quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Mais um dia de febre - Cinema em casa foi o remédio

Isso aqui está uma verdadeira uruca. Tô precisando de reza forte. Eu fiquei uma semana com dor na cabeça, dor nas costas, mal conseguindo me movimentar depois de levar um chute, de uma criancinha no cinema, bem no cucuruco da cabeça. Assim que melhorei foi a vez da Ana Luiza, uma semana com virose, febre alta, tosse, dor de garganta, ouvido e tudo o que tinha direito.
Na terça à noite, véspera do feriado e Dia das Crianças, a Ana Luiza estava ótima. Comemoramos e combinamos um passeio para o dia seguinte. Acordei toda animada até encostar na Sofia. Não acreditei! A menina estava quente! Coloquei o termômetro e vi no marcador 38º.
Já viu, né? O passeio do Dia das Crianças foi adiado. A Sofia passou o dia molinha, querendo ficar deitada e chegou a me chamar para brincar de dormir.

Sendo esse o cenário perguntei o que elas gostariam de fazer e a resposta foi: ver filme. E foi assim que comemoramos o Dia das Crianças, com cinema em casa. Vimos muitos filmes:





Hop - Rebeldes sem Páscoa. Nesse misto de animação com live action dois filhos com talentos não reconhecidos pelos pais se encontram. Acontece que esse encontro é entre um coelho e um humano. O coelho HOP fugiu da Ilha de Páscoa para seguir o seu sonho de ser baterista e fugir das expectativas criadas pelo pai, o Coelho da Páscoa. O humano Fred (James Marsden), um sonhador, saiu de casa por ser o filho-problema e não corresponder às expectativas práticas e objetivas do pai.
HOP e Fred acabam morando juntos e ajudam-se mutuamente a conquistar seus sonhos e o orgulho dos pais.





Nany McPhee e as Lições Mágicas. Três primos que moram no campo com a mãe vivem com simplicidade lutando para cuidar da fazenda e sobreviver enquanto o pai está na guerra. Ao receberem a visita de dois primos ricos e mimados tudo fica mais complicado. Para resolver essa situação difícil nada melhor do que a misteriosa e estranha Nanny McPhee (Emma Thompsom). Quando as crianças não querem a presença dela e precisam, ela fica. E permanece até que as cinco crianças aprendam as cinco lições que precisam: parar de brigar, dividir gentilmente, ajudar uns aos outros, ser valente e ter fé. Nanny McPhee conquista a confiança da mãe, encanta as crianças com sua magia, e estas aprendem as lições. Assim todos começam a querer a presença de Nany McPhee, porém não precisam mais dela. Logo é hora de partir.
Tô precisando da Nany McPhee aqui em casa para as duas primeiras lições. Será que ela vem?






Ramona e Beezus. Uma comédia leve bem apropriada para a idade da Ana Luiza (12 anos) e da Sofia (6 anos) onde Beezus (Selena Gomez) é a irmã mais velha de Ramona (Joey King). Beezus é uma adolescente certinha que segue todos os padrões para poder se enturmar. Ramona, a irmã mais nova, tem a mente inventiva, o espírito criativo, alma de artista e com isso acaba arrumando muita encrenca. A família dessas irmãs que, além do pai e mãe conta com uma tia muito divertida e outra irmãzinha bebê, passa por dificuldades. Nesse contexto as irmãs Ramona e Beezus se unem  e descobrem que uma irmã mais nova faz muita diferença.
Peguei esse filme sem nenhuma pretensão e me surpreendi. Um filme gostoso, leve e que encanta.



Assim passamos o nosso Dia das Crianças com muitos cuidados, carinho e alguma animação. E no final do dia ganhamos um presentão. Chegou a nossa coleção Itaú de livros infantis.



Quem quiser aproveitar a oportunidade oferecida pelo Itaú e pedir a sua coleção pode entrar AQUI para saber mais detalhes.

Blogagem Coletiva: Como era ser criança na minha infância

Quando vi a proposta da Ingrid do Desconstruindo a Mãe para essa blogagem coletiva fiquei logo toda empolgada. Fiquei mais animada ainda quando vi o selinho especialmente criado pela Daniela Moreno. Sabe que quando comecei no meu primeiro estágio o meu apelido era Luluzinha? Me identifiquei totalmente com essa blogagem coletiva.  E o melhor, já tinha um texto prontinho. Um texto que eu fiz para um trabalho da escola da Ana Luiza e que já postei AQUI com o título Brincadeiras da minha infância.



A minha infância foi muito boa, muito boa mesmo. Daquela que todas as crianças deveriam ter. Eu tive espaço para brincar, eu tive liberdade para inventar.
Passei a minha infância em São Pedro d’ Aldeia, na Vila Militar. Morava em casa, com jardim e sem muro. Dormia de janela aberta, no máximo com uma tela para evitar os mosquitos. Isso mesmo, o grande medo era de mosquito.
Eu gostava muito de andar de bicicleta. Os passeios de bicicleta tinham sempre uma novidade. Uma vez ia explorar o bosque, em outra tentava subir ladeiras mais altas, depois descer ladeiras com alguma amiga na garupa, dar a volta no pântano com alguém sentado no guidom; pedalar, pedalar e ficar em pé no banco; montar rampas com madeira e tijolos para dar saltos com a bicicleta e tudo mais que pudesse inventar.




Os joelhos ralados foram uma constante na minha infância e o Merthiolate também. Lembro bem do lema: tudo o que arde, cura e o que aperta, segura.

Eram muitas, muitas, mas muitas crianças. Com aquele espaço todo e com tantas crianças, as brincadeiras de pique eram frequentes. O meu preferido era o pique-esconde. Tinha também o pique-pega que naquela época era conhecido por nós como pique-tá. Isso porque quando quem estava com o pique e pegava alguém, falava: - Tá com você!
Tinha pique-alto, pique-baixo, pique-parede e qualquer outro que quiséssemos inventar. Polícia e Ladrão. E o pique-bandeira? O campo era riscado no chão de barro com uma vara e as bandeiras eram galhos de árvore. Esses piques eram muito divertidos, muitas crianças brincando juntas. Crianças de várias idades juntas, meninos e meninas. As crianças menores eram consideradas café com leite.
Algumas brincadeiras eram mais de meninas como pular corda, pular elástico e amarelinha.
Eu e minhas amigas preparávamos lanchinhos, algumas bonecas e íamos fazer piquenique no bosque. Os motivos podiam ser diversos: aniversário de uma boneca, batizado de outra. Ou também podia não ter motivo algum. Para esses piqueniques eu gostava de levar pão com mel.

Brincar no parquinho também era uma grande aventura. Eram vários brinquedos de ferro: balanço, escada-horizontal que nós chamávamos de pega-pega, prancha vai-e-vém que para nós era rema-rema, passo gigante apelidado por nós de roda-roda, etc...
Era no parquinho que eu me sentia uma artista de circo.



No balanço eu ia alto, bem alto, cada vez mais alto imaginando que algum dia eu ia conseguir dar uma volta completa. No pega-pega me pendurava pelas pernas de cabeça para baixo pensando estar no trapézio. No roda-roda, rodava bem forte e depois soltava as mãos fazendo de conta que era a mulher-bomba. Tinha uma manilha colorida e o grande desafio era subir correndo e ficar em pé em cima dela como uma equilibrista. Essa manilha parecia ser muito grande e realmente era maior do que eu que cabia em pé dentro dela. Nesse ano (2007) fui no mesmo parquinho da minha infância com as minhas filhas que já não tem os mesmos brinquedos, mas as manilhas continuam lá. Só que agora não parecem tão grandes e eu já nem caibo em pé lá dentro.

Eu adorava ir à praia que na verdade era uma lagoa e lá fazia bolos na areia e enfeitava com conchinhas. Nas férias era colocado um flutuante na lagoa para as crianças brincarem. Esse flutuante era uma plataforma de madeira com um escorrega de um lado e um trampolim no outro. Escorregar e cair na água era muito divertido. Saltar do trampolim era uma grande emoção. Inventávamos vários saltos : salto bomba, parafuso, sem limites para a imaginação.
Naquela época a lagoa era muito limpa, de água transparente, cheia de peixes. Algumas vezes estava brincado na água e sem querer pisava em um peixe que se debatia em baixo do meu pé fazendo cócegas.Um susto engraçado, divertido e único.




Gostava também de brincar de casinha. Eu tinha uma casinha de madeira daquelas que dá para entrar, azul, com chaminé e duas jardineiras na janela que eu plantava gerânio de verdade. Meu pai fazia casinha de cartolina para mim que apesar de ter porta e janela, as bonecas de papel entravam mesmo pelo teto.




Mas a melhor brincadeira de casinha era nas árvores. Escolhia um galho para ser a sala, no outro era o quarto, as folhas serviam de pratos e as amêndoas eram a comidinha.
Com tanto espaço lá fora sobrava muito pouco tempo para a televisão. Algumas vezes eu assistia a Tom e Jerry e Pantera Cor de Rosa. Esses eram os meus desenhos preferidos.
Eu tinha vitrola que parecia uma mala. Aliás, ela fechada era uma mala e somente quando abria é que virava vitrola. Adorava ouvir as historinhas dos disquinhos coloridos. Ouvia a história e acompanhava no livrinho que vinha junto. O disquinho da Chapeuzinho Vermelho era vermelho, é claro; o da Cinderela, amarelo e o do Mogli, verde. Tinham outros, mas esses eram os meus preferidos.
Como tinha pouca luz da cidade, as noites eram muito estreladas. Algumas vezes meu pai e a minha mãe colocavam um lençol na grama e ficávamos no jardim contando as estrelas. Só não podia apontar para não nascer verruga na ponta do dedo. Depois quando eu e a minha irmã íamos dormir e ficávamos com medo de acordar com verruga no dedo mas não nascia, não. Acordávamos prontas para mais brincadeiras.

Essa infância com tempo para brincar e ousar que eu quero proporcionar para as minhas filhas.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Hoje estou no blog Vida de Mãe da Nestlé. Espero você por lá!

Hoje estou no blog Vida de Mãe da Nestlé dando dicas para comemorar o Dia das Crianças com imaginação e muita diversão.
Vida de Mãe by Chrismferreira
 
Vida de Mãe, a photo by Vida de Mãe on Flickr.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Criança com febre? Arte é um ótimo remédio!

Criança com febre? Tem que ficar em casa? Não precisa desesperar. Bastar ter um estoque de material artístico tipo lápis de cor, canetinhas e tintas.
Foi assim o nosso final de semana, um sol lindo lá fora e as meninas gripadas, com febre, de molho e reclamando que o dia seria um tédio. Foi aí que lancei mão de uma caixa de lápis de cor, um pacote de canetinhas e desenhos para colorir.


Cansou de colorir? Que tal fazer umas tatuagens no corpo? Mostrei o lápis Cara Pintada específico para fazer desenhos no corpo. 

Elas não me deixaram tirar as fotos com as pinturas por isso coloquei fotos antigas utilizando o mesmo material. 

Sofia na época em que encarnou a Emília. Vivia pintada de Emília para cima e para baixo.
Declaração de amor da Ana Luiza

Criança cansa rápido das brincadeiras e às vezes o dia fica longo. O segredo é ir guardando as novidades e apresentando aos poucos. Quando mostrei as canetas pinta vidro foi aquela cara de surpresa. Aliás cara de surpresa mesmo foi do pai quando viu a porta da sala toda decorada.


Depois das janelas de casa estarem todas decoradas passamos para as tintas, cola e glitter. Tudo isso entre uma nebulização e outra.


E aí veio a compensação pela noite em claro tirando a temperatura, dando remédio, nebulizando e ouvindo a tosse que não queria parar.

De Sofia para Mãe e Pai Te amo muito mamãe e papai

domingo, 9 de outubro de 2011

Leitura Teen: Série Pretty Little Liars

Quando a Ana Luiza gosta de um livro e este faz parte de uma série ela devora todos os livros da coleção (que estão disponíveis no Brasil). Foi assim com os livros da série Pretty Little Liars da escritora Sara Shepard, da editora Rocco.

O 4º volume está emprestado, por isso não saiu na foto.


Eu sempre procurei acompanhar os programas de TV e os livros nos quais a Ana Luiza se interessa. Assistia junto, dava a minha opinião, passava os nossos valores. E decidíamos se valia a pena acompanhar ou não. O mesmo eu fazia com os livros. Lia o primeiro volume e avaliava se estava adequado para a idade dela ou não, sempre explicando os meus critérios.
Acontece que com a velocidade de leitura da Ana Luiza e os meus tantos outros afazeres, não consigo mais dar conta de fazer a prévia de todos os livros. Foi assim com a série Pretty Little Liars, não li os livros.
Enquanto lia os livros, a Ana Luiza, vira e mexe, vinha conversar comigo. 
- Mãe, eu acho que ela não precisava entrar em tantos detalhes assim. O que você acha? 
Nessa hora ela releu uma cena de um namoro que estava bem detalhada no livro. Realmente detalhada demais para a idade da Ana Luiza.
-Mãe, a escritora desses livros fala o tempo todo em lojas caras como Colcci, Tiffany´s, Chanel, Calvin Klein. Eu acho que ela está exagerando e estimulando o consumo dessas marcas. Por que ela faz isso?

Com essa experiência percebi que consegui passar alguns valores enquanto fiz o acompanhamento dos livros e programas de TV bem de perto. E que valeu a pena. Fico segura com a maturidade dela e certa de que não preciso mais fazer a seleção dos livros. De qualquer forma continuo atenta, perguntando sobre o conteúdo, a opinião dela, etc... E quando posso leio junto.

Mesmo com essas considerações a Ana Luiza gostou muito de todos os livros dessa série: Maldosas, Impecáveis, Perfeitas, Inacreditáveis e Perversas. E agora está aguardando o lançamento dos outros três títulos da série aqui no Brasil.

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