domingo, 22 de setembro de 2019

A Semana 38 de 2019 - Tudo que vai, volta


Já é bem clichê a máxima de quem colore os seus dias é você, né? Mas o sábado de frio, chuva e céu cinzento ficou bem mais colorido. Passamos bons momentos na varanda pintando garrafas para dar de presente para amigas.


Fui ao CCBB-RJ ver a minha alma digital na exposição imersiva digital "Museum of Me". Já falei dela e mostrei mais fotos em post aqui no blog: "Museum od Me - Um mergulho na sua alma digital"


Quando um músico maestro cravista maravilhoso que além de tocar maravilhosamente, também confecciona artesanalmente o instrumento; um artista que pintou toda a Capela Magdalena e ainda montou um museu de miniaturas com cerca de 500 peças todas feitas por ele, curte e comenta com um emoji fofo a foto das humildes garrafinhas que a pessoa pintou, essa pessoa fica como como?

Primeiro com mais certeza de que o Sr. Roberto de Regina é muito gentil, sensível, educado e genial, e que todos deveriam conhecer a sua arte e fazer a visita a Capela Magdalena para ouvir um concerto de cravo (se quiser saber mais, pode ver neste post aqui.

Segundo a pessoa ficou toda boba, se achando, e com vontade de pintar umas garrafinhas e levar de presente pra ele.


Comecei despretensiosamente a assistir a série "Unbelievable" e maratonei. Gostei muito! Ate já fiz post contando o que achei. É só clicar no link "Série Unbielivable"


Um dia de semana qualquer fui almoçar em casa com a filha e experimentar um baião de dois vegano que encomendamos. Almoçar em casa é quase um evento, um momento especial, porque não trabalho tão perto assim. Mas fazer isso de vez em quando, de surpresa, sem mais nem menos, torna um dia normal mais especial. 


Saí para jantar, trocar ideias, conversar, rir, desabafar, dar e receber apoio, com uma das amigas que seriam presenteadas com as garrafinhas pintadas por mim. Aproveitei para entregar o presente e no dia seguinte recebi outro presente dela. A demonstração do quanto ela ficou feliz.  


Pequenas felicidades que vão e voltam. A felicidade real é compartilhada com pessoas reais, com olho no olho, com presença e delicadezas.

Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.


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sábado, 21 de setembro de 2019

Série Unbelievable



Inacreditável! Apenas 21h30 e eu já estava pronta para ir dormir. Um horário confortável para finalmente eu acordar no dia seguinte sem me arrancar para fora da cama, nem passar o resto do dia bocejando. Mas no caminho para o quarto eu passei em frente a TV e tive a ideia de selecionar um filme leve, descontraído para ver por apenas trinta minutos antes de finalmente ir me deitar. Ainda daria tempo suficiente par uma inacreditável noite de oito horas de sono.

Ligo a Netflix e a chamada de fundo, em evidência, era a série "Unbelievable" com a breve descrição "Uma jovem traumatizada relata ter sido estrupada por um homem que invadiu a sua casa. Agora, ela tem que encarar um turbilhão de emoções e policiais cada vez mais céticos". 

Série Inacreditável


Pensei: não, não é isso que estou procurando. Quero algo leve. Mas a chamada dizia ser baseado em história real inspirada na reportagem “An Unbelievable Story Of Rape” (em tradução livre: “Uma História Inacreditável de Estupro”), artigo vencedor do Prêmio Pulitzer de jornalismo em 2016.

Aí tocou o sino da minha curiosidade. Resolvi assistir apenas uma parte do primeiro episódio e persisti na minha ideia de dormir cedo e aproveitar bem a noite de sono. Mas o primeiro episódio que apresenta a história da adolescente Marie (Kaitlyn Dever), apesar dos seus 56 minutos, passou em um instante. Nem me dei conta que já estava no segundo episódio.

Assim fui acompanhando o desenrolar da história de Marie Adler, uma jovem que passou quase toda a sua vida pingando de família em família de acolhimento. Quando ela parece estar encaminhada, estudando, trabalhando e morando sozinha com o acompanhamento de orientadores, sua casa é invadida durante o amanhecer por um home que a violenta. Marie presta queixa na delegacia, mas o seu estado emocional e maneira estranha de lidar com a situação, aliado ao fato da falta de provas, faz com que a polícia duvide do relato da menina. Momentos revoltantes!

Em paralelo a história de Marie, em outra cidade, um crime com as mesmas características ocorre. Porém a investigação é conduzida por uma mulher, a detetive Karen Duvall vivida por Merritt Wever, que se revolta com a situação. Mesmo com a falta de provas ela acredita na vítima, se sente incomodada e inconformada com a possibilidade de não pegar o criminoso. É na busca por provas e pela verdade que Karen encontra Grace Rasmussen (Toni Collette). As duas motivadas pela indignação, pelo senso de justiça e pela empatia com as vítimas seguem a investigação até o criminoso.

Me envolvi com a história, com a condução da história, com os altos e baixos da investigação e fiquei muito curiosa para ver o desfecho da investigação. Ou seja, fui dormir de madrugada depois de assistir a vários episódios.

A série questiona o posicionamento dos homens em relação aos crimes de violência sofrido pelas mulheres.

Questiona o posicionamento dos policiais: faz diferença os crimes cometido contra mulheres ser ter investigação liderada por mulheres ou por homens?

Questiona o posicionamento da sociedade frente a mulher agredida: o passado da mulher, o comportamento, a forma como lida com o trauma devem influenciar na credibilidade da vítima?

Inacreditável, são oito episódios que passam sem perceber. Vale a pena assistir, maratonar, e passar o resto do dia bocejando e pensando "que série foi essa!".





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quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Museum Of Me - Um mergulho na sua alma digital


O Rio de Janeiro continua lindo sim, é uma Cidade Maravilhosa sim, mas tem muitos acontecimentos, principalmente da cena cultural que acontecem primeiro em São Paulo e muitas vezes nem chegam a vir para Rio. É nessas horas que eu, carioca apaixonada pela cidade, fico com aquela invejinha dos amigos vizinhos paulistas. A instalação “Museum of Me – Um mergulho na sua alma digital” foi um desses acontecimentos que chegaram à Avenida Paulista antes de vir sentir a maresia carioca. E eu fiquei aqui na vontade de experimentar sem nem saber se teria a oportunidade. Mas eis que o cubo que promete escancarar no nosso DNA digital foi montado no térreo do CCBB do Rio.

Na primeira segunda-feira de “Museum of Me” no CCBB-RJ lá estava eu na minha gora do almoço. 



Fila mínima, apenas três pessoas na minha frente, e agendei o meu horário com tempo para rever a exposição “Raiz” de Ai Weiwei. Só uma dica: às segundas-feiras o CCBB é muito mais vazio. Até hoje as pessoas se esquecem que ele abre às segundas e fecha às terças, ao contrário dos demais centros culturais ao redor. 

No meu horário lá estava eu toda curiosa e preparada (sem o meu sapato e devidamente calçada da proteção nos pés), pronta para entrar na tal sala escura equipada com dezenas de displays de led que iriam se iluminar e projetar cenas da minha vida social. Isso mesmo, uma exposição imersiva e personalizada! 

Na entrada do cubo temos que digitar nosso nome de usuário do Instagram (que deve estar em modo público). É claro, a mostra audiovisual é formada por imagens compartilhada por nós mesmos.






Assim que entramos, nos deparamos com uma sala com painéis de led e espelhos em todas as lados. Eu fiquei ali meio de bobeira me olhando nos espelhos, rodando pra lá e pra cá, querendo me ver em todas as projeções até aos poucos comecei a perceber sons, imagens e luzes na minha visão periférica. E reconheci essas imagens.

De repente todos os painéis parece que despertam em uma explosão de cores e sons . E o interessante é que reconhecemos as imagens, as hashtags, as legendas os emojis. Todos correspondem as foto do nosso feed do Instagram formando uma grande colagem caleidoscópica. 




É uma experiência bem interessante e divertida, mas muito rápida. E como boa mãe que sou, assim que vi a foto das minhas filhas fiquei do tipo babando e não vi mais o resto. Coisa de mãe, né? Eu fiquei de bobeira olhando para as fotos delas e quando me dei conta já tinha acabado o meu tempo. Vou voltar. O ideal é agendar dois horários. Um para ver as fotos, olhar tudo que é exibido da sua vida, e outro para fazer fotos e rever com mais detalhes.




A exibição tem duração de aproximadamente 2 minutos. Apesar de somente uma conta ser ativada, você pode entrar sozinho, ou com até três acompanhantes. 





A instalação fica no #ccbbrj até 29 de setembro e é gratuita.




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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

A Semana 37 de 2019 - Olhando com calma


Como é bom para mim esse momento de parar e rever a minha semana. É uma maneira de eu avaliar se atendi as minhas reais necessidades, se apenas busquei distrações, se consegui equilibrar os meus papeis e até se fiquei mais em função das expectativas dos outros.

Por outro lado é uma ótima oportunidade de realinhar, de pensar em qual foco dar na semana que se inicia. Eu adoro.

Assim que comecei a buscar as fotos para o post eu pensei: nossa! Que semana parada! Não fiz praticamente nada além de trabalhar e voltar para casa. Mas olhando com calma...


Fui com as filhas na feira Vegannezando com as filhas. Passamos uma manhã conhecendo algumas opções, escolhendo outras, experimentando algumas. Almoçamos juntas, conversamos e voltamos pra casa com aquela sensação de cumplicidade boa e tranquila.

A Sofia, minha caçula, depois de mais de uma sendo vegetariana, está vegana. Com isso eu preciso explorar esse universo novo para mim. Está sendo bom para ver outras alternativas, experimentar novos sabores, estar aberta a outros. 


Fui com as amigas ver a exposição "Biblioteca à Noite" que estreou nesta semana no SESC Copacabana.  A exposição é sensacional. Eu que já gosto bastante de uma biblioteca, de uma livraria, fiquei encanada com a exposição. Uma das minhas amigas se deu conta que em suas viagens não costuma visitar as bibliotecas das cidades. Eu já incluo, sempre que dá, a visita a biblioteca no meu roteiro. Mas me dei conta que não tenho posts sobre as bibliotecas. Nem das duas mais belas aqui do Rio,mas vou providenciar.


Voltei ao Paço Imperial, na hora do almoço de um dia da semana, para rever a exposição do Ai Weiwei que está parte lá e parte no CCBB.


Fui ao Theatro Municipal com a minha filha Ana Luiza assistir ao balé do Grupo Corpo. O espetáculo de 2019 é "Gil" e está sensacional. O outro número que eles trouxeram foi "Sete a oito peças para uma balé" que eu já tinha assistido, mas sempre vale a pena rever.



Olhando com calma para essa semana que me pareceu de poucos eventos eu percebi que fiz o que foi importante para mim. Estive com quem eu queria estar. E acima de tudo respeitei os meus dias me sentindo cansada e precisando de calmaria.

Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.


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domingo, 15 de setembro de 2019

Garrafas Pintadas - Usando os presentes antes de entregá-los


estou sempre colorindo algumas peças. Eu faço aula de pintura em madeira, mas gosto também de pintar garrafas. Acho que ficam bonitas na decoração e dão um charme a um cantinho qualquer, ainda mais quando estão com flores. Já mostrei aqui esse meu gosto no post "Minhas Garrafas".

Encontrei na lixeira quatro garrafas de cerveja e fiquei com pena delas ali abandonadas em um lixo que nem era para reciclagem. Assim que vi as garrafas ali no chão eu me lembrei de uma gamela que repaginei para uma amiga e com três pratinhos de apoio. Foi o suficiente para dar inspiração para pintar as garrafas de modo que combinasse. 

Bottle painting


Garrafas devidamente recolhidas, levadas para casa, lavadas e preparadas, comecei a fazer a pintura. Mas senti falta de uma quinta peça para fechar as cores. Um amigo conseguiu uma garrafa igual e o conjunto ficou pronto.

Está enfeitando a minha varanda enquanto eu não entrego para a minha amiga.

Bottle painting

Meu primo me convidou para um churrasco na casa dele e resolvi pintar três garrafas para levar de presente para a mulher dele. Foi para ela que eu dei cara nova em uma bandeja. Ela adora amarelo!

Bottle painting

Pensando na Sandra, na alegria dela, escolhi as cores de forma que o amarelo estivesse presente e em destaque. 

bottle painting

E enquanto o dia do churrasco não chega as garrafas estão enfeitando a minha mesinha de cabeceira. Porque sou dessas que usa antes o presente que vai dar para as amigas. 

Eu faço aula de pintura com a professora Odila Freire no Atelier Odila Freire. As pinturas têm a orientação dela e o estilo da #tecnicaodilafreire


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