-dama. Sua batalha, garra, luta e determinação. É simplesmente admirável. 





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quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Três Filmes Indianos

 

Tá, alguns filmes indianos são meio caricatos. Costumam ter mais de duas horas e meia de duração, cenas mais longas, sempre tem musica e dança, são coloridos. Mas nesta semana eu entrei em uma onda Bollywoodiana. Assisti a três filmes indianos, na Netflix. 


A Tenente de Cargil

Filme baseado na vida da primeira mulher a ser pilota de combate da força aérea indiana, Gunjan Saxena. Desde criança Gunjan sonha sem ser piloto de avião. Fez a sua vida em função de realizar esse sonho e contou com o apoio do pai. Mostrou a luta dessa mulher para vencer barreiras de preconceito e quebrar tradições. Ela teve uma atuação inspiradora no sentido de ocupar espaços na sociedade local que antes eram permitidos apenas aos homens.

"A Tenente de Cargil" que apesar de ser baseado em fatos reais tem alguma licença poética de ficção para dar mais enredo, porém não afeta a credibilidade. Um longa bom de assistir, com ótimas atuações, cenários bonitos da Índia, que nos envolve na história de Gunja e faz torcer por ela, bater palmas para o pai, querer socar o irmão e os companheiros de força área. Fala de feminismo e ressalta que as habilidades e capacidades independem de gênero. 

Três Filmes Indianos

Como Estrela no Céu

Filme lindo e emocionante. Chorei horrores e indico muito. Conta a história do menino Ishaan, de oito anos. Ishaan é o filho mais novo de uma família de classe média indiana. O irmão mais velho é um aluno exemplar; o pai exigente que entende que fazer o melhor para os filhos é exigir e cobrar por ótimas notas e desempenho exemplar em todas as atividades; a mãe amorosa, mas relativamente submissa ao marido aceitando o jeito dele de educar os filhos. 

Ishaan tem muita dificuldade para se concentrar nos estudos, e mal consegue escrever o alfabeto. Vive encrencado com os vizinhos, amigos e escola que não aceitam o jeito diferente de Ishaan. O pai não aceita a hipótese de o menino ter algum tipo que situação especial. Prefere acreditar que o menino não cumpre com as tarefas e não obedece por falta de compromisso, por ser levado e indisciplinado. Depois de diversas reclamações da escola, o pai decide levá-lo a um internato. A vida na nova escola fica mais difícil para Ishaan,  o que leva o menino a entrar em depressão. Mas, um professor substituto de artes, Nikumbh, logo percebe o problema de Ishaan, e entra em ação com seu plano para devolver a ele a vontade de aprender e, sobretudo, viver. 

Um filme que fala de empatia, de aceitar e entender que somos todos diferentes e especiais. 


Três Filmes Indianos

Três Amigos Na Estrada

O que me despertou o interesse em assistir a "Três Amigos na Estrada" foi o fato de ser um road trip. Gosto de viajar nos filmes, nas paisagens, nas cidades. Gosto de reconhecer lugares que eu já fui e incluir outros na minha lista para conhecer

O filme conta a história de três amigos de colégio que fizeram um pacto ainda quando crianças. Quando se casassem fariam uma viagem de despedida de solteiro. Cada um escolheria um esporte radical surpresa para fazer durante essa viagem. Eis que Kabir, pede a rica Natasha, em casamento após seis meses de namoro. Logo, antes de se casar ele quer cumprir o pacto e comemorar sua despedida de solteiro, com seus dois melhores amigos, o escritor Imraan e o financista Arjun. O destino escolhido é a Espanha. A viagem começa em Barcelona e segue para a Costa Brava. Lá o trio conhece a interessante Laila, uma estudante de moda que trabalha durante as férias como instrutora de mergulho. Durante a viagem que segue para Buñol, Valencia e termina em Sevilha, os três amigos com personalidades diferentes e problemas distintos aprendem a combater suas inseguranças, a vencer seus medos e abandonam a carga emocional do passado no que acaba por transformar a vida dos três amigos.

É uma comédia leve, divertida, cheia das dancinhas típicas dos filmes indianos com cenários belíssimos da Espanha (Me vi em Barcelona e na Costa Brava. Me lembrei de quanto estive em Tossa del Mar. Vieram memórias tão vívidas dessa viagem que fiz há muito tempo.) e cheia de mensagens sobre experimentar e aproveitar a vida e se libertar de valores e princípios que te amarram e limitam.

Três Filmes Indianos




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quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Um pouco de Art Nouveau - Alphonse Mucha

 

Eu estou com muita saudade de uma exposição de arte. Muita mesmo. Para amenizar essa vontade de visitar um museu, parar em frente a algumas peças, contemplar, observar e deixar as emoções fluírem, estou fazendo um curso online de  "direção de arte para a moda". Estou gostando muito da experiência. É bom para relaxar depois de um dia de expediente em home office equilibrando tarefas do trabalho com o movimento da casa. É bom para desviar totalmente o olhar. 

A aula sobre Art Nouveau me fez viajar. Voltei a Paris me lembrando das emblemáticas estações de metrô do arquiteto francês, Hector Guimar. Passeei por Barcelona. Revisitei museus de Viena e me encantei com as obras de Gustav Klimt. Mas foi quando a professora mostrou obras de Alphonse Mucha que eu viajei no tempo. Voltei para a sala da casa que eu morei em São Pedro d'Aldeia quando eu tinha entre 10 e 12 anos. Reconheci as cores pasteis, os cabelos longos das mulheres, as linhas sinuosas, as flores. 



Alphonse Mucha foi um pintor, ilustrador e designer gráfico tcheco, sendo um dos principais expoentes da Art Nouveau no mundo.

A história de Mucha do sucesso de Mucha começa de forma curiosa. Ele morava em Paris e trabalhava como ilustrador no atelier de um amigo. Era época de férias e praticamente todos os artistas estavam de férias. De repente entra uma mulher no atelier pedindo um cartaz para uma produção teatral que estrearia em duas semanas, era a peça Gismonda. A mulher era simplesmente Sarah Bernhardt, a maior atriz da época.


Não apenas a peça foi um enorme sucesso, quanto o cartaz produzido por Mucha. O sucesso do cartaz era tal que as pessoas o arrancavam das paredes para levarem para casa. Esse foi o ponta pé inicial não apenas para Mucha se tornar um artista de renome mundial, como também para popularizar a Art Nouveau no mundo.

Foi na aula que fiquei sabendo que existe o Museu Mucha em Praga. E olha que eu estive em Praga e não fiz a visita. Lamentei. Mas fui navegar na internet e no link do museu em Praga para conhecer mais obras desse artista


 As quatro estações


As quatro flores


As quatro pedras


- Ale Helga, do blog Meus Amores.




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