Eu fiz esse post no
Recanto das Mamães Blogueiras , em 16 de agosto de 2012,
falando do meu vício de roer as unhas, como eu consegui finalmente parar e do
vício da Ana Luiza e das tentativas frustradas, ate o momento, para ela parar
com esse hábito.
Eu tinha o vício de roer as unhas desde criança. Nunca as roí a ponto de me
machucar, de ter infecções bacterianas na área das cutículas, nem dos dedos e
nem do contorno da boca. A minha onicofagia também não prejudicou a minha
arcada dentária. E na verdade ela não me incomodava muito. Incomodava, sim, a
minha mãe que vivia reclamando, dizendo que eu ficaria com dedo de cabeça de
cobra, com verminose, etc...
Diante de tantas reclamações eu fiz diversas tentativas para deixar as unhas
crescerem:
- estar com elas sempre esmaltadas;
- passar base com sabor amargo;
- substituir o hábito de roer as unhas por chiclete;
- estar sempre com uma lixa na bolsa pronta para acertar qualquer pontinha.
Eu consegui ter as unhas decentes por diversas vezes, mas assim que surgia
alguma situação de angústia, de nervosismo ou apreensão, eu retornava ao velho
hábito.
Quando a Ana Luiza, minha filha mais velha, estava com dois anos ela começou
a roer as unhas. Eu corri na psicóloga que, para meu desespero, me informou que
naquela idade a criança não tem sentimentos como ansiedade, angústia,
insegurança, timidez ou baixa autoestima associados ao ato de roer as unhas.
Muito provavelmente a Ana Luiza estava roendo as unhas como um gesto de
imitação. Nessa hora quase que eu sentei em cima das minhas mãos.
Bom, fui para casa decidida a parar de roer as unhas. E assim eu fiz por
mais de um ano. Por amor aos filhos mãe consegue fazer qualquer coisa, né?
Porém, o meu esforço não trouxe resultados para a Ana Luiza que continuou roendo
as unhas e eu acabei voltando com esse péssimo hábito. Sempre parando durante
um tempo e depois retornando.
Agora, há um ano, a dentista da Ana Luiza nos informou que o hábito de
roer as unhas está afetando a arcada dentária dela. Tá aí um motivo forte para
conseguirmos vencer esse vício. Começamos juntas todas as tentativas:
- fazer as unhas frequentemente. Não adiantou, a Ana Luiza come o esmalte e
as unhas.
- passar base com sabor amargo. Não adiantou, a Ana Luiza se acostumou com o
sabor.
- eu ficar atenta e sempre falar para ela tirar a mão da boca. Não adianta
porque ela não está o tempo inteiro comigo.
Juro que cheguei ao cúmulo de enrolar os dedos dela com esparadrapo enquanto
ela está em casa. Não adiantou, o tempo em que está na escola é suficiente para
comer todas as unhas.
Então eu resolvi participar da
Blogagem Coletiva de Esmaltes, promovida pela
Fernanda Reali, como um
estímulo para pararmos juntas de roer as unhas. Para mim a blogagem foi um
sucesso. Desde o
meu primeiro post nessa blogagem eu nunca mais roí nem um
pedacinho de unha. E nem tenho vontade.
Unhas na primeira participação na Blogagem Coletiva de Esmaltes.
Agora eu só penso em fazer as unhas, experimentar novos esmaltes, conhecer
as cores dos lançamentos, etc. Meu vício agora são os esmaltes.
Unhas hoje com quase um ano de participação na Blogagem Coletiva de Esmaltes.
A Ana Luiza participou na nossa primeira blogagem, mas não deu continuidade
e continuou com a onicofagia.
Aqui, em 16 de agosto de 2012, eu disse
que a minha próxima tentativa para alcançar o objetivo de fazer a Ana Luiza
parar de comer as unhas seria colocar umas unhas postiças bem pequenas,
adequadas ao tamanho e idade dela.
E fizemos exatamente isso nesse final de semana. Aplicamos unhas de acrigel,
bem pequenas, nada exagerado.
A mãozinha da minha adolescente ficou mais linda ainda.
Assim espero que as unhas da Ana Luiza cresçam, que ela se sinta estimulada a
mantê-las bonitas, deixe de lado esse hábito que está prejudicando os dentes dela e, quem sabe, participe das Blogagens Coletivas de Esmaltes com mais frequência.