domingo, 22 de novembro de 2020

A Semana 46 de 2020 - Trigésima Sexta de Quarentena

 

Eu nem vou começar esse post falando que estou cada vez mais no meu limite em relação a esse isolamento e tal. Não, não vou falar disso. Sem reclamações!

Com as muitas restrições estou procurando ser criativa e me encantar com o cotidiano, com as coisas que estão ao meu redor e eu não tinha percebido até então. Esse muro, por exemplo, fica entre o supermercado e a minha casa. Sempre passei por ele. Confesso que até já o achei meio cafona. Mas nesse dia me peguei combinando com o tal muro. Vi graça na situação.


Tenho utilizado espaços abertos, praças, floriculturas para encontrar as amigas. Apesar de gostar muito de flores e plantas, nunca dei tanto valo a floricultura que fica no meu caminho de volta do trabalho para casa. Ela tem sido um ponto de encontro com as amigas. Ficamos ao ar livre, conversamos e ainda contemplamos as flores. 


Embarquei na leitura do livro "A Casa do Calife - Um Ano em Casablanca". Já tem post no blog! Durante a leitura me recordei de alguns momentos da minha viagem ao Marrocos no início desse ano.


A leitura me inspirou! Fiquei com saudades dos sabores do Marrocos e preparei um couscous marroquino que ficou muito delicioso. Já tem receita no blog, no post Couscous Marroquino com legumes e temperos.


Finalmente terminei de pintar o oratório para Santo Antônio e gostei muito do resultado. Também já tem post no blog. 


Assisti a primeira temporada da série "A Maravilhosa Mes. Maisel", na Prime. Uma série deliciosa de assistir. Com um ritmo rápido, timing de comédia, que fala sobre o lugar imposto para mulher na sociedade e em como não aceitá-lo. 

Sinopse: " Em 1958, Nava York, a vida de Midge está nos eixos: marido, filhos e elegantes jantares em seu apartamento em Upper West Side. Mas quando a vida dela dá uma reviravolta, ela tem que decidir rapidamente o que mais ela sabe fazer. Se tornar uma comediante é uma escolha inusitada para todos,  exceto para ela.".


Fui com uma amiga prestigiar a inauguração da cafeteria da minha irmã e fui flagrada na foto que foi postada em algum story do Instagram. Ainda bem que estava totalmente comportada: de máscara, do lado de fora da cafeteria, na área aberta e ao ar livre e com o álcool 70 na mesa para higienizar tudo que fosse necessário. Gostei tanto que voltei mais tarde com as filhas. Ficamos na mesma mesa e seguindo os protocolos de segurança.


Nessa semana eu me reanimei com o blog e fiz alguns posts. Andei sumida por uns dias, meio desanimada com a mesmice desses dias de confinamento. 

Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.




Você pode me encontrar também

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Livro "A Casa do Califa - Um Ano em Casablanca"


Algo que muda o meu caminho é uma livraria. Gosto de entrar, olhar, sentir o cheiro. Quando a livraria tem um café, eu não resisto. Gosto de pegar um livro aleatoriamente que tenha me chamado a atenção por um motivo qualquer, sentar no café, ler algumas páginas enquanto saboreio algo. Já contei isso neste post AQUI. Na maioria das vezes acabo adquirindo o tal livro e terminando a leitura para casa. 

Tenho feito isso muito pouco. Na verdade desde que começamos esse período sem fim de quarentena, isolamento e distanciamento, essa foi a segunda vez que entro em uma livraria. E a primeira que me sento no café. 

Entrei e fui direto para a minha bancada preferida, a de livros de viagens. Sempre encontro sonhos por ali. Uma capa me chamou a atenção atraída pelos meus dias no Marrocos: "A Casa do Califa - Um Ano em Casablanca". 

Livro "A Casa do Califa - Um Ano em Casablanca"


E funcionou. A leitura que começou no café terminou em casa.


Tahir Shah, um escritor inglês, casado e com dois filhos pequenos está cansado da vida padrão na Inglaterra. Ele quer oferecer mais vivência, mais cores, mais espaço, mais natureza, mais emoção para seus filhos. Ele tem recordações de suas viagens no Marrocos com a família  quando era criança. Nunca se esqueceu do lugar. 

Bom eu já tinha estado no Marrocos no Epcot Center na Disney com as minhas filhas. Elas até têm o carimbo na passaporte da Epcot. Lá, nessa pequena mostra, eu já tinha me encantado com as cores e os azulejos. No início desse ano eu fiz uma raod trip pelo Marrocos que não sai da minha mente. 

Eis que Tahir convence a sua esposa a mudar para o Marrocos. Entre viagens para escolher onde morar: Fez, Marrakech, um período de desistência do sonho, chega a oportunidade de comprar uma casa em Casablanca e ela abraça. Mas essa não é uma casa qualquer. 

A casa é um verdadeiro oásis. Tem cerca de 22 cômodos, jardins internos, quadra de tênis, piscina, cômodos trancados, histórias passadas, três caseiros em anexo e muitos djinns (espíritos malignos mencionados no Alcorão.). Somado a isso a casa está localizada na entrada de uma favela e está caindo aos pedaços por ter ficado em torno de 10 anos sem moradores. Precisa de uma reforma geral para ter um mínimo de conforto e ser habitável. 

Tahir e sua família se instalam em um único cômodo e iniciam o processo da reforma da Casa do Califa. 

É exatamente esse primeiro ano de vida tumultuada no Marrocos, entre reforma da casa, conhecer e se adaptar a cultura, expulsar os djinns da casa, se fazer ser respeitado pelos seus funcionários, descobertas sobre seu avô, que quando ficou viúvo se mudo para o Marrocos por ter sido o único lugar para onde ele nunca havia viajado com sua adorada esposa; ele viveu por anos em Tânger antes de ser morto por um caminhão de entrega da Coca-Cola, que Tahir relata no seu livro "A Casa do Califa".

A escrita de Tahir me encantou e envolveu. Momentos que de tão esdrúxulos para nós de cultura ocidental se tornam até engraçados. Outros, envolvendo a cultura, a fé, alguns rituais islâmicos me pareceram angustiantes. Por muitas vezes me fez pensar: como ele não desiste? Como ele consegue se adaptar a todas as adversidades e conviver, e ainda achar certa graça, com os caseiros, o imã, o gângster na rua e os moradores de favelas em sua porta?  Exatamente por que ele enxerga alma, vida, movimento em tudo isso e por causa desse olhar Tahir não desistiu e mora em Casablanca até hoje. 

Como eu não conhecia o autor, fui pesquisar: "Tahir Shah é um autor, jornalista e documentarista britânico de ascendência afegão-indiana autor de quinze livros, muitos dos quais narram uma ampla gama de viagens bizarras pela África, Ásia e Américas. Para ele, não há nada mais importante do que decifrar as entranhas ocultas das terras por onde passa. Evitando percursos turísticos bem conhecidos, ele evita monumentos famosos, preferindo se posicionar em uma esquina movimentada ou em um café empoeirado e observar a vida passar. Insistindo que todos nós podemos ser exploradores, ele diz que podemos encontrar maravilhas onde quer que estejamos - é apenas uma questão de ver o mundo com novos olhos."

Acredito plenamente que as maravilhas estão ao nosso redor, precisamos apenas apurar o olhar.


Você pode me encontrar também

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Série "O Gambito da Rainha"



Assim que eu terminei de assistir a série "Bom Dia, Verônica", fiquei com a necessidade de ver algo leve. Parei em frente a Netflix com algumas indicações, mas o destaque me chamou a atenção. Estava lá "O Gambito da Rainha", me interessou. Acho que os olhos grandes da protagonista foi o que despertou o meu interesse. Eu ainda não tinha ouvido, nem lido nada sobre a série (esse post começou a ser escrito no dia 06 de novembro e ficou no rascunho devido ao meu desânimo com o blog). Dei play e só parei quando acabei. 

Série O Gambito da Rainha



Baseada no romance homônimo de Walter Tevis de 1983, a minissérie tem sete episódios emocionantes, cativantes, que fazem os nossos olhos grudarem na tela. 

"O Gambito da Rainha" conta a história de Beth Harmon (Anya Taylor-Joy), uma garota que aos nove anos foi enviada para um orfanato em Kentucky após uma tragédia familiar, isso no início dos anos 60.

A mudança repentina de vida, a temporada no orfanato desperta em Beth dois lados: o lado brilhante para o jogo de xadrez e o lado obscuro despertado pelos tranquilizantes dados pelos auxiliares do orfanato. 

A série continua acompanhando Beth durante sua adolescência e até a idade adulta. Nesse período mostra a força e determinação a que ela se propõe a ser uma das principais jogadoras no circuito de xadrez competitivo. Área totalmente dominada por homens. Por outro lado vamos vendo como ela lidou com a fraqueza dominada pelo vício e traumas. 

É emocionante acompanhar o crescimento de Beth, o autoconhecimento da personagem, a busca por si mesma. A luta contra o machismo e preconceitos da época. 

Beth é considerada excepcional porque é uma mulher que derrota todos os homens no xadrez. Na verdade ela quer ser reconhecida como apenas excepcional porque é simplesmente excepcional. 

A série está bombando desde que foi lançada. Todo mundo falando superbem porque a série é realmente ótima. E o que mais me chamou a atenção foi a questão das mães de Beth.


Ao sair do orfanato Beth foi adotada por Alma Wheatley, uma típica dona de casa dos anos 60, solitária com um marido ausente. Alma adotou Beth inicialmente para ser uma companheira, mas ao ver o brilhantismo de Beth vai se envolvendo mais com a menina e a vendo como filha (fiquei o tempo todo com dúvidas em relação aos sentimentos dela como mãe). Alma, permitiu que sues próprios impulsos criativos fossem sufocados pelo seu marido, pelo casamento, por seus deveres de dona de casa. Assim ela representa tudo o que Beth não deseja para seu próprio futuro. Mas exerce influencia sobre algumas escolhas de Beth, principalmente em relação ao vício. 

Por outro lado, a mãe biológica, Alice Harmon, que conviveu com Beth apenas até os seus nove anos e que apresentava certo desequilíbrio emocional, tem, nas lembranças de Beth, uma forte influência na determinação e na forma como a excepcional enxadrista se posiciona na sociedade. 

Alguns ensinamentos de Alice para Beth. (E para nós)

"A pessoa mais forte é aquela que não tem medo de ficar só. É com outras pessoas que precisa se preocupar. Outras pessoas te dirão o que fazer, como se sentir. Quando se der conta, está desperdiçando a vida em busca de algo que te disseram para procurar."

Série O Gambito da Rainha



"Conhecerá homens que quererão te ensinar coisas. Não que seja mais inteligentes. Em muitos aspectos, não são, mas assim se sentem maiores. Mostrarão como fazer as coisas. Deixe-os passar e faça o que quiser.".



"Quase sempre, quando nos dizem que algo é para melhor, é para pior."





Você pode me encontrar também

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Couscous ou cucuz Marroquino com legumes e temperos - Vegano


Nossa, tem tempo que eu não posto uma receita por aqui. Aliás, na verdade, tem tempo que eu não posto nada por aqui. E acabei de pensar que isso pode ser assunto para um post do tipo "Cadê os meus interesses?". 

Mas falando da receita... primeiro eu nunca sei se é couscous ou cuscuz. Sempre tenho que pesquisar antes de começar o post. Os dois estão corretos. Aqui no blog, pelos outros posts que fiz, eu escolhi usar coucous. Mais metido a besta, não?! Mas também menos pesquisado, logo traz menos retorno nos posts. Apenas breves elucubrações iniciais.

 Bom, o segredo dessa receita está no chá em que hidratamos a sêmola. Muitas vezes são usados caldos de carne, frango ou legumes. Eu fiz um chá com cinco folhas de hortelã, dois dentes de alho e uma colher de sopa de açafrão em duas xícaras de água. Aproveitei para dar uma leve fervura nos legumes também em uma água temperada com três folhas de hortelã, três dentes de algo e uma colher de sobremesa rasa de chilli. Esse tempero foi o diferencial. 

receita de cucuz marroquino


O que utilizamos:

- 1 xícara de couscous marroquino (sêmola de trigo);
- 2 xícaras de água;
- 1 cebola picada;
- 1 colher de sopa de manteiga vegana;
- 1 punhado de castanha-de-caju;
- 1 punhado de amêndoas em lascas;
- 1 punhado de semente de abóbora;
- 1 legumes picados e cozidos (usei o que tinha em casa: 1 cenoura, 1/2 brócolis, 1 batata baroa, 1 pedaço de abóbora);
- 10 folhas de hortelã
- 5 dentes de alho
- 1 colher de sobremesa de chilli;
- 1 colher de sopa de açafrão;
- sal e pimenta a gosto (usamos o sal rosa).


receita de cucuz marroquino

Como fizemos:

Fizemos o chá para hidratar a sêmola: fervemos duas xícaras de água com 5 folhas de hortelã, 2 dentes de algo e 1 colher de sopa de açafrão.

Fizemos o chá a cozinhar os legumes: aproximadamente dois copos de água com 3 folhas de hortelã, 3 dentes de alho e 1 colher de sobremesa de chilli. 

Em uma frigideira derretemos a manteiga vegana com um fio de azeite e refogamos a cebola, despejamos a sêmola de trigo (couscous marroquino) e misturamos bem deixando apurar o sabor (do mesmo jeito que a gente faz arroz). Colocamos o chá (2 xícaras de água fervida com 5 folhas de hortelã, 2 dentes de alho e 1 colher de sopa de açafrão), para hidratar o couscous e mexemos até ficar seco (é importante mexer para o couscous ficar soltinho). Desligamos o fogo e acrescentamos os demais itens e temperamos com sal rosa (pode colocar o sal na água) e pimenta. 

Aproveitei para usar algumas peças que trouxe do Marrocos. 

Outras receitas de couscous marroquino aqui no blog.

domingo, 15 de novembro de 2020

A Semana 45 de 2020 - Trigésima Quinta de Quarentena

 

Sigo tentando colorir os meus dias mesmo nas semanas mais cinzentas desse mês já que temos tidos muitos dias nublados e chuvosos.  Às vezes mesmo eu achando algumas frases motivacionais meio clichês e tal, eu me pego sendo "tocada" por alguma e levando o tal dizer para contagiar o espírito na minha semana. Então vamos de uma que me fez dar Print Screen e guardá-la por esses dias: "Precisamos estar dispostos a nos livrar da vida que planejamos, para podermos viver a vida que nos espera. A pele velha tem que cair para que uma nova possa nascer.", Joseph Campbell. 

Esse ano tem sido assim, quebrou todos os planejamentos. A minha semana foi assim, todos os planejamentos foram revistos. Mas tudo bem! Tudo certo, no final!


Fiz um passeio desejado há algum tempo, mas não planejado para essa semana. Um passeio decidido de repente. Tipo vou ali na esquina encontrar uma amiga para conversarmos na calçada (encontros só ao ar livre até o momento) e uma olha para a cara da outra e pergunta: vamos caminhar por onde? Ah, vamos fazer algo diferente? Vamos! Bora em um horto lá em Jacarepaguá? Bora!

Visitamos o Horto das Acácias, um lugar lindo, verdejante, colorido, aberto. Tem post no blog.


Um visita ao escritório bem rápida, inesperada e para conhecer pessoalmente uma pessoa que está na equipe e que nunca tínhamos nos visto pessoalmente. A contratação foi virtual e todo o contato diário de trabalho tem sido em home office. Engraçado como, mesmo não tendo nos visto pessoalmente até então, tínhamos a impressão de que nos conhecíamos muito e bem. 

Também me fez pensar sobre toda a anormalidade desse "novo normal" a nossa alegria em visitar o escritório no nosso horário de almoço. Era justamente ao contrário! Usávamos o horário de almoço para ir à rua, passear, ver alguma novidade. Nesse dia o nosso passeio de horário do almoço foi ir ao escritório. 


Assisti a série "Amor e Anarquia", uma série sueca de apenas uma temporada, por enquanto. A trama de "Amor e Anarquia" gira em torno de Sofie, uma executiva sênior, casada e mãe de dois filhos, que se torna consultora e é contratada para fazer a transformação digital de antiga editora com processos ainda bem analógicos. Essa nova experiência acaba mudando drasticamente a vida de Sofie. Na editora ela conhece Max, um jovem técnico de TI, com quem começa um jogo de sedução que começa como uma brincadeira instigante e acaba se tornando cada vez mais ousado, questionador e claro trazendo consequências mais arriscadas.

A série é divertida, tem cenas inusitadas, me prendeu do início ao fim e traz questões familiares, casamento desgastado, marido manipulador, necessidade de adrenalina, até que ponto vamos por amor, e alguns questionamentos sobre a tal vida moderna. 

A séria aborda a questão da necessidade de se adaptar ao novo, do medo da mudança e da sensação de liberdade que podemos ter algumas vezes que saímos da nossa zona de conforto. 



Assisti  "O Sol Também é Uma Estrela", uma comédia romântica que não emocionou. Baseado no livro de mesmo nome, o filme conta a história de Natasha (Yara Shahidi) uma jovem inconformada com a situação da sua família que em menos de doze horas, será deportada dos Estados Unidos, Nova York, para a Jamaica. Nessas últimas horas que tem, Natasha vai fazer o possível e impossível para reverter a situação. É nesta busca para não mudar de vida que ela encontra Daniel (Charles Melton). A mudança é inevitável seja física ou emocional já que Natasha se apaixona por Daniel, e todas as suas convicções vão por água abaixo.


Achei o filme bem bobo. Assisti até o final por causa das cenas em Nova York e a minha vontade de viajar. A passagem em Roosevelt Island me trouxe saudades de um momento do início desse ano em que os planos eram totalmente diferentes do que veio pela frente. 



Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.




Você pode me encontrar também
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Pin It button on image hover
▲ Topo