domingo, 4 de novembro de 2018

A Semana 44 de 2018 - Cheia de histórias


Se, ao longo dessa semana que passou, eu encontrasse alguém naqueles encontros rápidos que acontecem no metro, na hora do almoço ou no caminho de volta pra casa, e naquela conversa rápida de oi, tudo bem? pra cá e oi tudo bem? pra lá, seguida de: como está a vida?, o que você tem feito? ou quais as novidades?, a minha resposta certamente seria: ih, tenho trabalhado muito, chegado mais cedo e saído mais trade. Ando bem enrolada. 

Nada em clima de reclamação não, porque estou motivada, focada e entendendo os frutos desse esforço. Apenas com a visão restrita e em uma única direção da minha semana.

Hoje ao sentar no computador para separar as fotos do post da semana, enquanto todos dormiam ainda afetados pela mudança do fuso devido ao horário de verão, tive a oportunidade de reolhar os meus dias e ampliar o campo de percepção.

Hoje se após me levantar daqui e for ali na padaria comprar pão para o café da manhã eu encontrar alguém ao acaso, a minha resposta seria bem diferente: tenho trabalhado bastante e, apesar disso, tenho conseguido ter momentos bem felizes em diversas áreas da minha vida. 

A Ana Luiza está começando a dirigir, acabou de tirar carteira. Pois é, o tempo passa rápido. Outro dia era aquele bebê sentado na cadeirinha no banco de trás enquanto eu dirigia tentando focar no trânsito e chegar rápido no meu destino para pegá-lo no colo e acaber com aquele choro. Hoje sou eu que estou no banco do carona, fazendo passeios para ela pegar segurança no volante.

Foi em um desses passeios que paramos no Quebra-Mar, na Barra da Tijuca, para apreciar a vista e o fim de tarde. Ela, a Ana Luiza, não conhecia essa parte do Rio, e caminhamos no pier, contemplamos o cenário, admiramos a beleza da cidade em que moramos, observamos o movimento das ondas. 


Seguimos o nosso plano de assistir um filme francês por semana para treinar a língua. Aliás, nesta semana assistimos a dois filmes. O primeiro foi "“Un Beau Soleil Interieur” (Deixe A Luz do Sol Entrar, 2017)", com Juliette Binochet e Gérard Depardieu, anunciado como comédia. Prometia!


Na verdade achamos o filme chato, mais para um melodrama que não faz chorar e uma comédia que que não faz rir. As risadas ficaram mesmo por conta da minha irritação com a personagem Isabelle Huppert, uma mulher separada com uma filha e vida profissional que está em busca do amor. Nesta busca ela se envolve com pessoas complicadas. Eu não me contive e dialoguei com Isabelle várias vezes tentando mudar o rumo da história, o que fazia a Ana Luiza rir. 


Retornei à Casa Fundação Roberto Marinho para tomar um café da manhã em família, passear pelos jardins e rever a exposição "Modernos 10, Destaques da Coleção".


Com a ajuda da Ana Luiza acabei de pintar a primeira leva de garrafas para o chá de fraldas do meu sobrinho. As garrafas vão funcionar como centros das mesas dos convidados. 

Centros de mesa para festas

Depois de receber a receita de um bolo que uma amiga tinha acabado de fazer, joguei a preguiça de lado, deixei a gula me dominar e fui para a cozinha com a Sofia para preparar esse bolo de chocolate delicioso, fofinho e prático

Ir para a cozinha em família proporciona momentos agradáveis, conversas boas e muita memória afetiva. 


Falei que assistimos dois filmes, né? O segundo foi a comédia francesa "De Carona Para o Amor". Eu estava louca para assistir a esse filme desde que fui convidada para a cabine de imprensa e não pude ir.

O filme conta a história de Jocelyn, empresário bem-sucedido, um conquistador, mentiroso inveterado, com medo de envelhecer e que valoriza a beleza e o corpo físico. Cansado de ser ele mesmo, acaba seduzindo uma bela e jovem mulher ao se passar por um deficiente físico. Até o dia em que ela lhe apresenta a irmã, também deficiente.

Uma comédia leve, divertida que fala sobre deficiência, amor e dar valor ao que realmente é importante.



Fiz a minha terapia semanal, da qual não quero ter alta, com as amigas. Um encontro para brindar as amizades, aos caminhos de vida que se cruzam, tomam rumos diferentes, mas continuam no mesmo mapa.


Uma simples saída para comprar duas cervejas para o marido se tornou um passeio divertido e com destino inesperado. Tá certo que a cerveja demorou muito mais para chegar, mas quando isso aconteceu veio com algo a mais. Veio com história.


Porque sempre temos histórias para contar. Criamos as nossas histórias a cada momento que vivemos, a cada caminho que percorremos, a cada encontro, e até a cada história de outros que ouvimos.

Aquela semana que parece ter apenas uma história pode ter um repertório maior e mais rico do que inicialmente percebemos, basta olhar com atenção.

Este post faz parte da BC #ReolharAVida proposta pela Elaine Gaspareto que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.




Você pode me encontrar também

A Autora:
Chris Ferreira

Chris Ferreira

Eu, uma mãe integral mesmo trabalhando em horário comercial, que procura equilibrar os diferentes papéis da mulher com prioridades e alegria.

Acredito que podemos levar a vida a sério, mas de forma divertida e é isto que eu tento mostrar no blog.

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Um comentário:

  1. Nossa, esse post é maravilhoso, acho que tenho que entrar nesse grupo e semanalmente reolhar meus dias e revê-los com outros olhos mesmo.

    Beijão
    Quézia Silva
    http://kemuelpresentededeus.blogspot.com/

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