Desde que o filme “As Filhas do Sol”, título original “
Les Filles du Soleil” esteve no Festival Varilux desse ano que eu queria assisti-lo. Primeiro por ser um filme francês e eu já gosto, segundo por ser baseado em fatos reais e terceiro por retratar a força de um grupo de mulheres. Finalmente consegui conferir esse drama francês, com estreia prevista para 26 de agosto, feito com alma para tocar a alma na cabine de imprensa.
Toda a história do filme é baseada em fato real. Retrata uma parte do ocorrido em agosto de 2014, quando o Estado Islâmico invadiu o território curdo, capturando cerca de 7000 pessoas entre os meninos e as mulheres.
Os meninos eram levados para escolas para aprenderem a guerrear pelo Estado Islâmico. As mulheres foram violentadas e vendidas como escravas sexuais. Porém, algumas dessas mulheres motivadas por sua coragem, vontade de viver e de recuperar os filhos roubados, conseguiram fugir, formar um batalhão e lutar contra os soldados iraquianos. É aí que nasce o esquadrão “Filhas do Sol” formado por essas mulheres guerreiras movidas pelo ódio e pelo amor.
Toda essa violência e atrocidades é contada sob o ponto de vista da fotógrafa de guerra francesa Mathilde (Emmanuelle Bercot), que acompanha a luta dessas mulheres que se recusam a se renderem e insistem em lutar por sua liberdade e principalmente pela vida. Em
flashbacks o filme vai mostrando como Bahar (Golshifteh Farahani) uma advogada, inteligente, bonita, casada com filho pequeno, se torna a comandante das “Filhas do Sol”, que têm como slogan três palavras que impactam: “Mulheres, Vida, Liberdade”.
Um filme que emociona. Se por um lado nos faz perder a esperança na humanidade diante de tanta crueldade, por outro nos faz acreditar na força do amor e da união. As atuações dessas mulheres estão excelentes.
Sinopse: "Bahar (Golshifteh Farahani) é a comandante das Filhas do Sol, um batalhão composto apenas por mulheres curdas que atua ofensivamente na guerra do país. Ela e as suas soldadas estão prestes a entrar na cidade de Gordyene, local onde Bahar foi capturada uma vez no passado. Mathilde (Emmanuelle Bercot) é uma jornalista francesa que está acompanhando o batalhão durante o ataque. O encontro entre as duas mulheres, dentro do cenário caótico que as cercam, irá mudar a vida de ambas permanentemente.".
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