sexta-feira, 21 de junho de 2019

Nosso primeiro Estrogonofe Vegano

Os filhos sempre nos ensinando e nos fazendo aprender coisas. Os filhos sempre nos desafiando, aqui no sentindo de estímulo. Quando achamos que está tudo sob controle, eles chegam com alguma novidade nos colocando frente a novos desafios. Isso é bom porque nos motivam e nos ajudam a sair da rotina.

Está sendo assim comigo em relação a alimentação. Já estava tudo mais do que confortável aqui em casa em relação a esse assunto até que a Sofia resolveu tirar a carne vermelha do cardápio dela. Um ano após isso ela foi além e tirou qualquer tipo de carne. Refizemos cardápios, consultamos nutricionista, introduzimos novos itens, aumentamos a quantidade de grãos, aprendemos novas receitas. 

Quando já estávamos nos adaptando ao cardápio dela, a ter dois cardápios em casa porque o resto da família come carne, ela me aparece com outra novidade: retirar tudo de origem animal. E olha que a garota é determinada!

A própria Sofia buscou novas receitas, foi para a cozinha preparar alguns pratos, eu passei a frequentar restaurantes veganos para ter ideias de pratos para fazer, estamos indo para a cozinha juntas, e claro, já temos consulta na médica e retorno à nutricionista. 



Estrogonofe sempre foi o prato preferido da Sofia, logo foi a primeira receita a ser adaptada. Fizemos o estrogonofe vegano e ficou maravilhoso.


O que utilizamos:

- 300 g de mix de cogumenlos;
- 1 cebola média picada;
- 2 xícaras de castanha de caju;
- 2 xícaras de água;
- azeite;
- 1 colher de sopa de molho inglês;
- 1 colher de sopa de mostarda;
- 1 colher de sopa de ketchup;
- 2 colheres de sopa de molho de tomete;
- sal, pimenta e noz moscada.

Normalmente usamos o molho de tomate caseiro, mas nesse dia estávamos com mais preguiça e quisemos experimentar o molho de tomate que compramos na feira de orgânicos.

Como fizemos:

Primeiro o creme de leite de castanhas de caju sem sal. Deixamos as castanhas de molho em água morna por 30 minutos. Escorremos a água que hidratou as castanhas e demos uma boa lavada nelas.  Colocamos as castanhas no liquidificador com um pouco de água e batemos. Fomos adicionando a água aos poucos e batendo para ver a consistência. Assim chega a um resultado pastoso e liso, nem muito grosso, nem muito ralo, está pronto.


Em um frigideira refogamos a cebola picada em um fio generoso de azeite e deixamos dourar sempre mexendo.


Acrescentamos os cogumelos e misturamos até eles murcharem o que significa que cozinharam.

Obs: não se deve lavar os cogumelos porque eles funcionam como esponja e absorvem a água levando a sujeira para dentro deles. Passe apenas um pano úmido para retirar a areia, se tiver.


Adicionamos o molho inglês, a mostarda e o ketchup. Depois colocamos o creme de leite sempre misturando.


Foi a vez de adicionarmos o molho de tomate (três colheres de sopa bem cheias foram suficientes para dar a cor que queríamos para o nosso estrogonofe). Finalizamos com o sal, a pimenta e a noz moscada.


Servimos com arroz integral e batata palha.


Essa receita rendeu para o almoço e o jantar de três pessoas. 


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quarta-feira, 19 de junho de 2019

Comédia Francesa "Meu Bebé" - Para todas as mães que terão o ninho vazio um dia


Hoje acabou o Festival Varilux de Cinema Francês de 2019 e eu infelizmente consegui assistir apenas dois filmes. Bons tempos em que eu conseguia ir a todos! E os dois que eu vi foram ótimos o que me deixou mais ainda com a sensação de que perdi muito filme bom. Tudo bem. Agora é esperar alguns entrarem em cartaz no circuito oficial e outros serem lançados no streaming.

Um dos filmes que eu assisti no festival foi a comédia francesa “Meu Bebê (Mom BèBè). Vou aproveitar que ainda estou sob o efeito do prazer de assistido, da levezas dos risos e a emoção das lágrimas, estas somente no finalzinho, que ele arrancou para dar a dica, falar neste longa que foi uma das atrações do 10º Festival Varilux de Cinema Francês, deixar registrado aqui.





O filme, da diretora Lisa Azuelos, conta a história de Heloise (Sandrine Kiberlain) uma mãe de três filhos em que sua "caçulina", Jade (Thaïs Alessandrin), está prestes a completar dezoito anos e deixar o ninho para continuar seus estudos no Canadá. Vem aí a tal síndrome do ninho vazio pelo qual toda mãe vai passar um dia e a minha está cada vez mais próxima. 

Conforme a partida de Jade se aproxima Heloise vive esse estresse da partida aliado ao sentimento do ninho vazio em paralelo com as lembranças da sua bebê desde o nascimento. São essas lembranças dos momentos compartilhados que vai mostrando como a relação de mãe e filha é profunda, próxima e sincera. O tipo relação que toda mãe quer construir com os filhos e os filhos terem com a mãe. 

Com diálogos ótimos e situações divertidas o filme vai mostrando também como essa ruptura será difícil para ambas, porém necessária para o crescimento da filha e para a retomada da vida mais pessoal da mãe. Às vésperas da partida da filha, Heloise faz uso desse momento para analisar a própria independência, solidão, relações profissionais, o quanto abriu mão de sua vida e o quanto isso valeu a pena, e o contato com os outros filhos, também entrando na idade adulta.

Dominada pelo desejo de aproveitar ao máximos esses últimos momentos juntas Heloise praticamente se esquece de viver o presente e foca em registrar ao máximo o dia a dia da filha pensando na saudade que irá sentir. Outro ponto de identificação. Muitas de nós mães ficamos com o celular na mão filmando, fotografando, registrando cada fase dos filhos com a sensação de que estamos "segurando" aquele momento, fazendo com que ele dure por mais tempo e com isso podemos estar na verdade fazendo com que passe mais rápido e menos vivido. E claro, os filhos adolescente se irritam.

"Mom Bèbè", ou "Meu Bebê" é um filme que toda mãe deveria assistir, de preferência com os filhos adolescentes ao lado, não só por ser divertido, leve, justo e verdadeiro, mas por criar essa identificação. E isso acontece justamente porque a história da personagem Heloise é na verdade a história real da diretora Lise. Ela mostra que é difícil sim criar os filhos praticamente sozinha, mas totalmente possível, proveitoso e gratificante. O quanto a proximidade com os filhos é rica, divertida, emocionante e cheia de aprendizados. E na minha opinião ainda rejuvenesce. 

Sandrine Kimberlain está perfeita como mãe cercada de jovens atores cheios de talento! 





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sábado, 15 de junho de 2019

A Semana 24 de 2019 - Alimentando-me


Semana cheia. Preenchida. Essa é a conclusão que eu faço após selecionar as fotos para o post e rever as emoções, sentimentos, sensações, aprendizados, problemas surgidos, problemas resolvidos e até os pendentes. 

Começou com um final de semana em Búzios para comemorar o aniversário de 14 anos da Sofia. Esse foi o pedido dela. Passar um final de semana na Pousada dos Guardiões, na Praia da Ferradura, com mais três amigas. Foi um final de semana de sol, praia, Rua das Pedras, piscina, risos, brincadeira, trapalhadas, alimentado o coração de alegria. 


De volta para a rotina resolvi alimentar o corpo experimentando um restaurante novo, uma comida leve, sem carne e muito saborosa na companhia de amigos para conversar sobre um tema literalmente viajante: viagem para Fernando de Noronha. 


Mais uma viagem na semana. Dessa vez uma viagem à trabalho e somente minha. Levantar da cama antes do sol despontar no horizonte, deixar a casa enquanto a família ainda dorme pode ser cansativo. Mas por outro lado possibilita contemplar a beleza do nascer do sol.


Voar rumo a São Paulo, a vizinha tão próxima e tão diferente, sozinha permite alimentar a alma com a sensação de liberdade. A expectativa de dois dias de muito trabalho pela frente, mas com a possibilidade de me preencher de mim mesma, como nesse Dia dos Namorados só meu. E também comer bem. Porque se tem uma coisa que paulista sabe fazer é comer bem. Até fiz um post falando de como comer bem no Itaim Bibi, em São Paulo.


Na volta ao Rio fui experimentar um restaurante vegano. A minha filha mais nova está vegana. Ainda não sei até quando, se será uma opção definitiva ou não. Mas estou buscando informações, ideias e novas opções de cardápio. Experimentei feijoada vegana (vou fazer em casa), picadinho de proteína de soja, farofa de alho poró e bolinho de grão de bico. Tudo bem saboroso. Dia de alimentar o corpo e as ideias.


Eu gosto de aproveitar os meus horários de almoço para, além de alimentar o corpo, alimentar também a alma com passeios e programas culturais. Tenho a sorte de trabalhar no Centro do Rio que é muito rico de opções culturais e históricas gratuitas. Fui ao Centro Nacional de Arte Hélio Oiticica conferir as exposições em cartaz. Me diverti bastante com uma exposição interativa sobre dança. 


Fui com a minha filha e uma amiga do trabalho assistir ao espetáculo Nó da Deborah Colker que estava em cartaz a preços populares no teatro Carlos Gomes, uma dos mais tradicionais teatros do Brasil e cheio de história. Imagina um teatro que  sobrevive mesmo já tendo passado por três incêndios?! 


Foi uma semana intensa e cheia de sabores. Alimentei a alma, o corpo, a mente, o coração. Me cerquei de pessoas que amo e de mim mesma. Me preenchi de mim mesma. 

Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.


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sexta-feira, 14 de junho de 2019

Comendo bem no Itaim Bibi, em São Paulo


Vira e mexe eu preciso fazer uma viagem a São Paulo à trabalho. Viagens que para muitos são sinônimos de correria e motivo de cansaço. Mas eu sempre aproveito para transformar essas jornadas de labuta na metrópole vizinha em algo a mais, dar um toque de passeios agradáveis, jogar uma pitada de turismo.

A última foi viagem rápida de apenas dois dias. Sobra pouco tempo para explorar. Mas sempre dá para conhecer algo novo. Experimentar. Normalmente eu procuro os programas culturais, mas desta vez como eu estava no Itaim, um bairro famoso pela gastronomia. Então eu aproveitei o tempo vago para experimentar sabores. 

No primeiro dia almocei no Nattu, um restaurante com uma pegada natural-orgânica que eu já tinha vista a indicação no blog Tofu Colorido e recebido como dia de uma amiga.  Duas indicações para o mesmo restaurante que estava a 900 metros é aval mais do que suficiente para aguçar a minha curiosidade e apetite.

Restaurante Nattu em São Paulo

Lá fui eu em minha companhia. Chegando eu já gostei do ambiente.

Como eu queria conhecer o local optei por fazer uma refeição completa com entrada, prato principal e sobremesa, mesmo sendo muito para uma pessoa só.

A entrada já me conquistou. Salada de folhas frescas e crocantes com um molho maravilhoso.

Restaurante Nattu em São Paulo

O Nattu oferece em seu cardápio comidas vegetarianas, opções sem glúten e sem lactose. Mas disponibiliza pratos com carnes também. Eu fui para uma opção sem glúten e escolhi esse salmão com bifum divino. Mas tive que parar antes de limpar o prato para sobrar espaço para a sobremesa. Lamentável o desperdício... :(

Ah, e uma ótima surpresa para uma carioca: o Nattu tem água de coco natural! Me conquistou de vez!

Restaurante Nattu em São Paulo

A hora da dúvida chegou. A sobremesa. Qual escolher quando se deseja todas? Escolhas sempre significam abrir mão de algo. Eu abri mão da torda de brigadeiro e escolhi o cheesecake com calda de blueberry sem açúcar. Delicioso! Fiquei feliz com a minha escolha.

Restaurante Nattu em São Paulo

À noite optei por conhecer o restaurante do Jamie Oliver, apesar de ter garrado implicância nele desde que detonou o nosso brigadeiro e quindim. Fiquei naquela de vou, não vou. Mas eu tinha recebido a indicação de uma amiga e era perto do meu hotel. Dava para ir caminhando o que é muito importante se considerarmos o trânsito da capital paulista.


O ambiente do restaurante tem um toque contemporâneo, mesclando simplicidade e modernidade em um mesmo espaço. Eu gostei da mistura de mesas com tampo de madeira desgastadas com cadeiras metálicas azuis e vermelhas. Escolhi uma mesa com cadeiras azuis.

Sentei, folheei o cardápio e comecei a salivar. Eu adoro a culinária italiana. Amo massas! Principalmente as caseiras.

Mais uma vez eu queria a entrada, o prato principal e a sobremesa. Queria aproveitar a experiência na sua totalidade.

Escolhi de entrada, mesmo sendo uma entrada indicada para duas pessoas, os cogumelos assados. Maravilhoso. Comi tudo. Nem pensei em deixar espaço para as próximas etapas.


 O prato principal foi Spaghetti alla Norma. Como a massa é de fabricação própria, tudo fresco, feito hora, a orientação é misturar bem para absorver o molho. Assim eu fiz!


E a sobremesa arrasadora foi a panacota de baunilha com calda de frutas vermelhas. Tudo muito bom.


O planejamento para o meu segundo dia seria almoçar no Eataly. Não resisto ao Eataly. Preciso passar lá sempre que vou a São Paulo. Seja para comer em dos restaurantes, seja para comprar uma massa e ingredientes para preparar na cozinha do hostel, seja para trazer algo para casa ou beliscar por lá mesmo. E jantar no restaurante da Paola.




Na hora do almoço eu resolvi fazer uma social com o pessoal do trabalho e acabei almoçando por perto em um self service gostoso e arrumadinho. A princípio o Eataly ficou descartado. Mas à noite eu mudei os planos novamente. Não tinha me tocado que era noite de Dia dos Namorados e os restaurantes mais famosinhos estavam lotados. Logo, restaurante da Paola ficou para a próxima. Fui para o meu queridinho Eataly depois de ter visto o pôr do sol no Farol Santander. 

Como contei no post "Namorando-me no Dia dos Namorados" a intenção nem era mais jantar. Mas quando vi as mesas da Trattoria Italia não resisti. Me presentei com mais um esquema entrada, prato principal e sobremesa. 

A entrada foi o pão italiano com azeite. Muito bom. De prato principal eu escolhi uma massa com lula e polvo. Muito boa mesmo.


E me presenteei com a sobremesa do dia dos namorados sem nem saber do que se tratava. Escolhi apenas pelo formato e pela cor. Era uma mousse de morando com casca crocante e calda de frutas vermelhas. Sinceramente estava mais bonita do que gostosa. Mas valeu muito a pena. 


E para completar... tem coisa melhor do que café da manhã de hotel? Eu estava hospedada no The Capital São Paulo Itaim Bibi Future Grand Mercure. Nome grande né? Com um café da manhã que faz jus ao nome.


Com todas as opções de um digno desjejum de bons hotéis






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quinta-feira, 13 de junho de 2019

Namorando-me no Dia dos Namorados




Estava eu em São Paulo sozinha (fui à trabalho e a família ficou em casa) e plena em pleno Dia dos Namorados. Depois do expediente fui aproveitar a minha última noite na cidade no estilo que eu gosto, turistando.

Peguei um táxi e segui contemplando a vista da cidade. Ora absorta nos meus pensamentos, ora voando na imaginação, ora contemplando a mais de perto a paisagem que passeio o dia inteiro vendo ao longe através da janela do escritório.



Dava tempo de assistir ao pôr do sol e resolvi fazer isso de um ponto turístico que eu não conhecia ainda. Fui ao Farol Santander ver o pôr do sol no melhor estilo paulistano, do topo de  prédio que por muitos anos foi considerado o edifício mais alto de São Paulo.


Desci do 26º andar calmamente passando pelas exposições temporárias, entre elas "Metaversø": espaço onde o mundo virtual transforma-se em uma metáfora do mundo real.


Somente quando saí do prédio é que me toquei que o atual Farol Santander é o antiguinho  Edifício Banespa ou Banespão, nome carinhosamente dado pelos moradores de São Paulo, e também o local onde o meu marido trabalhou quando morou em São Paulo. Fiz um foto, mandei para ele pelo Whatsapp e segui meu caminho me sentindo tranquila, plena, livre, fazendo o que eu queria no tempo que queria. 



 A ideia era dar uma passadinha no Eataly (não resisto ao Eataly. Preciso passar lá sempre que vou a São Paulo) com a desculpa de comprar uns chocolates pra levar para a família, comer uma fatia de pizza daquela que fica no final à esquerda do andar térreo e voltar para hotel. Dormir cedo já que embarcaria de volta para o Rio ainda pela manhã.

Mas chegando lá aviste uma trattoria italiana com a mesa preparada para o Dia dos Namorados com vela e rosa. Apesar do meu nível de romantismo aquariano ser abaixo do nível do mar. Fiquei com vontade de um encontro comigo mesma, mesmo estando com pouca fome. Mesmo uma única fatia de pizza sendo suficiente. Me achei merecedora. Quis comemorar o meu namoro comigo mesma. Entrei. Sentei me sentindo bem, relaxada, com aquela felicidade simples, de boa mesmo. Tipo tranquilona. 

Aí a mulher da mesa ao lado começou a me olhar com cara de piedade. Ela simplesmente desconcertou com a uma mulher jantando sozinha no Dia dos Namorados. Não conseguia mais olhar para o companheiro que estava a sua frente. Só me olhava com aquela cara. E eu de boa, feliz. A essa altura eu já estava conversando com o casal da mesa do outro lado que tinha comido alface o dia inteiro para se permitir comer massa durante a noite. E nesse bate-papo ouço a piedosa da outra mesa sussurrar com o namorado, marido, sei lá, "coitada é a única sem namorado no Dia dos Namorados". 

Até me deu vontade de contar pra ela o quanto eu estava me sentindo bem por estar ali justamente porque eu queria, o quanto estava me divertindo com liberdade e segurança porque é isso que realmente importa em qualquer relação. O quanto eu tenho zero problema em sair sozinha. Até gosto algumas vezes. E aquele era um dia que eu estava gostando muito da minha companhia. Até aconselhar a ela experimentar essa parada de estar consigo. Mas a comida estava tão boa, a conversa com o outro casal estava tão boa e eu estava tão de boa que deixei pra lá. 



Confesso que por alguns instantes até rolou uma reciprocidade porque pensei: coitada, estou aproveitando mais o meu jantar de Dia dos Namorados aparentemente desacompanhada preocupada comigo mesma do que ela aparentemente acompanhada também preocupada comigo. Mas também deixei esse pensamento pra lá e voltei pra minha atitude e pedi um vinho pra ficar mais de boa com a minha última noite em São Paulo que por acaso era no Dia dos Namorados.

O que ficou dessa noite? Uma lição: namore-se!

Texto publicado inicialmente no FB.





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