quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Amigo-secreto do desapego


Lá "nos antigamente", mas nem tão antigamente assim, nesta época de Natal era um tal de todos darem presentes para todos. Coisa muito boa! Eu me lembro de sair dos Natais na casa da minha avó carregada de presentes.

Aí as coisas apertaram para todo mundo, essa coisa de presentear geral começou a ficar muito pesada, e veio a criatividade da galera e a brincadeira do amigo-secreto dominou o pedaço.

O prazer de ganhar muitos presentes foi substituído com louvor pela alegria da brincadeira. Começa com o sorteio, o mistério de quem tirou quem, bate aquele espírito detetive na galera e coisa e tal.

O amigo-secreto foi ganhando outras versões, como rouba-rouba, inimigo-secreto, de R$ 1,99,  de um determinado presente (DVD, chocolate, doce. Eu já participei até de uma amigo-oculto de Havaianas e amei).

Por aqui eu senti que neste ano em que as coisas apertaram mais ainda, que o povo tá muito no sufoco, até as brincadeiras do amigo-secreto reduziram.

Mas é na crise que vem a criatividade, né? Na festa de fim de ano da minha aula de pintura, para não ficarmos sem a diversão do tal amigo-secreto, foi adotado o amigo-secreto do desapego. E o que foi isso:

- proibido comprar presente. Não é para gastar dinheiro;
- cada uma escolhe uma coisa que queira desapegar para levar para uma amiga;
- quando o presente fosse aberto, a pessoa que o levou deveria contar a história dele;
- como são mulheres com variação muito grande de idade, optou-se por ser um objeto de casa;
- além de ser do desapego, seria de rouba-rouba (pra ficar mais divertido).

Cada uma escolheu um desapego, embrulhou e deixou em cima de uma mesa. Sorteamos a ordem de escolha do presente. A pessoa da vez poderia retirar um presente da mesa ou roubar um já aberto. Cada objeto só podia ser roubado uma vez.

A princípio eu achei difícil escolher um objeto aqui de casa para desapegar porque já tinha feito uma limpeza geral. Contei com a ajuda da Sofia que escolheu um quadrinho com dizeres e um porta-retrato do quarto dela. E lá fui para a nossa "festiva" de final de ano meio sem saber no que daria essa brincadeira.



Agora vou dizer que amei! Amei a ideia, amei as risadas com as amigas que desapegaram de várias coisas. Mas amei principalmente as histórias.

Teve a amiga que estava dando uma guinada na vida, mudando de profissão e resolveu desapegar de coisas relacionadas à fase que ficou para trás.

Teve amiga que ganhou um presente da sogra e este ficou escondido por 25 anos até o marido esquecer do tal objeto para que ele pudesse finalmente sair de trás do porta-retrato gigante e ser desapegado.

Teve presente de casamento da mãe que já tinha passado para a irmã, que já tinha despachado para outra irmã, que já tinha desovado na casa da outra irmã que aproveitou a oportunidade para desapegar.

Depois de tantas histórias de desapego eu saí da festa feliz, leve e muito mais apegada as minhas amigas de pintura.


quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Museu Internacional de Arte Naïf - Últimos dias para visitar


Eu já falei do MIAN - Museu Internacional de Arte Naïf  aqui no blog, mas vou falar de novo, porque infelizmente ele irá fechar as portas agora no dia 23 de dezembro por falta de investimento e patrocínio. Lamentável. Uma grande perda cultural para o Rio.





O museu cheio de charme está localizado em um casarão do séc. XIX, tombado pelo Patrimônio Histórico, ali no Cosme Velho, bem perto da estação do Corcovado. Tipo bem perto mesmo, coisa de apenas alguns passos. 

O casarão, além de cheio de charme, tem um ambiente gostoso, cercado de mangueiras e com um bistrô bem gostoso, o Da Cozinha Café. Daquelas casas que a gente passa em frente e tem vontade de entrar e fazer tipo esse gato. Ficar lá de bobeira, de preguiça, curtindo o acervo que é lindo, a lojinha, o bistrô. 



Falando em acervo, o MIAN possui a maior coleção de arte Naïf do mundo com cerca de 5.000 obras de artistas nacionais, de todos os estados brasileiros, e estrangeiros de mais de 100 países, do século XV aos dias de hoje.

 Quando eu falo do museu para alguém, sempre me perguntam o que é arte Naïf. Veja a definição que encontrei no site "A Cara do Rio", no post sobre o MIAN.

"O dicionário diz que naïf é aquilo que retrata simplesmente a verdade, a natureza sem artifício ou esforço: que é graciosamente inspirado pelo sentimento. O adjetivo francês naïf vem do latim nativus, que significa nascente, natural, espontâneo, primitivo. Assim, pode ser substituído também por ingênuo e primitivo. Essas definições poderiam servir para caracterizar a pintura naïf, que é natural, livre e pura. (FINKELSTEIN, 2001)."

Ou seja, uma definição rápida e simples de arte Naïf é o conjunto de obras de artistas sem formação técnica específica ou linha definida. 

Eu sei é que a arte Naïf é colorida, fácil de ver, uma arte que alegra, que dá vontade de pintar igual.



Olhando mais de perto, no detalhe, vai dizer que não tem um ar inocente e até infantil na pintura Naïf?! E isso encanta as crianças de todas as idades. 



E o MIAN é assim, todo colorido e divertido. No primeiro piso encontramos o segundo maior painel em arte Naïf do mundo. Uma declaração de amor à Cidade Maravilhosa, na tela "Rio de Janeiro, gosto de você, gosto dessa gente feliz".



Aliás, carioca que visita o museu encontra diversas referências da cidade neste primeiro andar do museu. 


Esta área é a que homenageia o Rio com seus atrativos e belezas naturais. Algumas telas de pontos turísticos ganharam uma releitura em reciclagem onde pede que se toque nas obras.

Pura inspiração para as crianças, né não?



Ainda no primeiro andar a "Nossa Gente", a "Nossa Cultura" e a "Nossa Natureza" são lembradas e belamente representadas.




A grande maioria das peças é de telas, mas vemos algumas esculturas também. 


No subsolo estão expostas as obras dos artistas internacionais.



E uma sala que nos convida para sermos artistas Naïf por uns minutos desenhando a nossa atração turística ou animal favorito.


No segundo andar podemos rever a história do Brasil contada em arte Naïf, no maior painel do mundo no gênero, desde o descobrimento até a construção de Brasília.



Vale muito a pena a visita ao museu. Quem conhece pode ir lá fazer uma visita de despedida e quem não conhece pode aproveitar esses últimos dias.


Endereço: Rua Cosme Velho, 561 - Cosme Velho
Telefone: (21) 2205-8612
E-mail: contato@museunaif.com
Horário: de terça a sexta-feira, das 10h às 18h.
Sábado e domingo das 10h às 17h


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Filme "Perfeita é a Mãe!"



No final daquele dia que eu estava meio estressada, que tinha corrido o dia todo para atender as diversas necessidades e solicitações das filhas, me joguei no sofá e chamei a família para vermos um filme juntos. Por acaso, bem por acaso mesmo (será?), escolhi a comédia "Perfeita é a Mãe!". Além de rir muito, eu me identifiquei em algumas situações. Aliás, eu acho que todas as mães que assistirem a esse filme irão se identificar.




Uma mãe, que alia a vida profissional com a maternidade (por isso encara críticas sínicas de outras mães que dizem admirar a sua coragem de deixar os filhos para trabalhar e ainda perguntam se ela não sente saudade) e o papel de dona de casa, vive correndo para cima e para baixo, fazendo tudo ao mesmo tempo, tentando dar conta de tudo e mais um pouco, não sendo reconhecida pelo muito que faz, aliás, muito pelo contrário, apenas é cobrada pelo pouco que não consegue fazer e que pelo menos uma vez ao dia se sente a pior mãe do mundo (quem nunca?), chega ao seu limite.

Isso acontece depois de passar por uma decepção no casamento e culmina com uma reunião de pais na escola com ditame de regras sobre alimentação saudável (Ooooiii! Reconheço esse assunto).

No momento em que resolve dar um basta e iniciar uma revolucionária reviravolta, ela encontra o apoio de outras duas mães também cansadas.

Assim Mila Kunis, a mãe multitarefa que se esforça para ser perfeita, mas está sempre atrasada, Kristen Bell, a dona de casa que cuida de quatro filhos e é submissa ao marido machista, e Kathryn Hahn, a mãe relapsa que já jogou tudo pro alto e só quer saber de diversão, se tornam grandes amigas.

As três, apesar de muito diferentes entre si, se identificam por estarem cansadas.

Cansadas das muitas regras impostas sobre as mães. Regras essas só as fazem sentir que é impossível ser boa mãe.

Cansadas das expectativas e cobranças insanas que a sociedade, e nós mesmas, colocamos em cima da maternidade.

O filme faz a gente dar boas risadas, mas faz pensar também sobre as cobranças que colocamos em nós mesmos e as que aceitamos que os outros joguem em cima da gente.

Faz questionar o quanto nós mães nos esforçamos para sermos perfeitas e não conseguimos. O pior, mostra como muitas vezes criticamos e exigimos a pretensa perfeição em outras pessoas. 

A grande verdade é que nós mães, apesar de estarmos sempre fazendo o nosso melhor, erramos muito. Mas mesmo com os nossos erros somos as melhores mães para os nossos filhos. O melhor que temos a fazer é:

- assumir que como humanos "somos perfeitamente imperfeitos!".
- vale a pena chutar o balde de vez em quando;
- sair com as amigas é tudo de bom;
- deixar os filhos se virarem faz bem. 

Concluindo, o filme é divertido, apesar de superprevisível, gostoso de assistir, leve e descontraído.

E vejam os créditos! Tem os depoimentos hilários das mães das atrizes, uma revelação mais absurda do que a outra e que faz nos sentirmos mães quase perfeitas.



Você pode me encontrar também



segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Couscous Marroquino Natalino

Vira e mexe eu faço couscous marroquino aqui em casa, mas já fazia algum tempo que este prato não pintava na nossa mesa. Nesta semana me bateu aquela vontade louca de comer um couscous marroquino e busquei uma certa inspiração natalina para combinar os ingredientes.


Receita de couscous marroquino



O que utilizamos:

- 2 xícaras de couscous marroquino integral (sêmola de trigo);
- 2 xícaras de água;
- 1 colher de sopa de manteiga (usamos a ghee feita em casa);
- 1 punhado de castanhas-de-caju picadas;
- 1 punhado de amêndoas em lasca;
- 1 punhado de nozes Pecan picadas;
- 1 punhado de damasco picado;
- 1 punhado de cranberry;
- 1 punhado de tâmaras sem caroço e cortadas;
- 10 folhas de hortelã picadas;
- 2 tomates sem semente e cortados em quadradinhos;
- 1 porção de brócolis;
- 4 dentes de alho;
- 1 cebola grande picada;
- azeite;
- sal a gosto (usamos o sal rosa).




Como fizemos:

Derretemos uma colher de sobremesa em uma frigideira e passamos os cranberries até eles incharem e reservamos.

Em outra frigideira, com um fio de azeite, douramos meia cebola picada com dois dentes de alho picados e passamos os pedaços de brócolis. Acrescentamos meia xícara de água, deixamos cozinhar até ficarem al dente e reservamos.

Em uma frigideira derretemos a manteiga, acrescentamos o restante da cebola picada mais dois dentes de alho picados e deixamos dourar levemente. Despejamos a sêmola de trigo (couscous marroquino) e misturamos bem deixando apurar o sabor (do mesmo jeito que a gente faz farofa). Colocamos a água para hidratar o couscous e mexemos até ficar seco (é importante mexer para o couscous ficar soltinho). Desligamos o fogo e acrescentamos os demais ingredientes e temperamos com sal rosa (pode colocar o sal na água).


domingo, 4 de dezembro de 2016

A Semana 49 - Quase férias


Semana com as férias começando, mas ainda não engrenada totalmente, porque algumas atividades não foram encerradas. Mas já começamos a dar os nossos passeios pela cidade.


Eu e a Ana Luiza pedalamos por cenários de cartão-postal. Fizemos o percurso da Urca ao Santos Dumont. Um passeio gostoso e divertido. Uma maneira de ver a nossa cidade com outros olhos. Aproveitamos para fazer umas fotos que estão no post que contam o passeio: "Da Urca até o Santos Dumont de Bicicleta".


Levei a Sofia e uma amiga para passearem pela exposição "Descubra e Divirta-se" na Casa da Ciência. 

A exposição traz diversos experimentos interativos em que podemos brincar e aprender mais sobre os fenômenos físicos. Tem experimento que arrepia os cabelos, outro nos faz flutuar em espelhos, podemos congelar a própria sombra e até colori-la, dá para medir o quanto o nosso corpo gera de energia e muitas outras mais. Falei dela aqui no blog e para ver mais sobre os experimentos basta clicar no link: "Descubra e Divirta-se" na Casa da Ciência.


Voltei à exposição "The Art of The Brick", dessa vez levando a Sofia e outra amiga. Nem preciso dizer que elas adoraram.  


Depois da exposição aproveitamos para dar uma voltinha pelo Museu Histórico Nacional que tem um acervo permanente bem interessante. As carruagens sempre encantam e nos fazem viajar no tempo.


Para completar o passeio passamos no café do museu para um lanche. O petit gateau de goiabada é maravilhoso.


Revimos o filme "Animais Fantásticos". Uma amiga me chamou para ir ao cinema com as nossas filhas e como o filme é fantástico, não nos incomodamos nem um pouco de assisti-lo mais uma vez.



A temporada de férias é temporada de amigas em casa. E eu adoro esse movimento que elas fazem na casa. É muito bom ter a energia das amigas das minhas filhas aqui em casa. Elas movimentam a casa, fazem barulho, dão gargalhadas e deixam o ambiente cheio de vida.


Nesse início de férias também curtimos muito a nossa casa. Teve comidinha gostosa com inspiração natalina. Fiz um couscous marroquino que ficou digno de Papai Noel. Vou postar a receita aqui no blog.




Teve sessão de cinema em casa. Dei boas risadas com a Ana Luiza assistindo "Que Mal Eu Fiz a Deus?".  Eu adoro filmes franceses de comédia e este é dos melhores. Posso dizer que uma das comédias francesas que eu mais gostei. Ri demais.

É uma comédia inteligente que aborda um tema pesado como xenofobia. Consegue fazer a gente rir e refletir ao mesmo tempo.

Conta a história de um casal francês católico, conservador e preconceituoso que tem quatro filhas. E eles não ficam nem um pouco satisfeitos com os maridos que as filhas escolhem. Todos de nacionalidades e religiões diferentes. Sendo um chinês, um judeu, um árabe e um africano.


Assistimos ao filme "Viajar é Preciso" que foi selecionado na Netflix primeiro pelo título. Falou em viajar é com a gente mesmo. Segundo por ter a Jennifer Aniston. Mas não é um filme de viagem, não. 
É sobre um casal de nova-iorquinos em que o marido perde o emprego, a esposa não emplaca em nenhuma das suas tentativas empreendedoras, que fica sem grana e decide tentar a ajuda do irmão dele, um empresário de sucesso, mas representado como um chato no filme. No meio do caminho encontram uma comunidade alternativa para passar a noite. Noite que transforma o jeito deles verem a vida. 

É um filme bem clichê, do tipo que começa bem, fica tudo bem mal para depois acabar tudo bem. Comédia bem água com açúcar. Eu esperava mais, mas de qualquer forma foi bom para ver em casa com a família.




Este post faz parte da BC A Semana que aqui no blog substituiu a BC Pequenas Felicidades.

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