sábado, 5 de novembro de 2011

Blogagem Coletiva: Esmalte + Preguiça

Mais uma Blogagem Coletiva de Esmaltes da Fernanda Reali e o tema é Preguiça.
Por coincidência ou não, o assunto preguiça rolou forte aqui em casa nessa semana. Eu andei tão, mas tão preguiçosa que fiquei até com preguiça de fazer as unhas. O esmalte do Halloween, tema da semana passada,  660 Grape da Revlon, ainda estava em perfeito estado. Tinha, apenas, perdido um pouco do brilho. Como a preguiça era tamanha, resolvi permanecer com ele e passar uma camada do Cobertura Encantada da linha Color Effect da Risqué para melhorar o brilho. Adorei o resultado.

 660 Grape Revlon + Cobertura Encantada Color Effects Risqué (1 camada 1 semana depois)

Ficou assim

Ainda durante essa semana de tema preguiça, após terminar de fazer o dever de casa com a Sofia rolou a seguinte conversa:

- Sofia, agora vamos guardar o material.
- Ah mãe, tô muito cansada. Guarda pra mim, por favor.
- Sofia, você sabe o que isso se chama?
- Sei, preguiça!  (me segurei para não rir e lembrei da blogagem coletiva)
- E você acha isso legal?
- Acho, assim as pessoas fazem as coisas para mim.
...

Esse comportamento não é o normal da Sofia. Pelo contrário, ela com a energia natural das crianças é que sempre se oferece para ajudar a fazer as coisas. A Ana Luiza, com sua preguiça natural da adolescência, é que se aproveita da situação.

Mas eu não podia perder esse gancho, né? Conversamos sobre o assunto, lemos alguns livros como a tradicional Fábula "A Cigarra e a Formiga", que eu acho meio radical demais. Dá para trabalhar cantando e cantar a trabalho. 
Outro livro que gostamos foi "A Família Urso - Chega de TV", de Stan & Jan Berenstain, da Editora Sextante. Afinal uma das formas de preguiça é se jogar no sofá, na frente da TV, e lá ficar sem fazer mais nada. Isso era o que estava acontecendo com a Família Urso até que, Mamãe Ursa, preocupada toma uma decisão: nada de TV durante uma semana.

Sofia intercalou as unhas com Shar Pei e Poddle da linha Dogs da Risqué. Como ela gosta de muito brilho, cobriu com uma camada do Glitter Prata da Colorama.

E ainda inventamos a história da Raíssa Preguiça que, se eu conseguir gravar a contação, colocarei aqui.

Já com a Ana Luiza, nessa fase adolescente, se deixar a preguiça rola solta. É um tal de ficar na cama com o iPhone ouvindo música, se jogar no sofá acessando a Internet, ir para o outro sofá para conversar no msn, voltar para a cama para ler, retornar para o sofá para ver TV, e por aí vai ...
Dizem os livros, que essa preguiça na adolescência é normal devido a tal explosão dos hormônios.
Por mais que eu ouça muitos "pera aí", "já vou", "depois", não posso reclamar. A Ana Luiza é
super-responsável e a "preguiça da adolescência" não afetou a hora dos estudos.

Depois de tanto papo PREGUIÇA e de como fazer para aproveitá-la quando for conveniente (uma preguicinha de vez em quando até que faz bem) e espantá-la quando for necessário, eu até me animei e fiz a unhas. Usei a linha Color Effects da Risqué - Viúva Negra e a filha única Poção do Amor.


As meninas estão cheias de disposição arrumando o armário e depois vamos caminhar no Jardim Botânico. Xô Preguiça.




quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Uma convidada especial

No final de semana incluímos a Ana Luiza no nosso programa de casal.
Quando decidimos assistir ao musical Beatles num céu de diamantes, dos diretores  Charles Möeller e Claudio Botelho, o Antonio logo falou:

- Acho que a Ana Luiza vai gostar, o que você acha?
- Acho que ela vai gostar sim.
- Então vamos trazer ela com a gente?

Não precisou nem perguntar a segunda vez. Compramos as entradas para os três. O nosso programa casal, dessa vez, teria uma companheira. E foi muito especial ver que a nossa filhinha tá crescendo, gostando de algumas (poucas) coisas que nós também gostamos. Foi um momento único assistir a um espetáculo de altíssima qualidade com ela junto. Poder oferecer essa oportunidade para a nossa menina, ter essa oportunidade de compartilhar com ela, ouvir a opinião dela ao término do musical, tão amadurecida, tão coerente.



Beatles num céu de diamantes é um espetáculo SEN-SA-CIO-NAL e que emociona. É totalmente musical, sem diálogos, encenado por 10 atores/cantores de altíssimo gabarito, superversáteis e com vozes que são um ES-CÂN-DA-LO de tão poderosas.


Acompanhados apenas por piano, violoncelo e percussão e em um cenário simples que conta com malas, guarda-chuvas, cadeiras, papel-picado e bolhas de sabão, os 10 atores/cantores encenam 40 músicas em seis capítulos e mais um finale de se aplaudir de pé.




Não podíamos ter escolhido um espetáculo melhor para a estreia da Ana Luiza no nosso programa casal. 
Lembramos que no final do ano passado a turma da Ana Luiza se apresentou cantando Beatles e foi lindo e emocionante. Pena que eu não achei o vídeo aqui nos meus arquivos.
.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Fomos atrás das vacas - Cow Parade

A Cow Parade é um evento de arte pública, uma exposição a céu aberto, que roda o mundo desde 1999. A primeira edição aqui no Rio foi em 2007 e nós conseguimos ver as 105 vaquinhas charmosérrimas que foram espalhadas pela nossa cidade. Na ocasião, na nossa opinião, o rebanho deixou a cidade mais alegre e divertida. Quando as vaquinhas famosas deixaram as ruas e shoppings do Rio nós sentimos saudades.

Passeio de bicicleta pela orla para ver as  vacas de 2007

Passeio de bicicleta na Lagoa e no Aterro do Flamengo para ver as vacas de 2007

Para nossa alegria e de muitos cariocas a Cow Parade voltou às ruas da Cidade Maravilhosa dessa vez com mais 59 vacas. Como estávamos com saudade desse rebanho cheio de graça e charme, aproveitamos o feriado para um passeio de bicicleta na Lagoa em busca de algumas obras da exposição.

Encontramos apenas duas: a "CowParede Descascada", da artista plástica Marcela Lacerda, e a Ácida Cowbulosa de Javier Pedrosa.


Sofia levou o Nitendo Ds para fazer as suas próprias fotos da exposição

Tá certo que a nossa expectativa era de encontrar mais vaquinhas nesse primeiro dia de exposição. Mas vamos ter até dia 20/12 para irmos atrás das demais e, com certeza, essa exposição vai nos estimular a fazer passeios bem legais.

Hoje aproveitamos o resto da tarde no Parque dos Patins, na Lagoa, com muitas pedaladas, brincadeiras, almoço gostoso e boa conversa.


A tapioca é uma delícia, mas um absurdo de cara. Não caio mais nessa.


Aqui um slide com as fotos de TODAS as vacas de 2007. Será que vamos conseguir esse feito em 2011?

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Mãe Cobaia

Um pouco antes da Ana Luiza nascer surgiu a questão:

Vai furar a orelha dela?

Eu não era muito adepta de furar a orelha das meninas assim que nascem, pois achava que deveria ser uma escolha da pessoa usar brincos ou não. De qualquer forma fui buscar informações.

A orelha é uma cartilagem que tem menos enervações do que outras regiões do corpo. Por essa razão a dor ali é menor, porém não é inexistente. Soube também que as crianças pequenas sentem a mesma dor do que quando estão grandes, apenas reagem menos de que um adulto.
O risco de infecção existe e o ideal é furar apenas após os 2 meses e se a bebê  tiver tomado pelo menos as primeiras doses das imunizações, como as contra hepatite e a vacina tríplice bacteriana (DTP, contra difteria, tétano e coqueluche).
O brinco recomendado é o de ouro maciço e mesmo estes podem causar reações alérgicas. Também é importante ter cuidado com o tipo e tamanho da tarraxa para que não incomode nem machuque a pele do bebê.

Sendo assim decidi que eu não faria a minha filha sentir dor por uma questão de vaidade. Muito menos correria o risco de uma infecção. Também não queria ter mais uma preocupação nos momentos de choro. Além das questões: será que está com fome? Será que está com frio? Será que a roupa está incomodando? Será que está com a fralda suja? Será que está com cólica? Não queria acrescentar será que o brinquinho está machucando?

Mesmo com a decisão tomada voltei a considerar a questão por volta dos três meses mediante a tantos brinquinhos lindos que a Ana Luiza ganhou e a insistência da maioria:
- Mas você não vai furar a orelha dessa menina?

Chamei uma enfermeira em casa e antes de furar a orelha da Ana Luiza resolvi testar a habilidade da enfermeira em mim. Eu que tinha feito o meu primeiro furo em cada orelha com 10 anos e o segundo com 16 decidi fazer o terceiro.  E doeu! Foi o suficiente para eu confirmar a minha posição e nada de furar a orelha da Ana Luiza.
Depois de alguns meses tive uma reação alérgica, todos os 6 furos inflamaram. Acabei tirando os brincos e os furos fecharam. Então, pode dar inflamação sim!
Quando a Ana Luiza estava em torno de 6 anos quis furar a orelha e me questionou:
- Por que você não furou a minha orelha quando eu era bebê? Agora eu já teria a orelha furada e não ia me lembrar da dor.
É tá bom, eu podia ouvir isso mesmo! Expliquei o meu ponto de vista e pronto. 
A Ana Luiza desistiu de furar a orelha, tentou me culpar, mas falei que então a vontade dela de usar brincos não era tão grande assim.

Aí chegou a vez da Sofia e a mesma questão surgiu:

Vai furar a orelha dela?

Só que agora ainda tinha a pressão da Ana Luiza que achava que eu não deveria fazer com a irmã dela o mesmo que fiz com ela. Pode? Mas mantive a minha convicção de que a pessoa tem o direito de escolher se quer sentir alguma dor por vaidade e não furei a orelha da Sofia.

Agora, com 6 anos, a Sofia quis furar a orelha e me cobrou da mesma forma que a Ana Luiza fez:
- Por que você não furou a minha orelha quando eu era bebê? 
Expliquei os meus motivos e ela se manteve firme na vontade de furar a orelha.
Fomos nós para a farmácia. A menina cheia de coragem me perguntou se ia doer. Bom, resolvi testar a habilidade do farmacêutico em mim antes. Furei novamente aquele primeiro furo, dos 10 anos de idade, que havia fechado.


No milésimo de segundo que a pistola fura a orelha,  não dói. Porém no milésimo de segundo seguinte começa a arder e latejar. Uma dor suportável, tipo depilação no buço, que permanece por umas duas horas.

Feito o teste em mim expliquei para a Sofia que doía um pouco, só não comparei com depilação no buço, né? Ela se manteve firme, decidida, mãozinhas suando, mas determinada a usar brincos. Foi lá e furou a orelha. Chorou um pouquinho, mas ficou feliz, toda se achando de brinco.


Agora é só manter o mesmo brinco por 6 semanas e secar bem a área após o banho.
Hoje, 3 dias depois de ter furado, a minha orelha começou a coçar. Já estou passando álcool e espero que não inflame. Será que vou ter alergia de novo?
Mesmo com a nossa experiência a Ana Luiza não quis colocar brincos. Tudo bem, quando ela  quiser, se quiser, vamos lá e furamos. Aí eu refaço o segundo furo. Não basta ser mãe, tem que servir de cobaia.

Abrindo Caminho para Drummond

Hoje, no aniversário de Carlos Drummond de Andrade, li para a Sofia o livro "Abrindo Caminho" da Ana Maria Machado. Mesmo livro que usei para apresentar à para Ana Luiza, o Carlos, Tom, Danti, Marco, Alberto e Cris, homens corajosos que abriram caminhos superando obstáculos.

Falando de Drommond para crianças


Em "Abrindo Caminhos", a partir dos versos de "Águas de Março" de Tom Jobim e "No Meio do Caminho" de Carlos Drummond de Andrade, Ana Maria Machado mostra para as crianças que superando os obstáculos elas podem seguir novos rumos e descobrir um mundo novo.

Na primeira etapa, "Abrindo Caminho", traz três personagens do ambiente literário: Tom, Carlos e Dante.

No meio do caminho de Dante tinha uma floresta
No meio do caminho de Carlos tinha uma pedra
No meio do caminho de Tom tinha um rio

Falando de Drommond para crianças


Aproveitei para falar de cada um dos personagens e foquei em Carlos Drummond de Andrade, já que hoje é seu aniversário e ele estaria fazendo 109 anos.


Mostrei o poema "No Meio do Caminho"

No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
Tinha uma pedra
No meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
Tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra

Falando de Drommond para crianças

Quando falei que Carlos Drummond de Andrade nasceu em Minas Gerais, a Sofia concluiu:

- A pedra não deixava ele chegar aqui no Rio, aí fez um túnel para poder ir para a Praia de Copacabana.


Estátua de Carlos Drummond de Andrade na Praia de Copacabana


Hoje eu foquei em Carlos Drummond de Andrade, mas o livro possibilita diversas abordagens muito interessantes. Além de encantar com Carlos Drummond de Andrade (como fizemos hoje) e embalar com  Tom Jobim possibilita viajar e viver aventuras com Marco Polo e Cristóvão Colombo, sonhar nas alturas com Santos Dumont e conhecer a "Divina Comédia" de Dante Alighieri.
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