quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

GoMA em Brisbane, Austrália - Viajando pelo olhar da filha


Eu adoro qualquer oportunidade de ir a São Paulo. Já penso em dar uma esticadinha para ver alguma exposição, dar uma voltinha pela Paulista, e coisa e tal. 

Como eu tinha que levar a Sofia para embarcar em Guarulhos, programei a nossa chegada para a véspera, assim eu teria praticamente dois dias e duas exposições programadas nas minhas intenções.

Acontece que a Sofia com o seu corpo adolescente completamente dominado por um dos 7 pecados capitais chamado preguiça não quis sair do quarto do hotel nem para comer. Queria apensa descansar para a viagem e ficar grudada comigo (sei? entendi e aceitei a chantagem).

Ou seja me dei mal. Passeio um sábado de sol com a Paulista a poucos metros de distância trancada em um quarto gelado, mas bem confortável. Tá não me dei mal nada. Estava com a minha filha, conversamos, rimos, comemos no quarto, ouvimos música e dançamos. Tá bom, né?

Mas no final do dia, depois que ela já tinha embarcado e e eu voltei sozinha para aquele quarto, fiquei pensando nela, na Ana Luiza que também está viajando e nas exposições que eu queria ter ido.

É neste momento em que eu olhava para o tento branco do quarto imaginando paredes coloridas com obras de uma exposição qualquer que o meu celular vibra com sinal de que chegou mensagem da Ana Luiza. Abri rapidamente e ela estava lá do outro lado do mundo, no começo do seu dia, me contando que iria ao GoMA - Gallery of Modern Art que é simplesmente a maior galeria de arte moderna e contemporânea da Austrália. e fica justamente em Brisbane bem perto de onde ela está estudando.


O que fazer em Brisbane, Austrália

Foi aí que do meu quarto de hotel com 12 horas de diferença de fuso horário, pela tela do meu celular, eu peguei carona na visita da Ana Luiza ao GoMA e vi todo o colorido da exposição "APT9" - Asian Pacific Trienial os Contemporary Art.

O que fazer em Brisbane, Austrália

A mostra apresenta obra de mais de 80 artistas e grupos de mais de 30 países.

Conforme ela passava pelas obras ia fotografando e me enviando.  Eu eu com o meu corpo presente em São Paulo, mas com a mente viajando virtualmente com a Ana Luiza me impressionando com a complexidade e a singularidade de cada instalação.

A primeira foto trouxe "House - Spirit 2018 ”, do artista cambojano, Vuth Lyno, e eu me encantei


O que fazer em Brisbane, Austrália


Rapidamente entrei na internet e busquei informações sobra a exposição. Mandei uma foto de uma instalação na parede (sem título), de Jonathan Jones.


O que fazer em Brisbane, Austrália

E a Ana Luiza me retornou contando que estava justamente nesta sala e me mandou mais detalhes.


Em seguida, ela me manda essa foto de uma pintura de Zheng Guogu, que é uma presença marcante na arte chinesa desde os anos 90.


Mas o interessante neste momento, o que mais chamou a atenção, foi o fato de que as obras expostas, além da explicação padrão para os adultos, trazem explicações para crianças com uma linguagem adequada e incentivo para pensar sobre o que estão vendo.

Muito legal, né?


Aí foi a minha vez de mandar uma foto da exposição que eu encontrei na internet, mas não entendi. A Ana Luiza me enviou uma foto feita por ela na mesma instalação e explicou que é um espelho em que o visitante se vê do outro lado e com a sua imagem se misturado com quem está lá.


E assim fomos trocando fotos como se estivéssemos caminhando juntas e vendo as mesmas obras.


Trocando opiniões e comentários.


Encontrei a foto abaixo no Instagram @ajmaus e mais uma vez precisei da ajuda da Ana Luiza para entender melhor do que se tratava.


Um vídeo e a explicação veio em seguida. E a imagem capturada no Instagram passou a fazer todo o sentido.


Aí ela me manda essa explosão de cores vivas e de alta intensidade na instalação em estilo mural.


Pedi para chegar mais perto e me mandar mais detalhes de "Days of Bliss and Woe". Eu queria ver mais de perto esses "Dias de Felicidade e Aflição".


Mais uma vez a explicação do mural multicolorido.


E a mesma explicação com o foco no público infantil.


Não fui às exposições em São Paulo, aproveitei o dia com a Sofia, e à noite quando eu esperava apenas dormir, escapei por umas boas duas horas com a Ana Luiza, passei algum tempo viajando, explorando a distância, mas ao mesmo tempo tão perto, as galerias do GoMa, me perdi nesse mundo de instalações espetaculares, arte vibrante e cultura diversa.

Viajei para São Paulo, mas estive em Brisbane!

Outros passeios em Sydney:






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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Ponte aérea - que pressa é essa?

Sou daquelas pessoas que não entendem as pessoas que têm pressa para entrar no avião. Aquelas que nem chamou para o embarque ainda, apenas porque colocaram no painel qual será o portão, já estão lá em pé na fila como se estivessem esperando a abertura dos portões de uma mega promoção ou de um super show. 

Sou também daquelas pessoas que não entendem as pessoas que têm pressa para sair do avião. Sabe aquelas pessoas que quando o avião ainda está com o sinal de apertar cintos aceso, só porque o bicho está parando, já estão em pé no corredor batendo com suas mochilas e bolsas na cabeça de quem está calmamente esperando as portas abrirem e os passageiros que estão nas filas à sua frente saírem. O mais curioso é que essas normalmente são as mesmas que têm pressa para entrar.

Até que hoje, nessa falta de pressa para entrar no voo, do tipo que “ah, começaram a chamar agora... dá tempo de comprar um chocolate e tomar um sorvete. Vou ficar em pé na fila pra quê se vamos sair e chegar todos juntos?”, “ah, anunciaram que é a última chamada agora... dá tempo de ir ao banheiro com calma”, “e daí que eu estou no gate 1 e o meu embarque é no gate 12, nem chamaram o meu nome, então dá tempo?”, a pessoa perde o voo. Não deu tempo!

Mas finalmente, alguns voos depois, a pessoa que não entende quem tem pressa para entrar no avião finalmente consegue embarcar correndo, esbaforida e jurando que daqui pra frente vai ser sempre a primeira a entrar nas aeronaves (Xi... vai se tornar daquelas que ficam em pé na fila antes mesmo de começarem a chamar para o embarque ou será que dá para usar a barriga positiva para sugerir um prioridade?). 

Senta, relaxa, faz fotos do visual e finalmente pousa atrasadíssima em solo carioca. É aí que a pessoa que não entende as pessoas que têm pressa para sair do voo, aquelas que já estão em pé nos corredores quando o avião nem apagou o sinal de apertar cintos ainda, se vê como a primeira na fila dos em pé no corredor com a mochila nas costas batendo na cabeça dos menos apressados enquanto os sinal de apertar cintos ainda está aceso, as portas da aeronave ainda estão fechadas e os passageiros das vinte fileiras que estavam inicialmente à sua frente ainda estão sentados imaginando qual o problema daquele ser (seria claustrofobia, medo de avião, dor de barriga?). Enfim, entrei na lista das pessoas que eu não entendo (mais uma vez).

Ficam aqui os registros desse voo. Deixando São Paulo e sua selva de pedra, com o respiro do Ibirapuera, para trás.


Ponte aérea Rio - São Paulo

Chegando ao Rio e o seu gigante adormecido.

Ponte aérea Rio - São Paulo

Beleza a perder de vista.

Ponte aérea Rio - São Paulo

Ah ha, uh hu, o Maraca é nosso!

Ponte aérea Rio - São Paulo

O Cristo sempre de braços abertos.

Ponte aérea Rio - São Paulo





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terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Café da manhã para elas


São as pequenas gentilezas, carinhos, cuidados do dia a dia que demonstram o amor que sentimos e reforçam as relações. Eu acredito muito nisso. 

Por isso estou sempre preparando uma surpresa ou outra pras minhas filhas. Na verdade eu já estou até achando que nem são mais surpresas. Acho que elas já esperam. E justamente por isso, quando faço o mesmo, tento fazer de forma diferente e dar um toque inesperado. 

Nesse período de festas de final e início de ano junto com férias tivemos duas ocasiões de café da manhã especial.

O primeiro foi para a Ana Luiza.


mesa de café da manhã

Tudo preparado com carinho, pensado especialmente para ela, com as coisas que ela gosta de comer. 

mesa de café da manhã

 Para o nosso café ficar mais feliz tivemos a companhia da madrinha.

mesa de café da manhã

A motivação para o café da manhã especial foi a viagem de intercâmbio. Como a Ana Luiza vai ficar um tempinho fora de casa, quis que ela levasse na bagagem todo essa carinho.

mesa de café da manhã

Arrumei a mesa bem colorida com algumas peças que eu mesma pintei e outras pintadas pelo minha professora, a Odila Freire.


mesa de café da manhã


Uma semana depois foia a vez da Sofia partir rumo ao seu intercâmbio e deixar o coração dessa mãe com mais saudades, mas muito feliz.

mesa de café da manhã

Preparei o café para a Sofia com também colorido, florido e com os sabores que ela gosta.

mesa de café da manhã

Mais uma vez tivemos a presença da madrinha para trazer mais carinho para este momento.

mesa de café da manhã

Arrumei a mesa com jogos americanos pintados por mim.

mesa de café da manhã

Canecas e bowls pintados pela professora.

mesa de café da manhã

Tudo demonstrando alegria.

mesa de café da manhã

E dedicação.

mesa de café da manhã

Por um lado é difícil ver os filhos voarem, é preciso ter coragem, fé e confiança. Mas por outro é muito gratificante ver que estão ganhando asas com a segurança de que sempre terão apoio, carinho, muito amor e uma mesa colorida para se sentarem e compartilharem histórias.




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segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Rabanada de Forno da Fabíola


O primeiro dia do ano é dia de enterro dos ossos, de comer o que sobrou da ceia no café da manhã, almoço e jantar. Mas a minha amiga Fabíola, não quis saber de sobras para as amigas. Ela preparou uma rabanada de forno maravilhosa. 

Receita de rabanada de forno

Tão maravilhosa que eu vou colocar a receita aqui:

O que ela utilizou:

- 5 pães franceses;
- 4 xícaras de chá de leite;
- 1 lata de leite condensado;
- 4 ovos;
- 1 colher de sopa de essência de baunilha;
- Canela e açúcar a gosto para polvilhar

Como ela fez:

Pré aqueça o forno em 160°C graus.
Picou os pães com a mão em pedaços grosseiros. Arrumou os pedaços picados em uma travessa untada com manteiga e polvilhada com farinha de trigo.
Bateu o leite, o leite condensado, os ovos e a essência no liquidificador.
Despejou o líquido cremoso em cima dos pães dando uma amassadinha de leve com uma colher para umedecer bem.
Levou ao forno pré-aquecido a 160ºC por aproximadamente 40 minutos. A massa fica estufada, ligeiramente dourada e um cheiro de baunilha maravilhoso. 


Neste ponto retirou do forno e polvilhou açúcar e canela.


Receita de rabanada de forno

E serviu para nosso deleite e prazer.

Receita de rabanada de forno

Outra receita de rabanada maravilhosa é essa: rabanada recheada de doce de leite. Pode clicar no link, garanto que você vai salivar. 



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quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Tudo de novo, com jeito de novo, (nova)mente

Nesse primeiro dia do ano onde tudo começa de novo, mas com jeito de novo, comecei cumprindo uma das muitas promessas que fiz ontem, de novo: "amanhã começo uma alimentação mais saudável".



Isso durou até eu encontrar na geladeira a mousse de maracujá preparada pela filha. É que essa coisa de virar noite brindando me deixou meio confusa, sem saber se hoje é hoje, com a impressão de que hoje ainda é ontem, então o amanhã de ontem não é hoje. Confuso, né?




Depois estava eu deitada, sossegada, relaxada lendo crônicas do livro "HOMEM-objeto", ouvindo de Pink Floyd a Tim Maia (outra promessa que fiz ontem e resolvi continuar mesmo que hoje ainda fosse ontem: ler todos os livros que comecei em 2018 e parei no caminho), quando precisei me levantar para encontrar a minha amiga Fabíola que preparou uma rabanada de forno para comermos antes de irmos à praia dar o primeiro mergulho do ano, como fazemos em todos os primeiros dia do ano. (Viu Fabíola? não incluí aquela parte.)




Comer antes de ir à praia? Como assim? Estufar a barriga e apresentá-la na praia em tempos de exposição de barrigas negativas? Sim, é claro. Aprendizado bom que vem com novos anos: ligar o f0d@-se para certas coisas. 

Então fomos cheias de alegria (carboidratos) e energia (açúcares), trabalhadas na positividade da felicidade (com dose extra de transgênico), apresentar a nossa barriga positiva, nosso corpo positivo, nossa alma positiva. Ano Novo inspira positividade, apesar de alguns pesares.



Já que tinha sobrado uma garrafa de espumante resolvemos ampliar o nosso nível de "tô nem aí" e dar uma farofada básica, mas bastante positiva, e deixar a nossa positividade mais borbulhante com alguns brindes à beira do mar. Assim daríamos de novo o primeiro mergulho do ano novo de um jeito novo. 




Afinal, para definitivamente virar a página de 2018 eu precisava tirar 2018 de mim, precisava mergulhar e tirar a última escova de 2018 dos cabelos. 



Mergulhamos até o sol se pôr e as luzes acenderem. 





Rimos bastante, nos divertimos, renovamos as energias de novo (essa é clichê, não rola de um jeito novo), pelo dia lindo, pelo MARavilhoso mar, pela ótima companhia.




Nem o espumante, nem os carboidratos, nem o açúcar tem a ver com isso, nem com as poses das fotos. Apenas tudo de novo, com jeito de novo, (nova)mente.

Postado no Facebook (AQUI)



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