quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Pintura - Aviãozinho para os Pequenos Príncipes

Eu ganhei de uma amiga esses dois aviõezinhos em madeira. Como não posso ver uma peça em madeira crua que já quero pintar e colorir, resolvi enchê-los de cor.


Os aviõezinhos coloridos seriam presentes para os meus sobrinhos. Dois pequenos príncipes da família.



Para o brinquedo ficar mais interessante, pedi a minha amiga crocheteira para fazer dois amigurimis de Pequenos Príncipes.



Eu fiquei completamente apaixonada pelo resultado dessa dupla arteira: pintura em madeira e croché.


Para mim a rosa foi aquele toque a mais que dá um tom todo especial para o conjunto.


Em homenagem a ela deixo uma das frases do Pequeno Príncipe: "É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou.".

Outras pinturas para os sobrinhos:



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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Musical 70? Década do Divino Maravilhoso

Estava eu na minha aula semanal de pintura contando para as amigas da apresentação de Frenéticas que eu faria no próximo final de semana no aniversário de 50 anos da escola da minha infância. Eu estava contado que eu ainda não tinha o meu figurino quando a porta do atelier se abre e um mulher usando um par de botas divino e um casaco felpudo maravilhoso. Eu já ia perguntar onde a tal intrusa encontrou as peças, pois estas seriam perfeitas para a minha personalização de Frenéticas, quando ela começou a elogiar as peças da loja. Reconheci aquela voz! Olhei mais para cima, até então os meus olhos estavam pregados no figurino da mulher, avistei o cabelo roxo e reconheci o rosto. Era Baby do Brasil. Ela que está, junto com as Frenéticas, fazendo participação no musical “70? Década do Divino Maravilhoso” em cartaz no teatro em frente ao Atelier da Odila Freire onde eu faço a aula de pintura.

Baby se encantou com tudo na loja, comprou várias peças antes de entrar para uma entrevista antes de fazer a sua entrada no palco. Foi assim que eu fui parar no camarim da Baby do Brasil e na coxia do espetáculo “70? Década do Divino Maravilhoso”. Enquanto eu ajuda a minha professora a levar mesinhas de canto, luminárias e banquinhos, entre araras de roupas brilhantes, o movimento era intenso. Músicos-atores corriam, trocavam de roupa e voltavam para o palco.



Me empolguei com aquele momento. Nos empolgamos. Compramos os ingressos para o musical que tem como proposta retratar a década de 70 através da música. A nossa intenção inicial era ver a Baby e as Frenéticas. Mas assistimos a muito mais do que essas divinas maravilhosas. Olhamos para o passado e refletimos sobre o presente. Enxergamos um país que lutou pela liberdade e nos perguntamos onde foi parar as lembranças e o sangue nas veias das pessoas que fizeram essa década transgressora, colorida e extremamente criativa.

Em quase três horas de espetáculo, entre hits da época, nos são apresentadas imagens de recortes de jornais, imagens de TV e revistas com fatos que aconteceram nos anos que compõem essa década. Ao ver chamadas sobre os incêndios na Amazônia, me perguntei se estamos realmente evoluindo ou se ainda vivemos como os nossos pais. Ao me deparar com imagens da anistia e a volta do irmão do Henfil, me perguntei se estamos caminhando para frente ou querendo regredir. Quando apresentam o protagonismo feminino na música dos anos 70, me perguntei se estamos em uma espiral crescente ou se estamos em um movimento cíclico correndo atrás do rabo.

Enfim, um show que me surpreendeu. Vi a Baby arrasar no palco com músicas antigas e a nova “Eu vou dizer que sim” que fala que nos lembra que somos nós que escolhemos o tempo todo. Vi as Frenéticas trazendo alegria e leveza e falando de autoestima e sobre a percepção do que é envelhecer. Mas vimos também a história de uma década que lutou com força e que com criatividade afastou de nós esse Cale-se. Um musical que vale a pena ser visto por quem viveu aquela época e quer recordar e por quem não viveu para saber um pouco do que foi.




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sábado, 17 de agosto de 2019

A Semana 33 - Paradona

Nós temos o nosso tempo. Muitas vezes o nosso corpo ou a nossa mente ou os dois pedem um tempo. E é importante estar atento e respeitar essas necessidades.

Depois de uma semana agitada, apesar da gripe, iniciei esta não dando atenção para vírus que teimava em fazer uso do meu corpo. Não queria me dar por vencida.

Fui na feira de artesanato que estava acontecendo no Palácio do Catete. Aliás, ô lugarzinho bonito!!! O jardim é lindo e o Museu da República mais bonito ainda. E cheio de opções. Tem até um cineminha bem charmoso. Já morei ali em frente e era um privilégio abrir a janela e ter a vista desse jardim. Já passeei muito por ali com as minhas filhas. Aproveitei o passeio para recordar e dar uma relaxada. Enquanto eu caminhava observando o verde ao redor, o lago, os patos, bate uma vontade de fazer um piquenique no gramado, embaixo de uma árvore e de frente pro lago.


De lá, ainda ignorando o meu estado gripal, fui acompanhar o marido e a filha no Maracanã. O jogo foi Flamengo e Grêmio. Não sou Flamengo, muito menos Grêmio. Mas como o Maraca sempre é um passeio que vale a pena, lá vou eu ser contagiada pela emoção das torcidas.


No dia seguinte fiquei mais devagar, mas como era Dia dos Pais fomos almoçar em um restaurante japonês que não conhecíamos ainda. Um almoço em família para comemorar quem merece ser comemorado.


A semana útil começou e eu resolvi prestar mais atenção ao que o meu corpo pedia. Por isso e também por causa das condições do tempo não fui trabalhar de bicicleta. Posso dizer que isso fez falta e diferença nos meus dias, mas era necessário dar um descanso para o corpo. 

Fiquei mais quieta, fiz menos coisas, me contentei em ficar mais sossegada no esquema casa trabalho. Foi aí que comecei a assistir a primeira temporada da série "Vis A Vis". Muitas vezes eu evito começar uma série porque sei que ficarei agarrada nela e não farei mais nada. E foi o que aconteceu. Eu já voltava do trabalhos 11 episódios da primeira temporada nesta semana. Mas foi bom para eu dar uma descansada básica. 

"Vis A Vis" é uma série intrigante, que desperta a curiosidade e dá vontade de maratonar. Traz uma crítica ao sistema carcerário, mostra a violência e abusos presentes nesse universo e aborda temas universais e que todas sabem que existe dentro dos presídios, como tráfico e uso de drogas, os relacionamentos homossexuais, além dos assédios por parte da equipe de funcionários, abortos, jogo de poder. 

Sinopse: "Macarena é uma mulher que se vê na prisão após ser sentenciada a sete anos por um crime de lavagem de dinheiro ao ser enganada por seu chefe, com quem teve um relacionamento amoroso. Seu status de novata na penitenciária Cruz del Sur fará dela o alvo das companheiras veteranas do complexo, especialmente após a morte suspeita e desagradável de uma de suas companheiras de cela."


Nesse clima de calmaria e sossego consegui ir à cabine de imprensa do filme "Socorro, Virei uma Garota". Uma comédia jovem boa para divertir. 


Melhorei um pouco da gripe, mas não fiquei completamente boa. Mesmo assim foi muito importante me permitir descansar o máximo que eu pude. É importante estarmos atentos aos sinais do nosso corpo e respeitá-los. 

Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.


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quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Filhas do Sol - Mulheres, Vida, Liberdade



Desde que o filme “As Filhas do Sol”, título original “Les Filles du Soleil” esteve no Festival Varilux desse ano que eu queria assisti-lo. Primeiro por ser um filme francês e eu já gosto, segundo por ser baseado em fatos reais e terceiro por retratar a força de um grupo de mulheres. Finalmente consegui conferir esse drama francês, com estreia prevista para 26 de agosto, feito com alma para tocar a alma na cabine de imprensa.



Toda a história do filme é baseada em fato real. Retrata uma parte do ocorrido em agosto de 2014, quando o Estado Islâmico invadiu o território curdo, capturando cerca de 7000 pessoas entre os meninos e as mulheres.

Os meninos eram levados para escolas para aprenderem a guerrear pelo Estado Islâmico. As mulheres foram violentadas e vendidas como escravas sexuais. Porém, algumas dessas mulheres motivadas por sua coragem, vontade de viver e de recuperar os filhos roubados, conseguiram fugir, formar um batalhão e lutar contra os soldados iraquianos. É aí que nasce o esquadrão “Filhas do Sol” formado por essas mulheres guerreiras movidas pelo ódio e pelo amor.

Toda essa violência e atrocidades é contada sob o ponto de vista da fotógrafa de guerra francesa Mathilde (Emmanuelle Bercot), que acompanha a luta dessas mulheres que se recusam a se renderem e insistem em lutar por sua liberdade e principalmente pela vida. Em flashbacks o filme vai mostrando como Bahar (Golshifteh Farahani) uma advogada, inteligente, bonita, casada com filho pequeno, se torna a comandante das “Filhas do Sol”, que têm como slogan três palavras que impactam: “Mulheres, Vida, Liberdade”.

Um filme que emociona. Se por um lado nos faz perder a esperança na humanidade diante de tanta crueldade, por outro nos faz acreditar na força do amor e da união. As atuações dessas mulheres estão excelentes.

Sinopse: "Bahar (Golshifteh Farahani) é a comandante das Filhas do Sol, um batalhão composto apenas por mulheres curdas que atua ofensivamente na guerra do país. Ela e as suas soldadas estão prestes a entrar na cidade de Gordyene, local onde Bahar foi capturada uma vez no passado. Mathilde (Emmanuelle Bercot) é uma jornalista francesa que está acompanhando o batalhão durante o ataque. O encontro entre as duas mulheres, dentro do cenário caótico que as cercam, irá mudar a vida de ambas permanentemente.".


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terça-feira, 13 de agosto de 2019

Filme "Socorro, Virei Uma Garota"


Esse papo de troca de corpos já rola nos filmes faz algum tempo. Já tivemos vários com essa abordagem, como "Se eu fosse você", "Virei um gato", "Quero ser grande", "17 outra vez", "De repente 30", entre outros. Daí mais comédia trazendo essa tônica pode parecer mais do mesmo. Até pode ser, mas "Socorro, Virei Uma Garota", vai além da troca de corpos.



É uma comédia jovem nacional que arranca boas risadas da plateia. Traz as questões tipicas da adolescência como querer a aceitação dos amigos e popularidade na escola com um olhar divertido e bem atual.

Júlio (Victor Lamoglia), um adolê no estilo nerd que não se encaixa bem nos padrões de beleza e comportamento exigidos. Aquele típico nerd do ensino médio que tem apenas uma amigo, o Cabeça (Léo Bahia). Julio, que claro é apaixonado pela garora mais popular da escola (Manu Gavssi), deseja ser visto, percebido, aceito, enfim, sonha com a tal popularidade. Em determinado momento meio de desespero ele faz o pedido para uma estrela cadente. Só que ele não pede direito. Pede apenas para ser uma pessoa popular. É aí que ele torna-se a uma, a Júlia (Thati Lopes). A partir daí ele tem que dar um jeito para desfazer, ou refazer, o tal pedido. Mas será que Júlio vai gostar de ser Júlia? Afinal Júlia não é uma garota, ela é a garota mais popular da escola e com milhões de seguidores nas redes sociais.

A dupla Thati e Victor, já conhecida da internet, e´bem divertida. A Thati entrou perfeitamente no papel e está engraçadíssima.

Um filme leve e divertido, bom para relaxar, que aborda questões como aceitação própria, valores, cobranças por padrões de beleza e comportamento e amizade.

Sinopse: "Júlio é um garoto tímido e invisível aos olhos dos colegas de turma. Desprezado por Melina, a gata da escola por quem é apaixonado, ele conta apenas com a solidariedade do seu fiel escudeiro e melhor amigo Cabeça. Depois de ser publicamente humilhado em uma excursão para a praia, Júlio vê no céu uma estrela cadente e faz um pedido para se transformar na pessoa mais popular da escola. Mas algo dá errado e ele acorda a garota mais popular da escola: Júlia. Sem saber como reverter a troca de identidade, ele sofre para se adaptar no corpo de uma menina, mas também passa por surpresas e situações hilárias e descobre que sempre a vale a pena manter sua essência.".




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