sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Sopa de Cebola da Saudade - BEDA


Hoje eu estou cheia das saudades. O frio me fez ter vontade de comer sopa. A sopa me deu saudade de Paris e de uma sopa de cebola maravilhosa que comi de frente para a Notre Dame

Cebola me deu saudade do tempo de escola lá em Cabo Frio, no horário do recreio, na época em que nem se cogitava merenda saudável, e eu estava na fase do Cebolitos com Mineirinho. 

Mineirinho me deu saudade da cantina de outra escola, a Disneylândia em São Pedro d'Aldeia, que tinha um pastel maravilhoso, melhor pastel da vida (melhor até que o da mureta da Urca). E assim cheia das saudades, fiz um almoço de recordações: sopa de cebola com Cebolitos e pastel.

E quando fui arrumar a mesa com os itens pintados na aula de pintura, me deu saudade da Mimosa que bebemos nas aulas.



Receita de Sopa de Cebola (não é a sopa de rebola gratinada francesa)

O que utilizei:


- 3 cebolas grandes cortadas;
- 50 g de manteiga;
- 2 colheres de sopa de azeite;
- 2 colheres de sopa de farinha de trigo;
- 1 taça de vinho branco;
- 1 litro de caldo de legumes caseiro, o mesmo que uso nos risotos;
- Noz moscada, sal e pimenta-do-reino a gosto


Como fiz:

Refogue a cebola na manteiga e azeite em fogo baixo até dourar. Mas dourar mesmo. (coloquei um pouquinho de molho inglês).
Adicionei a farinha de trigo sempre mexendo até dissolver.
Coloquei o vinho branco, acrescentei o caldo de legumes, misturei e deixei ferver.
Temperei com sal, pimenta-do-reino e noz moscada.



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BEDA - August 2020


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quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Série This Is Us - As quatro Temporadas

 

Eu não sou, ou não era, muito de séries. Assistia uma ou outra mais para acompanhar as filhas, ou alguma que me interessava eventualmente. Porém eu sempre me interessava por séries curtas de apenas uma temporada. A minha busca por ocupação nessa quarentena me fez recorrer mais às séries. Fui pegando ritmo. Resolvi encarar "This Is Us" com quatro temporadas de dezoito episódios certa que cansaria no meio do caminho. Não cansei. Fui até o final e estou ansiosa pela quinta temporada.

"This Is Us" é um drama familiar, daqueles que fazem rolar muitas lágrimas, cheio de emoções, traumas que o convívio causam, mas também o conforto de ter uma família unida e que se apoia. A família Pearson é composta por: Rebeca (Mandy Moore), a mãe, uma mulher que deixou o sonho de ser cantora para se dedicar aos trigêmeos; Jack (Milo Ventimiglia), o pai, que postergou o seu sonho de construir casas para não arriscar o sustento da família;  Randall (Sterling K. Brown), o filho adotivo, perfeito, dedicado, inteligente, e que se cobra tanto que surta de vez em quando; Kevin (Justin Hartley), o primogênito entre os trigêmeos, bonito, leve, divertido, levemente irresponsável; e Kate (Chrissy Metz), a filha problemática, obesa, que tem uma certa "rixa" com a mãe.

A série começa, no primeiro episódio com a comemoração do 36º o aniversário de quatro personagens: Jack ainda um futuro pai e em um pulo no tempo, do três filhos. 

Primeira Temporada

Assim em uma variação de cenas entre passado, presente e futuro vamos conhecendo o caminho dessa família para chegar no ponto em que estamos: Randall, um empresário bem-sucedido, com uma família bem formada e equilibrada; Kevin, um ator de comédia em crise com a carreira; e Kate, uma mulher obesa tentando lidar com o excesso de peso. Os trio está em busca de mudança no rumo de suas vidas. Kevin, resolve largar a série de comédia de sucesso e buscar mais profundidade em seus papeis. Randal decide ir atrás do pai biológico e Kate está determinada a perder peso. Em paralelo, porém no passado, Rebecca e Jack estão vivendo os primeiros momentos da maternidade e encarando três bebês de uma só vez. 

Terminei a temporada encantada com a conexão de Rebecca e Jack, esse amor profundo, verdadeiro, sincero, que supera as dificuldades juntos. Mas nem o casal mais perfeito é puramente perfeito. Cada um tem os seus segredos. 




Segunda Temporada

Acho que foi a que eu mais chorei. A temporada focou mais na vida do "Big Three" e resolveu o mistério em torno da morte de Jack. 

Exatamente um ano depois, estamos comemorando o aniversário de 37 anos dos trigêmeos que novamente estão em fase de mudança.

Kate procura realizar um grande sonho e encarar a carreira, porém continua lindando com a questão do peso e sua auto-estima. É nessa luta que encontra apoio de Toby (Chris Sullivan) atual namorado e futuro marido. 

Randall segue o seu desejo de ser pai novamente, porém um pai adotivo. O acordo com sua esposa Beth (Susan Kelechi Watson) é que já que é para fazer a diferença na vida de uma criança, que seja em uma criança mais velha que teria menos chances de adoção. Aí entra Deja, uma adolescente complicada, que já pulou de casa em casa, que foi retirada da mãe biológica porque esta é irresponsável, que passa por uma relação abusiva e envolvida com a marginalidade. 

Kevin mostra seu ponto de vista. Por ser aparentemente o filho menos problemático, mais bem resolvido, dava menos preocupações para os pai. Mas na verdade ele se sentia deixado de lado e que nunca era prioridade para os pais. Daí os seus problemas atuais, a sua instabilidade e irresponsabilidade.

Saí da segunda temporada refletindo sobre como as atitudes e escolhas de cada membro da família pode afetar o destino e as escolhas dos outros. 




Terceira Temporada


Nessa temporada o foco é o passado de Jack. Kevin, como parte da sua cura, busca entender o passado do pai, saber sobre a experiência de Jack no Vietnã (algo que ele nunca quis falar). Assim vamos conhecendo uma infância abusiva ao lado de um pai agressivo e alcoólatra, uma mãe submissa e um irmão mais novo que o tinha como exemplo. A união de Jack e Nick parecia sólida e inabalável. Mas resistiria as atrocidades de uma guerra?

No fim da terceira temporada eu estava refletindo sobre a imagem que criamos de quem está ao nosso redor. De escolhemos guardar na memória a versão que queremos. Um filho pode lembrar de uma situação com o pai e guardar apenas o momento da brincadeira. O outro já lembra do mesmo da mesma situação, porém penas do momento da briga. 



Quarta Temporada


As três primeiras temporadas focaram muito na morte de Jack e como ela abalou os Pearsosn. A quarta temporada foca na saúde de Rebecca. Nela presenciamos também o crescimento de Kevin, o irmão irresponsável agora está mais equilibrado, presento e assumindo suas escolhas. Já Randall vai em busca da causa e cura para sua ansiedade e o filho perfeito mostra suas falhas. Aqui na quarta temporada surgem novos personagens na família Pearson que está crescendo. 



Uma série emocionante que fala de família, suas conexões, suas influências uns nos outros, consequências de suas escolhas e apoio. Trata de vários temas atuais, como alcoolismo, racismo, adoção, obesidade, homossexualidade, ansiedade, autoestima e abuso de outras drogas. Enfim, "This Is Us" é um ótimo drama com sensibilidade e sem exageros que leva do riso ao choro em poucos minutos.

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quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Museu Albertina - Viena

Último dia em Viena e já tínhamos passeado bastante. Mas para mim faltava visitar o Museu Albertina. Minha mães estava cansada, a minha amiga precisava voltar para casa e faltava poucas horas paro museu fechar. Vale a pena pagar em euros para ficar tão pouco tempo? Pra mim valia, eu queria muito conhecer esse que é um dos mais importantes da Áustria. O acervo reúne obras de Picasso, Matisse, Monet, Renoir, Cezanne e de vários outros pintores, mundialmente, famosos. Mãe e amiga foram descansar e eu fui dar o meu rolé solo por Viena e sugar tudo que eu podia nas minhas últimas horas na cidade. 

 

Eu já tinha expectativas em relação ao prédio do museu em si. Mas a escada já me encantou. Como o meu tempo era curto fiz a foto que deu e o indivíduo cansado fez parte do meu registro. 

O que ver no Museu Albertina em Viena

Subi as escadas e fui direto para o hall de entrada. Uau! Lindo! Estonteante. Digno de um palácio. Mas é um palácio! O museu está Instalado em um palácio de 1744 que foi moradia da nobreza austríaca. 

O que ver no Museu Albertina em Viena

Percebemos a riqueza que ali se instalou pelos corredores e salões.

O que ver no Museu Albertina em Viena

A obra considerada mais importante do Museu é uma figura de 25cm x 22cm, em aquarela e guache sobre papel: A Jovem Lebre, de autoria de Albrecht Dürer, do ano de 1503. Por isso na lojinha vemos essas lebres coloridas. 

A obra é tão famosa que tem uma escultura plástica cor-de-rosa gigante do coelho perto do teatro da ópera do estado de Viena, chamada Pictured.  Em 2003, no 500th aniversário da famosa aquarela, o escultor e o artista alemão, Ottmar Horl criou este tributo a Durer. 


O que ver no Museu Albertina em Viena

O museu tem um acervo extenso exposto em várias salas. Eu queria ver tudo, é claro. Mas não teria tempo suficiente. Então precisei ter foco. Foquei nos clássicos! 

O que ver no Museu Albertina em Viena

Obras de muitos dos grandes artistas da história moderna e da arte contemporânea. 

O que ver no Museu Albertina em Viena

A exposição permanente possui preciosidades.

O que ver no Museu Albertina em Viena

De Monet a Picasso 

O que ver no Museu Albertina em Viena

De Marc Chagall a Gerhard Richter

O que ver no Museu Albertina em Viena

Paul Signac e muito mais. 

O que ver no Museu Albertina em Viena

Fiquei lá dentro caminhando pelas salas e apreciando as obras até o meu último minuto.

Na saída tive tempo de contemplar a fachada do palácio neoclássico e a vista ao redor, cercado por prédios antigos e outros mais modernos.  

O que ver no Museu Albertina em Viena

O meu tempo no Albertina foi pouco sim. Mas valeu cada euro gasto na entrada. 

Outro museu imperdível em Viena:

- Hudertwasser


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terça-feira, 25 de agosto de 2020

Filme "MOM"

 

Entrei na onda dos filmes indianos. Foram três na semana passada. Mal começou a semana e já vi mais um. Esse porém é um pouco diferente da linha dos longas indianos. Não tem musiquinhas, nem dancinhas. O ritmo é mais acelerado. 


Filme "MOM"

"MOM" é um filme que trafega entre o drama e o suspense. Aborda um assunto muito crítico na Índia que é o estrupo coletivo. Um assunto crítico no mundo inteiro que é a violência contra a mulher e a impunidade. Fala de machismo. Fala também do amor de mãe. Não apenas da mãe biológica, mas a mãe que cria, cuida, se entregar, ama incondicionalmente.

Conta a história de Devki, uma mulher indiana, professora de biologia (eu acho interessante mostrar a mulher indiana como uma mulher moderna e independente) e casada com Amand, um homem viúvo e pai de duas filhas, Arya e Priya. Uma criança e outra adolescente. Devki assume o papel de madrasta com muito amor. Assume o papel de mãe (aqui eu acho estranho, não sei se faz parte da cultura. Acho sim que a madrasta pode amar as enteadas como filhas, mas nunca um papel de substituir a mãe. O filme mostra esse posicionamento como algo natural e positivo. Não sei, talvez faça parte da cultura indiana.).

A filha mais nova, Riya, aceita o amor de Devki. Já a mais velha, Arya, é resistente, rejeita a madrasta,  entendendo que aceitá-la seria como uma traição com a sua mãe. Porém Devki não desiste.

Quando Arya sofre uma violência absurda e os culpados saem impunes, Devki se revolta. Ao ver a honra, integridade física e sofrimento da filha, a doce e amorosa mãe de família resolve se vingar, fazer justiça com as próprias mãos. Mostra toda a força que tem e até que ponto o amor de uma mãe pode chegar para proteger uma filha. 

Apesar de "MOM" ser um filme de vingança, não é aquele estilo de vingança cru, somente cruel e cheio de ódio. Mais do sangue as vinganças dessa mãe são são vinganças elaboradas, de quem não tem a força bruta como arma. São recheadas de drama, emoção e sentimentos. 



- Ale Helga, do blog Meus Amores.


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segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Risoto Vegano de Linguiça de Soja

Quem acompanha aqui no blog sabe que risoto é um dos nossos pratos favoritos. É fácil de fazer, prático, serve como prato único e ainda permite uma infinidade de variações.

Essa semana eu fiz uma versão vegana que ficou surpreendentemente muito boa. Foi um risoto de linguiça de soja com cenoura e ervilha. 


Risoto Vegano de Linguiça de Soja


Bom, o risoto vegano naturalmente perde muito já que não usamos o vinho, nem queijo. Então como fazer para ele ter sabor? Caprichar no caldo de legumes e nos temperos. Foi o que eu fiz. Quer dizer caprichei mais ainda. 

Já costumo fazer o caldo de lumes com conforme mostrado no post Risoto para Veganos e Não Veganos. Mas dessa vez usei ainda mais itens, como gengibre e 




O que utilizamos:

- 2 1/2 litros de água;
- 1 talo de salsão;
- 2 talos de alho poró (somente a parte mais verde)
- 3 ramos de alecrim;
- 3 ramos de manjericão;
- 3 ramos salsinha;
- 1 ramo de coentro;
- 1 ramo de hortelã;
- 4 dentes de alho;
- 3 cenouras;
- 3 folhas de louro;
- 1 cebola grande;
- 1 pedaço pequeno de gengibre (tipo de dois dedos)
- 5 grãos de pimenta-do-reino;
- 1 pitada de sal.

Como fizemos:

Lavamos bem todos os legumes, especialmente as folhas de salsão.
Descascamos a cebola e cortamos em quatro partes. Cortamos a cenoura ao meio e novamente ao meio fazendo quatro partes. Dividimos o talo do salsão em pedaços de cerca de 5 cm. Descascamos os dentes de alho. Colocamos tudo em uma panela e levamos ao fogo algo até ferver. Abaixamos o fogo e deixamos cozinhar por aproximadamente 30 minutos. Desligamos o fogo e reservamos.

Iniciamos então os preparativos para o risoto. (aqui eu caprichei nos temperos)

O que utilizamos:

- 2 xícaras de arroz arbóreo;
- 1 1/2 litro de caldo de legumes caseiro;
- 2 cebolas médias picada;
- 1/2 talo de alho poró cortado em fatias finas
- 60 g de manteiga vegana sem sal;
- 20 ml de azeite extra virgem;
- 1 cenoura média cortadas em quadradinho levemente cozida;
- 1 xícara de ervilhas frescas g de vagem picada;
- 2 colheres de sopa de açafrão;
- 1/2 limão;
- 1 colher de chá de páprica doce; 
- sal e pimenta a gosto;
- 1 linguiça de soja vegana (150 g)

Cortamos a linguiça vegana de soja em fatias e douramos no azeite. Reservamos. 

Em uma frigideira de borda bem alta colocamos uma colher de azeite, 30 g (1 colher de sopa) de manteiga vegana, uma cebola picada e deixamos "chorar”. Acrescentamos o olho poró fatiado e deixamos refogar mais um pouco. Adicionamos o arroz e misturamos até os grãos ficarem brilhando. Começamos a adicionar o caldo de legumes com uma concha e passando pela peneira. Fomos colocando duas conchas de caldo de legumes por vez sempre misturando. Assim que começava a secar adicionávamos mais duas conchas. Aos poucos fomos acrescentando a páprica, o caldo do limão e o açafrão. Repetimos esse processo por 20 minutos. Ajustamos o sal e a pimenta do reino. No final acrescentamos a cenoura cortada em quadradinho e levemente cozida, as ervilhas e a linguiça frita.

Risoto Vegano de Linguiça de Soja


Empratamos decorando com um talinho de hortelã e um pimenta biquinho só pra fazer graça.

Risoto Vegano de Linguiça de Soja



Outras receitas de risoto já testadas e aprovadas:

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